Fotos Antes e Depois

Laser Medico – Laser em Dermatologia

Laser Medico – Uma pequena abordagem sobre o Laser em Dermatologia

A Dermatologia moderna está intrinsecamente ligada ao uso de Lasers para tratamento de numerosas afecções. O progresso constante da tecnologia dos lasers tem constituído uma fonte dinâmica de inovação, sendo cada vez mais amplas as situações clínicas em que o emprego desta modalidade terapêutica se mostrou vantajoso e eficaz.

Conceitos básicos

Fig. 1 – tratamento com LASER CO2

LASER é um acrónimo de “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation”, o que traduzido para português significa “amplificação da luz por emissão estimulada de radiação”. Em termos práticos chamamos laser a certos dispositivos que emitem um intenso raio de luz, sendo esta uma forma de radiação electromagnética.

A radiação electromagnética é uma onda que se autopropaga no espaço resultante da interacção de campos eléctricos e magnéticos. Classifica-se de acordo com o seu comprimento de onda (λ) e frequência. A unidade elementar ou quantum da radiação electromagnética designa-se por fotão.
Um fotão tem a capacidade de estimular um átomo, o qual passa a um estado excitado e ao regressar ao estado estável, emitir um outro fotão com a mesma energia. O funcionamento de um sistema laser baseia-se no princípio de emissão estimulada:
existe uma fonte de energia externa (electricidade, radiofrequência, luz, lâmpada flash) que fornece os fotões iniciais; estes, vão excitar os átomos existentes no meio activo (sólido, líquido ou gasoso), contido dentro de tubo de laser, os quais reemitem os fotões.

Desta forma, gera-se um “efeito bola de neve”, em que esses fotões vão estimular outros átomos vizinhos – é a “amplificação da luz”.
A luz laser possui características únicas. Uma é a colimação, o que significa que a luz é paralela e não se dispersa com a distância.  Outra é ser monocromática, ou seja, emite apenas um λ (luz pura, da mesma cor). Por último é ser coerente – ondas em fase no tempo e espaço, isto é, alinhadas e uniformes.

Devido a estas características obtemos um raio com alta energia. Quando o raio laser sai do tubo é demasiado largo e difuso para ser útil. Este raio passa depois por uma série de espelhos através de braços articulados (laser de co2) ou fibras ópticas (laser árgon, alexandrite, Nd: YAG) até à peça de mão, onde é focado por uma lente.

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Quando a radiação electromagnética é absorvida na pele, o fotão transmite a sua energia a um átomo ou molécula, designado por cromóforo; o fotão deixa de existir e o cromóforo fica excitado. Entende-se por cromóforo, grupo de átomos que dá cor a uma substância e absorve luz num λ específico. Os três principais cromóforos da pele são a água, a melanina e a hemoglobina. O princípio de funcionamento dos LASERs assenta no conceito de fototermólise selectiva que, assume que a luz passa através do tecido até atingir selectivamente o cromóforo específico, isto é, com espectro de absorção correspondente ao λ do laser, o que ao absorver a luz, gera calor/energia no tecido a atingir, causando assim, o efeito biológico pretendido.

LASERS MEDICOS EM DERMATOLOGIA

Habitualmente são designados pelo nome do meio activo, que como já referido pode ser gasoso (CO2), líquido (lasers de contraste) ou sólido (laser Rubi, Nd: YAG, laser díodo). Quanto ao modo de emissão temporal da luz, podem ser contínuos, quando emitem radiação de forma contínua, o seu poder não varia e é relativamente baixo ou pulsados. Estes emitem, em regra, radiação de alta intensidade em intervalos regulares. A designação “Q-swithed” em que Q significa factor de qualidade, é um modo de obter um pulso de radiação LASER muito curto mas poderoso, medido em nanosegundos.

Em Dermatologia podemos classificar os lasers de acordo com o meio laser, já atrás mencionado, pelo comprimento de onda (que determina a absorção por determinado cromóforo, assim como a profundidade de penetração da luz) e pela aplicação clínica dos mesmos. Assim, e neste último caso, existem lasers destinados a corte e vaporização (laser co2, Erbium: YAG), tratamento de lesões vasculares, pigmentares, epilatórios e de rejuvenescimento não ablativo.

O laser de co2 tem um papel primordial na Dermatologia dada a sua versatilidade, precisão, baixo custo e fácil manutenção. Emite de forma contínua um raio invisível infravermelho (IV) de 10600 nm. Como a radiação IV é invisível, está alinhado co-axialmente com uma luz vermelha de baixa energia, que fornece uma luz guia. O λ referido é absorvido de forma não selectiva pela água intra e extracelular produzindo lesão térmica a 0, 6 mm da superfície da pele. Devido a estas características, o LASER de CO2 destrói o tecido localmente com difusão mínima de efeito térmico a estruturas adjacentes.

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Tem indicações essencialmente cirúrgicas, sendo usados para vaporização (destruição tecidular), corte e coagulação. As principais vantagens são a extrema precisão em profundidade e na superfície a ser tratada, com um mínimo de dano térmico, rapidez de procedimento, hemostase e ausência de edema e dor pós-operatórios. As suas principais indicações são o tratamento de lesões malignas (basaliomas superficiais, síndrome dos basaliomas nevóides, doença de Bowen cutânea ou mucosa), pré-malignas (queratoses actínicas, queilite actínica) e benignas (queratoses seborreicas, verrugas vulgares, fibromas pêndulos, rinofima, angiofibromas, granuloma piogénico, tumores dérmicos).

Existem múltiplos lasers para tratamento de lesões vasculares que actuam selectivamente nos vasos, emitindo luz com λ entre os 500 e os 600 nm. Nas lesões vasculares o cromóforo é a hemoglobina. O Laser Pulsado de Contraste é provavelmente o mais conhecido e com maior número de aplicações. Nestes, o meio activo é um contraste fluorescente e os mais comuns usam uma lâmpada de flash para activar o laser. Emitem radiação entre os 585 e os 600 nm e penetram a uma profundidade de 1, 8mm. As suas indicações preferenciais são as manchas vinho do porto, telangiectasias, aranhas vasculares, poiquilodermia de civatte e alguns hemangiomas superficiais.

Os lasers de Nd: YAG 1064 nm e Nd: YAG de dupla frequência 532 nm (Nd: YAG KTP) também são usados no tratamento de lesões vasculares. A grande vantagem do Nd: YAG 1064 nm é a maior profundidade de penetração. São utilizados frequentemente no tratamento de varicosidades dos membros inferiores e telangiectasias da face ou de outras áreas. Vários tipos de lasers foram desenvolvidos especificamente para o tratamento de lesões pigmentadas, quer causadas por pigmento endógeno (melanina em lesões pigmentadas) ou exógeno de tatuagens.

O espectro de absorção da melanina varia dos 300 aos 1200 nm, o que permite o tratamento com uma grande variedade de LASERs. A escolha do λ a usar depende sobretudo da evicção de picos de absorção de outros cromóforos. Por este motivo o tratamento destas lesões deve ser efectuado por lasers pulsados, de preferência Q-switched que têm uma duração de pulso muito curta e condicionam a explosão e fragmentação dos aglomerados de pigmento. Actualmente existem três tipos de lasers Q-switched: Nd-YAG 1064 e 532 nm, Alexandrite 755 nm e Rubi 964 nm.

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Nos lasers destinados à epilação, o alvo é o pigmento melânico presente nos bulbos pilosos. Uma vez que a melanina epidérmica e do folículo piloso têm um espectro de absorção idêntico, existe o risco de lesão epidérmica. Assim, são preferidos lasers com λ entre os 600 e os 1100 nm, porque é menor a probabilidade de ser absorvido pela melanina da epiderme, penetram mais profundamente na derme, causando uma fototermólise selectiva do folículo piloso. Os Lasers disponíveis para depilação são o Alexandrite 755, Díodo 800 nm, Rubi 694 nm e Nd: YAG 1064 pulso longo.

A Tecnologia Laser aplicada à Dermatologia tornou-se cada vez mais indispensável na abordagem terapêutica de numerosas situações. O conhecimento do comprimento de onda e da duração de pulsos específicos de cada laser são essenciais para que se obtenham bons resultados e o mínimo de complicações e efeitos adversos. Apenas médicos com muita experiência e conhecimento nesta área têm a capacidade de adequar o tratamento de laser correcto à patologia em causa.

10. Abril 2010 by admin

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