Maus genes

Os genes que herdamos desempenham um papel fundamental no nosso tempo de vida: exemplo, um conjunto de genes nocivos pode roubar-nos 10 anos de vida, não só porque os genes influenciam a nossa forma física, como porque formatam a nossa capacidade intelectual de compreender o que é necessário fazer para que nos mantenhamos saudáveis. O poder mental, o senso comum e a personalidade – todos eles muito influenciados pelos nossos genes – afectam o modo como agimos para satisfazer todas essas necessidades de saúde e para prevenir as doenças.

Mas os principais determinantes genéticos da longevidade são os que afectam o modo como as células se mantêm e regeneram. Por exemplo, os centenários possuem níveis mais elevados do que a população em geral de um produto genético chamado PARP-1, um mensageiro químico fundamental que intrevém na regeneração.

Como tirar o melhor partido do seu destino genético?

– Estude a sua família e saiba as influências genéticas de que pode ser portador.

– Adeqúe o seu estilo de vida á sua constituição genética. Se for portador de genes que lhe porvocam níveis de colesterol elevados, ao ponto de constituirem um risco para a sua saúde, deverá tentar, desde muito cedo, controlá-los e tratá-los se necessário.

– Faça exames regulares de controlo e despistagem de doenças a que pode ser vulnerável.

– Siga os conselhos do médico quando desenvolver doenças.

Não só o tratamento é mais eficaz nas pessoas que vivem mais tempo, como as doenças genéticas são menos prováveis. As pessoas que chegam aos 100 anos têm uma probabilidade muito menor de ser portadoras de genes associados ao cancro, às doenças vasculares, às doenças degenerativas dos nervos e do cérebro ou à diabetes.

O processo de envelhecimento parece ser controlado pelos telómeros, pequenas estruturas existentes nas extremidades de cada cromossoma (as estruturas existentes nos núcleos das células que contêm os genes). Sempre que uma célula se divide, os telómeros ficam um pouco mais curtos, como extremidades desgastadas. Passado algum tempo, encurtam de tal modo que a célula já não consegue dividir-se e os tecidos não se regeneram. É então que as alterações provocadas pelo envelhecimento começam a aparecer.

Cientistas de Utah demonstraram que o comprimento dos telómeros de uma pessoa, quando esta atinge os 60 anos, pode ser um bom indicador da sua esperança de vida. As que apresentavam telómeros mais longos viviam em média mais cinco anos do que as outras com telómeros curtos. As pessoas que apresentavam os telómeros mais curtos aos 60 anos tinham o triplo da probabilidade de sofrer de doenças cardíacas e aproximadamente o dobro da probabilidade de morrer do que as outras, sobretudo de cardiopatias e de pneumonia.

É possível que venham a ser desenvolvidos medicamentos que alonguem os telómeros para combater o envelhecimento. Mas, atenção! Já sabemos que os telómeros podem ser alongados por intermédio de uma enzima chamada telomerase, que se encontra sobretudo nas células cancerosas. Talvez seja desta maneira que as células cancerosas continuam a dividir-se e a crescer, ao mesmo tempo que o resto do corpo envelhece.

Em última análise, os genes são responsáveis apenas por 25% daquilo que determina a longevidade. O ambiente e o acaso podem exorbitar dos seus poderes, e quase todos nós podemos fazer alguma coisa para contornar a influência dos nossos genes. Maus genes podem roubar-lhe 10 anos de vida.

Informações que lhe podem ser Úteis:

Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Última atualização da página: 13/01/2018 às 4:07 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)