Luxação: o que é, tipos, causas, tratamentos e como prevenir

O que é a Luxação? Ao ser objeto da ação de uma força externa, uma ou mais articulações do corpo podem sofrer a chamada luxação, caracterizada pelo movimento de saída (deslocamento) de um dos ossos da região articulatória correspondente.

Vale lembrar também que, em condições normais, esses ossos ficam conectados via cartilagem. Por isso, a luxação é tida como uma perda de contato de uma parte do sistema ósseo articular. (Clique para Ver a Imagem)

Também é importante ressaltar que essa perda de contato pode ser parcial ou total. No primeiro caso, uma área óssea ainda mantém contato com outra, quadro que leva à denominação subluxação.

Como em algumas situações esse deslocamento tende a estar vinculada a uma fratura óssea, pode haver erro de diagnóstico inicial, já que o problema pode ser confundido com uma mera contusão ou até mesmo com uma entorse. Na verdade, cada um desses quadros equivale a transtornos específicos:

  • Entorse — é causada por excesso de atividade articulatória;
  • Contusão — trata-se de um traumatismo em alguma área corporal;
  • Luxação — para que haja uma luxação, os ossos precisam obrigatoriamente, deslocarem-se de uma das regiões articulatórias do corpo.

Luxação Do Dedo Polegar

Tipos de Luxação

Como já descrito anteriormente, existem dois tipos de luxação: parcial e total. Essas variações também são denominadas luxação completa e incompleta.

Luxação Completa

Como a própria nomenclatura sugere, aqui os ossos que formam a articulação atingida pela luxação ficam completamente separados.

Luxação Incompleta

Também chamada de subluxação, a luxação incompleta é caracterizada pela manutenção de um contato entre os ossos formadores da articulação. No entanto, esse contato é mínimo.

A depender de cada caso, a ponta óssea que se solta pode tanto permanecer na parte interna da região articular quanto na área externa. Na primeira situação, tem-se a chamada luxação intracapsular. Na segunda, temos a luxação extracapsular.

Articulações mais comuns de sofrerem Luxação

Qualquer uma das articulações do corpo está sujeita a sofrer uma luxação. Porém, o problema incide com mais frequência nas articulações das seguintes regiões:

  • Cotovelo;
  • Joelho;
  • Dedos;
  • Ombro;
  • Tornozelo;
  • Quadril;
  • Fêmur.

Apesar de haver poucas estatísticas sobre a proporção exata de incidência da luxação, sabe-se que o problema é mais recorrente nas articulações dos ombros. Nessa área, os índices chegam aos 7% em atletas. Já as demais pessoas respondem por cerca de 1,5% e 2% dos casos.

Quais são os grupos de risco

Evidentemente, a luxação é um transtorno que pode acometer qualquer indivíduo. Contudo, como em qualquer outra condição médica, existem sempre algumas pessoas mais predispostas a sofrerem o problema. Elas dão origem aos seguintes grupos de risco:

  • Praticantes assíduos de atividades físicas (sejam atletas profissionais ou amadores);
  • Bebês;
  • Crianças;
  • Pessoas da terceira idade;
  • Indivíduos que apresentem artrite reumatoide;
  • Indivíduos que tenham anomalias congênitas, como a síndrome de Down.

As causas da Luxação

Existem diversos episódios que podem acarretar o problema. Eis os principais deles:

  • Fratura;
  • Traumas;
  • Relaxamento de músculos ou ligamentos em decorrência de alguma patologia crônica;
  • Tombos;
  • Doenças congênitas.

Seja qual for a origem do deslocamento, ela pode provocar efeitos em outras regiões do organismo. Um exemplo é a ruptura de tendões. Conforme a avaliação do quadro, pode ser necessário um acompanhamento fisioterápico.

Os principais sintomas da Luxação

Por se tratar de um problema bem marcante, o deslocamento ósseo dentro da articulação pode facilmente ser notado. Afinal, esse desencaixe é seguido de uma forte dor na região atingida. Além desse quadro dolorido, vale a pena observar outros sinais:

  • Dores durante a execução de movimentos da articulação afetada;
  • Sensação de dormência no mesmo local ou adjacências;
  • Redução acentuada da movimentação dos membros dependentes da mesma articulação;
  • Formigamento.

Qual o diagnóstico

Geralmente, a avaliação clínica já é o bastante para que a luxação seja diagnosticada. No entanto, um exame radiológico é necessário para que o médico saiba exatamente qual é a área atingida. O exame de raio-X também é útil para determinar se houve uma fratura óssea simultaneamente ao deslocamento.

Em se tratando de luxações resultantes de patologias congênitas, o diagnóstico deve ser efetuado após o parto. No caso de bebês que nascem com a luxação no quadril, há duas manobras médicas a se considerar:

  • Manobra de Barlow — baseada no deslocamento contínuo do fêmur, essa manobra é extremamente importante para descobrir se há alguma inconsistência nos quadris do bebê;
  • Manobra de Ortlani — por meio de movimentos que estimulam a flexão dos quadris e joelhos, o médico realiza a separação das coxas com o intuito de sentir uma possível anomalia.

Em alguns casos, é comum que essas manobras sejam seguidas de exames de tomografia e ressonância magnética. O objetivo consiste na busca de possíveis danos infligidos aos ligamentos ou massas musculares.

Como é o tratamento para a Luxação

Embora muitas pessoas não costumem dar a devida atenção, a luxação é um problema que precisa, sim, de tratamento médico. Extremamente doloroso, o principal procedimento da terapia consiste na recolocação óssea na cartilagem (de onde o osso nunca deveria ter saído). Devido à dor intensa inerente ao processo, é comum a aplicação de substâncias anestésicas ou analgésicas na área afetada.

Além disso, em alguns casos esse desencaixe do osso pode exigir a realização de uma cirurgia. De uma forma ou de outra, o mais importante é que não haja demora na recolocação do osso na cavidade articulatória. Caso contrário, pode haver prejuízos quanto à irrigação de sangue no local.

Feita a reabilitação do mecanismo articulatório, a área deve ser envolvida por uma faixa, que também ajuda no processo de imobilização local. O cuidado também previne a ocorrência de outras luxações, além de aprimorar as etapas de recuperação tecidual.

No decorrer da convalescência, a qual oscila conforme a gravidade da luxação em questão, a adoção de analgésicos e anti-inflamatórios é comum a fim de amenizar as dores. Entre as substâncias que cumprem essas funções estão o paracetamol, o diclofenaco, o naproxeno e o ibuprofeno.

Uma vez que o mecanismo articulatório esteja realmente reabilitado, o indivíduo deve se submeter a um tratamento complementar, o qual compreende algumas sessões fisioterápicas. A fisioterapia pode ser imprescindível para que os movimentos da articulação possam ser repetidos da mesma forma que antes da luxação.

Remédios caseiros para o tratamento da Luxação

Existem determinados medicamentos fitoterápicos que se mostram bem eficazes no tratamento da luxação. O mesmo se aplica a certos remédios homeopáticos. Porém, tanto em um como no outro caso o real efeito dessas medicações depende do quadro apresentado por cada paciente. Portanto, o uso de tais substâncias sempre deve passar pelo aval médico.

Fitoterapia para Luxação

No caso dos remédios fitoterápicos, recomenda-se a utilização da casca de janaúba, da infusão de mangaba (um tipo de fruto), da aplicação de compressas de arnica (tradicional planta com efeitos medicinais) e de gazes com látex de pinhão-manso.

Homeopatia para Luxação

A contribuição da homeopatia para o tratamento da luxação é bem-vinda com o uso do rhus toxicodendron 6 CH, da arnica Montana 6CH e da ruta graveolens 6CH.

Primeiros socorros para casos de deslocamento

O tratamento é medico, mas você deve conhecer alguns procedimentos de primeiros socorros. Eles podem ser bem úteis, enquanto o indivíduo que sofra a luxação espera pelo atendimento especializado. Pensando nisso, siga essas etapas:

  1. Em primeiro lugar, ligue para o serviço de atendimento médico de urgência;
  2. Certifique-se que a pessoa não realiza nenhum movimento com a articulação atingida pela luxação;
  3. Em todo o período de espera da ambulância, jamais tente reposicionar o osso deslocado no local de origem;
  4. Impeça a pessoa de comer — o procedimento de recolocação óssea tende a exigir aplicação de anestésicos, condição que necessita de jejum.

As complicações da Luxação

O grande problema por trás da reabilitação do movimento articulatório original reside no fato de que esse desencaixe do osso costuma estar ligado à ruptura óssea. Essa é a complicação mais frequente, pois o paciente também pode estar sujeito a sofrer:

  • Outras luxações — consequência da displicência do indivíduo quanto ao tratamento necessário a uma primeira luxação;
  • Osteoporose — decorrente de lesões que alcancem a parte exterior das articulações;
  • Danos nos nervos;
  • Lesões em determinados órgãos devido ao movimento de saída dos ossos;
  • Rigidez das articulações;
  • Problemas no sistema vascular.

Como prevenir da Luxação

Com a adoção de alguns hábitos, é possível diminuir consideravelmente a probabilidade de você vir a ter uma luxação. Confira as medidas de segurança recomendadas:

  • Tenha um kit de primeiros socorros no seu carro ou moto;
  • Quando existirem, utilize o apoio dos corrimões durante o uso de escadas;
  • Antes de praticar qualquer atividade física, esteja devidamente equipamento com os itens de segurança apropriados a cada uma delas — exemplos: joelheiras e cotoveleiras sempre são indicadas para a prática de patins ou skate;
  • Não suba em lugares desprovidos de estabilidades, como determinadas cadeiras ou superfícies similares — prefira o uso de uma escada firme;
  • Priorize o uso de tapetes com função antiderrapante — essencialmente em áreas propícias a acidentes, como banheiros ou áreas de serviço;
  • No caso de crianças ou pessoas mais velhas, certifique-se de oferecer ambientes adequados a elas, deixando-as menos vulneráveis a possíveis acidentes que possam causar uma luxação.

Como você pode notar, o deslocamento de um ou mais ossos é um problema bem comum e que pode acometer qualquer pessoa. Felizmente, existem boas formas de se evitar um transtorno que, conforme o quadro, pode gerar algumas complicações e dores severas. O cuidado mais importante prevalece, ou seja: jamais negligencie um problema de saúde!

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Referências

Última atualização da página em 14/10/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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