Kiwi: Benefícios, vitaminas, engorda, emagrece?

Revisado por Drª Caroline Vallinhos (Nutricionista Clínica e Estética) a 15 novembro 2018 - Publicado a 12 de julho de 2011

O kiwi é um fruto de forma oval, de tamanho variável, coberto por uma uma pele fina de cor castanha, ligeiramente peluda.

Pode ter entre 4 a 7,5 cm de comprimento e 3,5 a 5 cm de largura e o seu peso varia de 30 a 150g, em função da variedade, das condições climáticas e do sistema de cultura.

A polpa pode ser verde, com tonalidades diferentes segundo a variedade, tenra, sumarenta e de sabor agridoce.

Apresenta numerosas e pequenas sementes negras comestíveis.

A cor da polpa e o sabor delicado da mesma, que se assemelha em parte a uva, a morango e a ananás, tornam o kiwi muito agradável.

O fruto consome-se em fresco como fruta, em macedónias, saladas ou acompanhando diferentes pratos.

Para o seu consumo como fruta, pode ser pelado inteiro ou partido pela metade e comido com uma colher.

Contém uma enzima chamada actinidina que degrada as proteínas, razão pela qual se pode utilizar para amolecer a carne antes de a cozinhar e assim reduzir o tempo de cocção, para além de a aromatizar com a polpa do fruto.

Além disto, a actinidina evita a coagulação da gelatina e é a responsável pelo sabor amargo que os produtos lácteos apresentam quando são consumidos com kiwi.

O kiwi também pode ser cozinhado, salteado com manteiga, usado como molho agridoce ou como guarnição de pratos de carne.

Podem-se elaborar marmeladas, sorvetes, produtos de confeitaria e até licores com ou sem álcool.

O kiwi constitui uma excelente fonte de vitamina C, contendo quase o dobro da vitamina de alguns citrinos. Também é rico em potássio, ferro e cálcio.

Podem-se encontrar kiwis durante todo o ano, porque há um desfasamento entre as distintas épocas de colheita de cada país produtor: desde meados de Maio até finais de Novembro, na Nova Zelândia; o resto do tempo nos países mediterrâneos, Chile, Califórnia e Austrália.

É um produto que se desenvolveu comercialmente nos últimos anos, graças a um trabalho de marketing realizada pela Nova Zelândia, que constitui um exemplo de como dar a conhecer um ‘novo produto’.

Os kiwis podem chegar a conservar-se 6 meses pois a sua maturação é lenta, à temperatura ambiente.

Para acelerá-la podem ser guardados junto a maçãs ou bananas, que libertam etileno; pelo contrário, se se quer atrasar a maturação e assim prolongar o tempo de conservação, esta prática não é aconselhável.

O kiwi é um fruto climatérico cuja intensidade de respiração está influenciada e correlacionada com o etileno presente na atmosfera ou de origem endógena.

Tipos e Variedades de Kiwi

Actualmente as variedades mais cultivadas pertencem ao género Actinidia deliciosa.

As cultivares mais difundidas são a Hayward e a Bruno. Em 1983, o Instituto Botánico de Guangxi (China) classificou o género Actinidia, descrevendo as áreas de cada uma das 53 espécies, 5 variedades e 15 formas distintas que se consideram neste género, distribuídos espontaneamente desde o Equador até aos 50º de latitude Norte e do Japão (Este) até ao Tibete (Oeste).

Desta classificação, a A. chinensis subdivide-se em 3 variedades botânicas: chinensis (com fruto glabro), hispida e setosa (com fruto tomentoso); as formas cultivadas seriam de A. chinensis var. hispida.

Em 1984, o autor da classificação anterior e um investigador neozeolandês, comprovaram que a var. hispida já tinha sido descrita por A. Chevalier como var. deliciosa, por isso decidem deixar esta última denominação e propõem que a A. chinensis var. hispida seja Actinidia deliciosa.

Além da A. Deliciosa, as espécies Actinidia arguta e A. kolomikta.produzem frutos comestíveis com um certo interesse.

As variedades de Actinidia mais cultivadas actualmente são de origem neozelandesa. Podem ser classificadas em variedades femininas e variedades masculinas ou polinizadoras.

Variedades femininas: Abott, Bruno, Hayward, Monty, Kramer, Greensil, Allison, Vicent, Tewi, Gracie, Jones e Elmwood.

Variedades masculinas: Matua, Tomuri e M-3. Recentemente surgiram as cultivares M51, M52, M54, M56, Chieftain e Autari.

Os pomares em Portugal são de Actinidia deliciosa, das cultivares Hayward, Bruno, Abbot e Monti. Também em Espanha a cultivar Hayward é a mais difundida e considerada o protótipo do fruto conhecido como ‘Kiwi’. Alguns produtores mais curiosos começam a introduzir alguns clones seleccionados noutros países como: ‘Hayward K’, ‘Hayward 8’ ou ‘Top Star’.

Ler também: ActinidiaActinidia (Árvore, Planta do Kiwi)

Origem e Produção

O kiwi é originário da China, mas converteu-se num produto muito apreciado na Nova Zelândia.

A produção mundial é de 1.000.000t e é a Itália o maior país produtor e exportador, seguido da Nova Zelândia. Em Portugal as principais zonas de produção são o Entre-Douro e Minho e a Beira Litoral e em Espanha é a Galiza.

O kiwi teve origem em áreas subtropicais, concretamente na China e, segundo alguns autores, também na zona dos Himalaias e no Japão meridional.

Em 1900 a planta do kiwi foi introduzida em Inglaterra e seis anos mais tarde na Nova Zelândia, como planta ornamental. Pouco a pouco, a planta foi ganhando prestígio e começou a ser cultivada na década de 1930, até se converter num dos produtos neozelandeses mais apreciados.

Depois expandiu-se pela Europa; em 1971 foi introduzida em Itália e pouco depois em Espanha; a planta chegou a Portugal no início da década de 70. Portanto, a cultura do kiwi na Europa é muito recente.

A produção mundial é de 1.000.000t, distribuídos pelos continentes da seguinte forma:

  Continente   Toneladas
  África   –
  Ásia   54.855
  Europa   492.992
  América do Norte   24.500
  Oceânia   220.200
  América do Sul   145.000
  Total   1.000.000

Fonte: FAO Production Yearbook (2000)

Os principais países produtores são a Itália e a Nova Zelândia, podendo-se observar os 10 primeiros no quadro em baixo:

  País   Toneladas
  Itália   352.892
  Nova Zelândia   217.000
  Chile   145.000
  França   72.000
  Grécia   45.000
  Japão   37.800
  EUA   24.500
  Coreia   15.000
  Espanha   13.800
  Portugal   9.000

Fonte: FAO Production Yearbook (2000)

Os 10 primeiros países importadores de kiwi são os seguintes:

  País   Toneladas
  Bélgica-Luxemburgo   88.107
  Alemanha   84.794
  Espanha   69.685
  EUA   44.740
  Japão   41.249
  Países Baixos   40.606
  Itália   31.673
  França   29.202
  Reino Unido   27.302
  Polónia   24.496

Fonte: FAO Trade Yearbook (1999)

Os 10 principais países exportadores de kiwi são:

  País   Toneladas
  Itália   218.412
  Nova Zelândia   196.449
  Chile   91.833
  França   28.223
  Grécia   23.975
  Países Baixos   22.410
  EUA   13.447
  Irão   12.077
  Bélgica-Luxemburgo   7.882
  Alemanha   7.879

Fonte: FAO Trade Yearbook (1999)

Em Espanha produzem-se 13.000t e as comunidades com maior importância no cultivo do kiwi são a Galiza, as Astúrias e o País Basco.

  Área   Hectares   Toneladas
  Galiza   500   7.500
  Astúrias   120   1.500
  País Basco   100   1.200
  Catalunha   50   850
  Andaluzia   60   750
  Cantábria   35   450
  Navarra   25   400
  Extremadura   15   300
  Outras   15   250
  Total   920   13.200

Fonte: La Horticultura Española (2001)

Disponibilidade nos Mercados

É possível comprar kiwi durante todo o ano, uma vez que cada país produz em épocas diferentes.

Assim, em Espanha colhe-se durante os meses de Outubro e Novembro, na Nova Zelândia desde finais de Maio a princípios de Novembro e em outros países durante o resto do ano. Em Portugal o período de produção e comercialização decorre normalmente de Outubro a Maio.

O kiwi existe no mercado durante todo o ano, já que os países produtores têm diferentes épocas de colheita.

Durante os meses compreendidos entre finais de Maio e princípios de Novembro comercializa-se o kiwi da Nova Zelândia, enquanto que as variedades dos países mediterrâneos, Chile, Califórnia e Austrália consumem-se durante o resto do ano.

Em Portugal e Espanha colhe-se o kiwi em Outubro e Novembro, segundo a região, e conserva-se durante 6 meses em boas condições.

Nos mercados do Reino Unido (UK), a distribuição por países fornecedores e os pesos das embalagens mais habituais são os seguintes:

  Origem   Disponibilidade nos mercados de UK   Peso das embalagens
  Austrália   Abril-Setembro   3,5kg
  Chile   Março-Outubro   Vários
  França   Janeiro-Abril   24/48 unidades
  Grécia   Outubro-início de Julho   3/3,5kg
  Israel   Outubro-Março   3kg
  Itália   Novembro-Maio   3,6kg
  Japão   Segundo as exigências do mercado   Vários
  Nova Zelândia   Junho-Janeiro   3,6kg / 25/46 unidades
  Portugal   Outubro-Novembro   Vários
  África do Sul   Finais de Maio-finais de Junho   4kg
  Espanha   Novembro-Fevereiro   Vários
  EUA   Outubro-Fevereiro   4kg

Fonte: Fresh Produz Desk Book (1999)

Embalamento

A embalagem utilizada para transportar os kiwis pode ser de cartão com alvéolos coberta de plástico.

Para a sua comercialização as embalagens podem ser cestas cobertas de rede, sacos de rede, …

A embalagem actualmente mais utilizada é a caixa de cartão de tipo telescópico, na qual os frutos se dispõem em alvéolos, em número variável segundo o tamanho dos kiwis.

Também se utiliza uma lâmina de polietileno para envolver os tabuleiros com alvéolos e os frutos.

A função desta cobertura plástica é a de proteger os frutos da desidratação, garantir uma maturação mais uniforme e uma maior conservação quando estão expostos nos locais de venda.

Existem embalagens modernas que incluem elementos de merchandising (ZESPRI) como são as bandejas semelhantes a caixas de ovos de 4 unidades, embalagens com um kiwi amarelo e um verde com uma colher especial para comer o kiwi, cestas cobertas de rede e sacos de rede de um quilo com bandas de plástico explicativas.

Regulamentos

Segundo o Regulamento (CEE) n.º 410/90, da Comissão de 16 de Fevereiro de 1990, que estabelece as normas de qualidade para os kiwis, estes classificam-se em três categorias e o calibre determina-se pelo peso, sendo o mínimo de 90g para a categoria ‘Extra’, de 70g para a categoria I e de 65g para a categoria II.

As normas de qualidade para os kiwis vêm no Regulamento (CEE) nº 410/90, da Comissão de 16 de Fevereiro de 1990.

Este regulamento está modificado por regulamentos posteriores, como o Regulamento (CEE) n.º 305/92, da Comissão de 7 de Fevereiro (DOCE L/32, de 8 de Fevereiro). Algumas modificações nestes regulamentos devem-se ao facto das disposições variarem nas distintas versões linguísticas e, uma vez que as normas de qualidade para os kiwis têm de ser equivalentes às demais normas comunitárias sobre frutas e hortaliças, foi necessário introduzir modificações referentes à qualidade de conservação e ao calibre.

Estes textos podem-se consultar na Internet: ( http://europa.eu.int/eur-lex/é/lif/dat/1990/é_390R0410.html )

A norma de qualidade refere-se aos kiwis (também denominados ‘Actinídia’) das variedades de Actinidia chinensis ou A. deliciosa, destinados a ser fornecidos ao consumidor no estado fresco, excluindo os destinados à transformação industrial.

Nas disposições relativas à qualidade definem-se as qualidades que os kiwis devem apresentar depois de acondicionados e embalados.

Assim, devem estar inteiros (mas sem pedúnculo), sãos, limpos, suficientemente firmes, bem formados, praticamente isentos de parasitas e de alterações causadas por estes, sem humidade exterior anormal e isentos de odor ou sabor estranhos; não devem estar moles, enrugados nem insuflados com água; são excluídos os frutos duplos ou múltiplos.

Os kiwis classificam-se em três categorias: Categoria ‘Extra’, Categoria I e Categoria II.

Nas disposições relativas à calibração, indica-se que o calibre se determinará pelo peso dos frutos. O peso mínimo para a categoria ‘Extra’ é de 90g, para a categoria I é de 70g e para a categoria II de 65g.

A diferença de peso entre o fruto maior e o mais pequeno de cada embalagem, não deve exceder:

– 15g, para os frutos com peso inferior a 85g,
– 20g, no caso dos frutos cujo peso está compreendido entre 85 e 120g,
– 30g, no caso dos frutos cujo peso seja igual ou superior a 120g.

As tolerâncias de qualidade admitidas são de 5% para a categoria ‘Extra’ e de 10% para as outras duas.

Quanto ao calibre, para todas as categorias, aceitam-se 10% em número ou em peso de kiwis que não correspondam às disposições relativas ao peso mínimo e/ou ao calibre.

Todavia, os frutos devem ter um calibre imediatamente inferior ou superior ao calibre indicado e, no caso de calibre inferior, o seu peso não deve ser inferior a 85g na categoria ‘Extra’, 67g na categoria I e 62g na categoria II.

Nas disposições relativas à apresentação faz-se referência à homogeneidade do conteúdo da embalagem, quanto à origem, variedade, qualidade e calibre dos kiwis.

O acondicionamento deve ainda garantir uma protecção conveniente do produto.

Cada embalagem deve apresentar a identificação do embalador e/ou expedidor, nome e endereço; natureza do produto; origem; características comerciais, como categoria, calibre e número de frutos, quando estes se apresentem alinhados e, facultativamente, a marca oficial de controlo.

Critérios de Qualidade

Gestão atmosférica pós colheita

É recomendável arrefecer primeiro os kiwis a 0ºC e conservá-los em câmaras com uma humidade relativa de 95%.

O uso de atmosfera controlada permite a sua conservação até 5 meses. Para a boa conservação dos kiwis é muito útil a sua pré-refrigeração, ou seja, os kiwis são submetidos a temperaturas baixas, o mais cedo possível após a colheita. Segundo alguns autores neozelandeses, a temperatura óptima de conservação situa-se entre 0ºC e –0,6ºC.

Como o ponto de congelação do kiwi está entre os –2ºC e os –2,5ºC, uma temperatura de refrigeração inferior a –1ºC pode ter consequências graves (alterações da polpa, sabor pouco agradável,…).

O controlo da humidade relativa nas câmaras frigoríficas é muito importante e considera-se que valores de 95% são adequados para evitar o enrugamento dos frutos e para não afectar a dureza da polpa.

Também é muito importante a composição da atmosfera em CO2 e O2. Segundo experiências australianas, a conservação em atmosfera controladacom teores de 3% de O2 e CO2 permite uma conservação dos kiwis durante 5 meses.

Outro factor a ter em conta é a presença de etileno na atmosfera, já que acelera a maturação do kiwi, que é um fruto climatérico.

O etileno presente nas câmaras de conservação provém dos mesmos frutos ou de outras fontes externas.

O kiwi produz etileno à razão de 0,1-1,0ml/kg/hora, a 20ºC, enquanto que outros frutos, como maçãs, laranjas, etc., produzem quantidades superiores, pelo que se recomenda não armazenar os kiwis em conjunto com estes frutos.

Problemas pós colheita

Os problemas de pós-colheita devem-se, sobretudo, a inadequadas condições de conservação e também a ataques de fungos, como a podridão cinzenta.

Desidratação

Os frutos sem nenhuma protecção, em ambiente com humidade relativa normal, tendem a desidratar-se muito rapidamente até ficarem enrugados. Isto é muito negativo, não só pela perda de peso, mas também porque piora as características organolépticas.

Danos causados pelo frio

As temperaturas muito baixas produzem estragos que se manifestam em alterações da polpa que adquire uma cor verde escuro translúcido e uma consistência mole; o sabor fica muito doce e pouco agradável.

Doenças
Quanto a patogéneos, apenas o fungo Botrytis cinerea, agente causal da podridão cinzenta durante a conservação, pode produzir danos de relevância económica.

Calorias do Kiwi

O kiwi é extremamente baixo em calorias por isso não engorda. Um kiwi médio fornece aproximadamente 65 Kilocalorias, uma vez que 90% do seu peso é constituído por água.

Propriedades Nutricionais

Sabia que um kiwi médio (100g) possui:
Valor energético – 62 Kcal
Gordura Total – 0g
Colesterol / Gordura saturada – 0g
Hidratos de Carbono Totais – 13g
Fibra dietética – 3,3g
Açucares – 12g
Proteínas – 1,3g
Vitamina E – 4mg
Vitamina C – 107mg
Cálcio – 36mg

O consuno de Kiwi na gravidez

O kiwi é uma fonte natural de ácido fólico. Na gravidez, em fase de crescimento do bebé e em situações de cicatrização, o ácido fólico tem um papel fundamental.

O ácido fólico degrada-se com a cozedura, mas como o kiwi é ingerido em fresco, torna-se uma das únicas fontes deste nutriente.

Kiwi e acne

Para além do kiwi aqui está uma lista de frutas conhecidas especialmente pela útilidade no combate contra a acne:

  • Abacate
  • Kiwi
  • Maçã
  • Laranja
  • Uvas/Passas
  • Pera
  • Toranja

Certifique-se apenas de não adicionar açúcar!

Emagrece?

O kiwi é conhecido como uma fruta queimadora de gorduras. Mas existem outras sugestões para diversificar “os cítricos”, segundo diferentes estudos estes têm um efeito queima gorduras; portanto cada dia trata de tomar no mínimo uma peça destas frutas como toranja, laranja, limão e tangerina.

Propriedades Medicinais e Beneficios para a saúde

Diversas investigações científicas indicam que o kiwi é uma importante fonte de vitaminas, minerais, fibra e fitoquímicos.

O fruto possui uma concentração excepcionalmente alta de vitamina C.

Um fruto de tamanho médio pode fornecer cerca de 90 mg de vitamina C, uma quantidade superior à dose diária recomendada de 60 mg.

Uma dieta rica em vitamina C ajuda a prevenir o cancro de estômago, entre outros, graças à sua capacidade antioxidante.

Os carotenóides e outros fitoquímicos também têm efeitos antioxidantes. Mais recentemente, tem-se sugerido que a vitamina C pode influir numa série de estados fisiológicos, como a supressão da formação de nitrosamina no intestino.

O nitrito, presente nos alimentos e na água, pode reagir com as aminas para produzir nitrosaminas, cujo carácter carcinogénico foi demonstrado.

O kiwi ocupa um lugar importante numa dieta equilibrada e baixa em colesterol. Graças ao seu teor em fibra, o kiwi tem um efeito laxante.

Medicina Natural

O kiwi ajuda na cicatrização de feridas e intervém na actividade normal do sistema imunitário, graças ao alto teor em vitamina C.

Por outro lado, a vitamina C em conjunto com o ácido fólico, presente também em quantidades altas no kiwi, é imprescindível no processo de formação de glóbulos vermelhos do sangue.

O kiwi possui ainda um efeito diurético. Em caso de obstipação é recomendável o consumo de kiwi pois possui propriedades laxantes.

No entanto o seu consumo excessivo pode causar diarreia, estando contra-indicado para as pessoas com estômago delicado ou com predisposição à diarreia.

O kiwi é conveniente para hipertensos, doentes renais e para casos de patologias cardiovasculares, já que é muito rico em potássio e muito pobre em sódio e gorduras.

Este fruto ocupa um lugar importante numa dieta equilibrada e baixa em colesterol, dado o seu elevado teor em fibra.