Igualdade entre Homens e Mulheres - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Igualdade entre Homens e Mulheres

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

A igualdade na Diferença – FALAR DE IGUALDADE ENTRE HOMENS E MULHERES PRESSUPÕE TER EM CONTA OS SEUS DIREITOS E DEVERES, MAS TAMBÉM, E SOBRETUDO NOS DIAS DE HOJE, A COMPLEMENTARIDADE, A INCLUSÃO E A CONCILIAÇÃO ENTRE AMBOS OS SEXOS.

Nos anos 60 o discurso feminino era caracterizado pelo radicalismo e pelo sentido revolucionário para obterem os seus objectivos. Foi sem dúvida uma luta imensa e esgotante. Em portugal a luta pela emancipação da mulher ocorreu mais tarde em relação ao resto da europa e aos estados unidos, a maioria sentia-se impotente, censurada e desacreditada.

São os direitos humanos relacionados à sexualidade e à reprodução exercidos livres de discriminação?
A mulher vive inquestionavelmente sob tutela. Sendo o estado o chefe incontestado, o seu principal objectivo deveria ser a promoção da qualidade de vida na nossa sociedade; essa qualidade poderá ser mais facilmente obtida tendo em conta certos conceitos básicos e indispensáveis: a prevenção; a promoção da saúde e a educação. Tal como, implementar normativas rígidas quanto ao direito à vida, à igualdade e ao exercício da sexualidade.

O debate sobre a igualdade entre homens e mulheres não pode ser feito nos mesmos termos em que foi feito décadas atrás devido à diversidade e à complexidade das circunstâncias em que hoje vivemos, sujeitos à ponderação de inúmeros factores que nunca antes se tinham revelado e, ainda, no que resulta da interacção entre eles. Temos que ter sempre em atenção o contexto e as transformações sociais.

O termo central deste trabalho é pensamento polarizado. O principal problema reside na diferença entre o comportamento social em comparação com a ternura maternal e o comportamento sereno assumidamente feminino. A maior preocupação social prende-se com uma questão ética e moral colocada pela actual hipocrisia e iniquidade e com a forma pouco pacifica, mesmo histérica, com que se gere esta problemática. Existe na verdade uma ambivalência, uma tensão, um conflito antagónico no que respeita à definição social de liberdade no feminino.

Nunca sem os esforços, a combatividade, e o estilo caustico por alguns visto como agressivo se teriam conquistado muitos dos direitos pessoais e profissionais que hoje existem, embora, seja ainda difícil para muitas mulheres escaparem à supremacia. Forma utilizada para desmotivar e despromover a realização de sonhos, desejos e objectivos característicos de cada mulher. A mulher é vista como o sexo subordinado e este é o desafio que se pretende ultrapassar.

A despenalização do aborto não é definitivamente uma “solução fácil”, mas um acto de consciência pessoal, uma escolha que somente deve pertencer a si mesma. Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez é punida até 3anos de prisão, excepto em situações muito particulares como violação, deformação do feto ou perigo para a vida da mulher. As acções levadas a cabo tanto públicas como individuais, introduzem conflitos e desafios que quando sustentados colectivamente, representam um potencial para a mudança.

É olhando para estes conflitos e tensões no nosso dia a dia que podemos ver para além da polarização feminina, e para além da separação do que é privado ou publico num mundo de igualdade sexual. Este artigo serve para promover uma análise crítica, numa altura em que muitos cidadãos expressam algumas dúvidas sobre a necessidade de uma tomada de decisão.

Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento legalmente autorizado?
Na nossa sociedade as estruturas e as ideologias, os louvores ou os lucros da produção cresceram juntos e levaram a que não exista ainda uma verdadeira liberdade sexual a nível hierárquico. É necessária e imperativa a criação de um novo sistema social e económico. Deve ser um mundo em que o trabalho, o prazer, a criatividade, a serenidade e o carinho não sejam mais separados e opostos contra cada um e não mais ligados ao sexo feminino ou masculino mas, sim um mundo preparado para promover a autonomia, a criatividade, a saúde e a felicidade da mulher.

É pertinente uma luta franca por uma visão politica de um mundo livre de todas as formas de dominação e exploração pois se aceitamos as ideias tradicionais sobre as inclinações das mulheres e os seus potenciais falhamos nos desafios que se deveriam promover e desenvolver. Estamos numa situação em que, culturalmente, os eventos feministas são populares e comercializados sendo um sucesso no mercado mas, no entanto o movimento da mulher em si continua a enfraquecer. Continuam a ser atacadas de todos os lados mas sobrevivem e renascem.

Não estamos num momento para certezas, mas sim para discutir e argumentar os nossos desejos se, na realidade queremos que a tolerância continue a desenvolver-se de forma criativa e em desafio, ganhando consciência das diferenças, das dificuldades, das práticas e das consequências E, nunca é demais lembrar o que está concretamente em questão em termos mais imediatos: o que leva mulheres de poucos recursos a submeterem-se a situações de risco extremo e de humilhação degradante, ou então a arcar com uma gravidez não desejada, e todos os dilemas e sofrimentos perfeitamente evitáveis.

A maioria das mulheres não tem consciência do poder. Sente-se desvalorizada, fechada dentro de limites e passiva, contudo elas não gostam de se sentir assim. A cedência, normalmente, ameaça e sufoca a força e a autonomia que a mulher sente pelo menos uma vez na vida. As desvantagens financeiras, culturais e sociais são as principais razões que preconizam o fiasco das aspirações femininas. Ela encontra o seu consolo para a falta de poder nas suas próprias ideologias como por exemplo: o prazer de ser mãe e de educar os filhos.

O objectivo principal e fundamental é a obtenção de um espaço e de uma liberdade para expressarem os seus desejos, potenciais e capacidades que lhes conferem uma igualdade e não uma dominância ou mesmo violência que lhes retira toda vontade de viver realmente.

Após décadas de pesquisa é fácil perceber que os homens têm globalmente mais riqueza, poder e privilégios do que as mulheres. É complicado encontrar uma teoria que explique este fenómeno após tantos anos de luta. A mulher ainda continua a ser o sexo com menos destaque nas instituições políticas, culturais, sociais, judiciais e religiosas.

A maternidade é uma predisposição unicamente feminina, e quando são mães as mulheres têm uma maior dificuldade em serem recrutadas para determinadas funções. Não são consideradas tão produtivas, nem se prevê que tenham tanta disponibilidade como os homens para se dedicarem em pleno ao trabalho e às empresas. Partindo do princípio que a maternidade é uma escolha afectiva e emocional, maduramente pensada e quem a deseja profundamente tem o direito de optar por ela sem que seja marginalizada, é necessário por parte dos órgãos competentes formas flexíveis e inteligentes de legislar e gerir o tempo de trabalho das mulheres numa lógica de eficácia.

É Urgente, e sobretudo, tomar consciência que uma maternidade bem vivida e tempo para cuidar e estar com filhos é o alicerce da nossa sociedade de amanhã. A partilha de tarefas domésticas e do cuidado dos filhos é uma opção já levada a cabo por alguns casais o que pressupõe a existência de uma mudança de mentalidades em relação à maternidade e ao seu papel na construção de uma sociedade mais equilibrada.

A igualdade na diferença não é apenas um slogan feminista mas, uma possibilidade equilibrada e saudável de vivermos as relações”.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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