Jane Fonda

Revisado por Andre a 28 outubro 2018 - Publicado a 15 de julho de 2012

Jane Seymour Fonda, nasceu a 21 de Dezembro de 1937, em Nova Iorque, Estados Unidos da América. Filha do conhecido ator Henry Fonda e da socialite Frances Ford Seymour.

Jane Fonda Antes e Depois & Biografia

Quando Jane nasceu, o seu pai encontrava-se a rodar o filme “Jezebel”. O seu nome terá sido inspirado em Jane Seymour, uma nobre inglesa que se tornou rainha de Inglaterra no século XVI e que poderá ser ser um dos antepassados do lado materno da família. Jane Fonda tem um irmão, Peter Fonda, também ele ator. A atriz Bridget Fonda é sua sobrinha.

A mãe de Jane Fonda suicidou-se em Abril de 1950, quando ela tinha 12 anos de idade. Frances já havia estado de forma voluntária num hospital psiquiátrico, o que acabaria por não ser suficiente para evitar o acidente. Jane não soube de imediato a verdade, sendo-lhe dito que a sua mãe sofrera um ataque cardíaco.

Como forma de evitar que Jane soubesse a verdade, todas as publicações escritas que abordassem o assunto foram proibidas na residência dos Fonda e todos os professores e alunos da sua escolha, receberam instruções no sentido de não abordar o tema. Jane Fonda acabaria por descobrir a verdade meses mais tarde, quando folheava uma revista de cinema numa aula.

Henry voltou a casar-se em 1950, com Susan Blanchard, também ela uma figura proeminente na alta sociedade americana. O casamento terminaria cinco anos depois.

Jane estou na Greenwich Academy, um reputado colégio interno feminino, situado no Connecticut. Começou a estudar dança com 15 anos de idade em Fire Island Pines.

Durante a década de 50, Jane foi modelo, surgindo en diversas capas de revistas como a Vogue. Em 1954, Jane atuou com o seu pai, numa peça destinada a angariar fundos, intitulada “The Country Girl” que foi à cena no Teatro Comunitário de Omaha. O seu interesse pela representação levou-a a estudar na Emma Willard School e na faculdade de Vassar.

Após concluir a sua licenciatura, Jane mudou-se para Paris, com o objetivo de estudar arte. No regresso aos Estados Unidos, conheceu Lee Strasberg, que dava aulas na escola de representação Actors Studio. Strasberg incentivou Jane Fonda a prosseguir uma carreira de representação, elogiando o seu talento.

A partir de 1960, Jane Fonda iniciou uma intensa produção no cinema, participando em média em dois filmes por ano. A sua primeira obra cinematográfica de relevo foi “Tall Story”, de 1960. Neste filme, Fonda recriou um papel que tinha desempenhado antes na Broadway, vestindo a pele de uma cheerleader obcecada por um jogador de basquetebol.

Em 1962, a atriz participou em “Period of Adjustment” e “Walk on the Wild Side”, tendo recebido um Globo de Ouro na categoria “Jovem Atriz Mais Promissora, por este último.

Em 1963, foi protagonista na comédia romântica “Sunday in New York”. Apesar de ter recebido na generalidade críticas muito positivas, a publicação “Harvard Lampoon” elegeu-a “Pior Atriz do Ano”.

Fonda casou-se com o realizador francês Roger Vadim em 1965. O casal teve uma filha, Vanessa, nascida em 1968. Divorciaram-se em 1973.

O seu grande sucesso comercial surgiu em 1965, com “Cat Ballou”, uma comédia com ambiente de western. O filme conseguiu cinco nomeações para os Óscares e ficou no top 10, dos mais rentáveis daquele ano. Terá sido este o ponto de viragem, que tornou Jane Fonda uma estrela da indústria cinematográfica.

Após aquele grande sucesso, Fonda protagonizou as comédias “Any Wednesday” (1966) e “Barefoot in the Park” (1967).

Em 1968, desempenhou o papel principal no filme de ficção científica “Barbarella”, dirigido pelo seu então marido, Roger Vadim. Foi neste filme, que Jane Fonda consolidou o seu estado de sex symbol. No ano seguinte, Fonda entrou em “They Shoot Horses, Don’t They?” (1969), sendo altamente elogiada pela crítica e sendo pela primeira vez nomeada para um Óscar.

No final da década de 60, Jane Fonda recusava a maioria dos papéis que lhe eram oferecidos, tendo recusado entre outros, papéis de protagonista nos filmes “Bonnie and Clyde” e “Rosemary’s Baby”.

Durante a década de 70, Jane Fonda destacou-se em filmes dramáticos. As suas atuações em “Klute” (1971) e em “Coming Home” (1978), valeram-lhe dois Óscares para melhor atriz.

Em 1973, casou-se com o ativista político Tom Hayden, passando a envolver-se de forma ativa na política interna norte-americana. Jane Fonda tornou-se uma acérrima crítica das guerras em que os Estados Unidos participaram e da política de relações exteriores do país. Jane e Tom tiveram um filho, Troy O’Donovan Garity, nascido em 1973. O casal adotou ainda, de forma não oficial, Mary Luana Williams. Em 1989, Jane e Tom divorciaram-se.

Contudo, após a sua brilhante prestação em “Klute”, Fonda surgiu em diversos filmes que não conseguiram relevo. O seu regresso ao sucesso ocorreu com a comédia “Fun With Dick and Jane” e posteriormente com “Julia”.

Em 1980, Fonda juntou-se a Lily Tomlin e a Dolly Parton, em “Nine to Five”, filme que mereceu a aprovação da crítica e do público. Pouco depois, Jane adquiriu os direitos para cinema da peça “On Golden Pond”, por forma a concretizar o objetivo de trabalhar com o seu pai e dessa forma cimentar a relação entre ambos.

O seu pai brilhou intensamente no filme e venceu o único Óscar da sua carreira. Foi Jane Fonda, quem recebeu o prémio em nome de seu pai, que se encontrava doente e impossibilitado de sair de casa. Cinco meses após ter ganho o Óscar para melhor ator, Henry Fonda faleceu.

Em 1991, Jane Fonda anunciou que se iria retirar do mundo do cinema, após se ter casado com o milionário Ted Turner. Fonda centrou-se depois na produção de aeróbica e fitness, que se tornariam um enorme sucesso.

Quatorze anos após ter anunciado o seu afastamento do cinema, Jane Fonda regressou à grande tela, participando no filme “Monster-in-Law” (2005), que alcançaria excelentes resultados de bilheteira.

Em 2007, participou em “Georgia Rule”, com Felicity Huffman e Lindsay Lohan.

Voltou à Broadway em 2009, 46 anos após a sua última peça, para vestir a pele de Katherine Brandt em “33 Variations” de Moisés Kaufman.

Galeria de Fotos: