Judite de Sousa

Judite Fernanda de Jesus Rocha e Sousa nasceu no Porto a 2 de Dezembro de 1960. Com 18 anos, Judite de Sousa tornou-se repórter da RTP, na cidade do Porto. Em 1981, aceitou mudar-se para a Rádio Macau. Curiosamente, naquela estação radiofónica entrevistou José Rodrigues dos Santos, então estudante, que se tornou mais tarde seu colega nos quadros da Rádio Televisão Portuguesa.

De volta à RTP, passou a apresentar o “Jornal da Tarde”, bloco noticioso que era transmitido à hora do almoço. O seu desempenho enquanto pivô foi reconhecido pelas chefias do canal estatal e foi convidada a integrar a redação principal da estação, em Lisboa.

Judite de Sousa Antes e Depois & Biografia

Já na capital do país, ganhou maior protagonismo, tornando-se a apresentadora do “Telejornal”, o principal programa de informação da RTP. Simultaneamente, também se tornou aposta do canal, para a condução das principais entrevistas e para a moderação de debates. Apesar do sucesso profissional que obteve como pivô, nunca deixou de fazer reportagem, tendo estado presente em vários cenários de conflitos internacionais.

Em 1994, esteve no Zaire e no Ruanda, fazendo a cobertura do genocídio étnico que ocorreu naquela região africana. Um ano depois foi enviada para a Bósnia, estando presente durante os ataques da Sérvia. Em 1999, voltou a pisar solo macaense, para acompanhar o processo de transferência da soberania do território para a República Popular da China. No rescaldo do 11 de Setembro de 2001, viajou para o Paquistão para acompanhar a situação de crise internacional.

No ano de 2000, Judite de Sousa tornou-se Diretora-Adjunta de Informação da RTP, trabalhando diretamente com o seu colega José Rodrigues dos Santos, que era à data o Diretor de Informação do canal. Na mesma altura, tornou-se apresentadora da “Grande Informação”, programa quinzenal dedicado à análise do panorama político e que contava com a participação do histórico Mário Soares. Mais tarde, o programa seria substituído por outro de formato semelhante, chamado “Notas Soltas”, em que o interlocutor da jornalista foi António Vitorino.

Em 2002, a RTP foi remodelada, sofrendo amplas alterações a nível dos cargos diretivos, contudo, Judite de Sousa continuou a ser uma das principais faces dos programas de informação da estação televisiva. Nesse período, apresentou a “Grande Entrevista”. Em Setembro de 2009, Judite de Sousa publicou um livro intitulado “A Vida é um Minuto – O Poder e a Imagem”, focado no relacionamento entre a classe jornalística e os políticos.

No livro, Judite de Sousa não se coibiu de criticar de forma aberta o então Primeiro-Ministro português, José Sócrates. A jornalista adjetivou a postura do governante, na entrevista que lhe concedeu uns meses antes, como “agressiva, mal-educada e arrogante”. Acrescentou ainda que tal animosidade só se podia dever ao fato de ser casada com Fernando Seara, político ligado ao Partido Social Democrata.

Contudo, a forma de Judite de Sousa conduzir as entrevistas também foi várias vezes alvo de críticas e reparos. Entre as principais críticas que lhe foram feitas enumeravam-se a ansiedade que por vezes demonstrava, não dando suficiente tempo de resposta aos entrevistados, a constante sobreposição do tom de voz aos entrevistados e até a sua suposta ânsia por disputar o protagonismo com os seus interlocutores.

Já em 2011, Judite de Sousa e José Alberto Carvalho, respetivamente subdiretora e diretor de Informação da RTP, abandonaram o canal estatal e assumiram a direção da informação da TVI. Judite de Sousa era então uma das faces mais mediáticas da RTP, onde se encontrava há 32 anos. A apresentadora despediu-se do seu antigo canal, deixando uma mensagem pública emotiva na rede social Facebook, onde exprimiu a importância que todos aqueles anos de trabalho tiveram na sua vida pessoal.

Em Maio de 2011, Judite de Sousa acompanhou as principais comitivas na campanha eleitoral para as eleições legislativas e pela primeira vez, tornou-se ela a própria notícia. Ao acompanhar o candidato Paulo Portas, Judite de Sousa conseguiu ser mais reconhecida e cumprimentada pelos populares, do que o próprio político. Portas chegou a provocá-la, afirmando que ela teria descoberto a sua verdadeira vocação e que num prazo de cinco anos seria candidata a alguma coisa.

O pormenor não passou despercebido aos seus colegas jornalistas e nos dias seguintes, a apresentadora seria tema de notícia frequente. Um dia depois, ao acompanhar Francisco Louça, o líder do Bloco de Esquerda, Judite de Sousa provocou desagrado aos colegas da SIC e da RTP, por insistir em permanecer junto do político, aparecendo em todas as imagens. A resposta da jornalista foi só por si polémica “Sou conhecidíssima e não preciso de aparecer nas vossas imagens”.

Judite de Sousa tem apenas um filho, fruto do seu primeiro casamento. Foi no cumprimento das suas obrigações profissionais na RTP, que conheceu Fernando Seara, o seu atual marido. Judite de Sousa casou com o atual Presidente da Câmara Municipal de Sintra em 2003. Jorge Sampaio distinguiu-a, durante a sua Presidência com a Ordem de Mérito, como reconhecimento da sua longa carreira ao serviço da RTP.

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Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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