Malformação arteriovenosa - Tratamento, sintomas e fisiopatologia
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Malformação arteriovenosa

A malformação arteriovenosa dural ( MAV ) compreende de 10 a 15 % das MAV intracranianas, podendo ser congénitas ou adquiridas. A malformação arteriovenosa ocorre tipicamente em mulheres de meia idade. Desenvolvem-se no interior da dura-máter, habitualmente na parede ou na próximidade de um seio venoso, mais frequente no transverso e depois no seio cavernoso. A fisiopatologia da malformação arteriovenosa é mal conhecida, mas a maioria dos autores pensam que possa ser secundária a agressão da parede dos seios ( tromboflebite cerebral, traumatismo, infecção da vizinhança ).

Os sintomas da malformação arteriovenosa iniciais estão geralmente presentes entre a 5ª e 6ª décadas de vida e podem ser resultantes da localização primária da fistula ou serem manifestações clínicas de complicações hemorrágicas intracerebrais ou subaracnoideias. Os sintomas oculares estão presentes em cerca de 80% dos casos de fístulas durais do seio cavernoso, podendo observar-se papiledema, paralisias dos nervos cranianos e proptose. A forma mais frequente de apresentação clínica é a hemorragia subaracnoideia, com cefaleia súbita, depressão da consciência e rigidez da nuca. Seguem-se as convulsões, as cefaleias tipo migraine recorrente, o déficite neurológico hemisférico progressivo e a alteração mental. Estão descritos casos na literatura de paralisia oculomotora isolada, como única manisfestação clínica deste tipo de malformação arteriovenosa cerebral.

Tratamento da malformação arteriovenosa

As possibilidades terapêuticas, actualmente, são dominadas pela embolização hiperselectiva de todos os pediculos alimentadores da fístula. Os materiais utilizados são a dura-máter liofilizada, o poli-vinil-alcool e os cianoacrilatos. Este tipo de tratamento é efectuado por centros hospitalares com Neuroradiologia de Intervenção. Habitualmente os sintomas decorrentes da fistula, incluindo os sintomas oculares, recuperam completamente após tratamento definitivo da fístula. Os tratamentos são inócuos sempre que realizados por equipas treinadas, podendo no entanto surgir complicações, quer durante o procedimento, quer após o mesmo.

Neuropatia óptica isquémica após embolização de malformação arteriovenosa dural. Possível presença de fenómeno de roubo vascular

EDITE MORAIS SILVA
Oftalmologia do Hospital Geral de Santo António, Porto

Os autores descrevem o caso clínico de uma malformação arteriovenosa dural, que 24 horas após tratamento por embolização arterial, fez um quadro clínico de neuropatia óptica isquémica aguda, no olho ipsilateral à fistula.

Conclusão: Admitimos, no nosso caso clínico, e com base nos dados obtidos pelos exames auxiliares efectuados, a hipótese de fenómeno de roubo vascular por ramos da artéria oftálmica, como explicação para a ocorrência da neuropatia óptica isquémica, após a embolização da fístula arterio-venosa.

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