Melhorar o Controlo da Pressão Arterial

Podemos melhorar o controlo da pressão arterial, esta não é uma batalha perdida

“A estratégia mais razoável é a terapia combinada”, defendeu Vivencio Barrios num workshop sobre hipertensão que teve lugar no passado dia 4, no Porto. De acordo com o cardiologista, “a melhor combinação disponível no controlo da pressão arterial é lercanidipina + enalapril”.Dr Vivencio Barrios - Cardiologista“As vantagens são muito superiores na combinação fixa dado a aderência ao tratamento, porque a quantidade administrada e a facilidade de cumprimento são categoricamente definitivas”, defendeu o clínico.

Vivencio Barrios, cardiologista do Hospital Ramón y Cajal, em Madrid, e membro da Sociedade Europeia de Cardiologia, discutiu o papel das combinações fixas no controlo da hipertensão arterial no âmbito dos workshops realizados com o apoio da Jaba Recordati. O evento ocorreu no Porto Palácio Hotel, no passado dia 4.

“Como está o controlo da hipertensão actualmente?”, questiona Vivencio Barrios, no início da apresentação. “No geral, está mal controlada, especialmente nos doentes com múltiplos factores de risco”, responde o professor com uma vasta experiência na área da hipertensão, recorrendo a um estudo de 2007 em que o próprio participou, onde foi possível verificar quantos doentes têm a sua hipertensão controlada.

Cerca de “60 por cento dos doentes hipertensos são de risco alto ou muito alto”, afirma Vivencio Barrios, daí que seja urgente “melhorar o controlo” destes. Do ponto de vista farmacológico, “deveríamos fazer um fármaco que aliasse a eficácia a poucos efeitos secundários”, propõe o especialista. “A luta para encontrar um fármaco mais eficaz do que outro tem sido um fracasso”, revela.
“O importante, então, é melhorar o desempenho desse fármaco”, permitindo um maior conforto na toma e menos efeitos secundários.
É neste contexto que Vivencio Barrios fala das “particularidades interessantes” da lercanidipina: “alta selectividade vascular, muito lipofílica e com uma fixação contínua e progressiva nos canais de cálcio”.

Vários estudos foram apresentados para demonstrar as vantagens da utilização do fármaco comparado com atenolol, captopril, nifedipina, enalapril. “A lercanidipina cumpre, à semelhança de outros fármacos, a sua função no controlo da hipertensão, no entanto, apresenta significativamente menos efeitos secundários”, acrescentou. O prelector apresentou também uma outra investigação sobre o desempenho da lercanidipina na prática clínica. Esta provou uma “excelente torabilidade”. A análise ao comportamento do medicamento em diferentes grupos de risco foi mais um dos estudos enunciado pelo médico. “Em todos [os grupos de risco] a lercanidipina se mostrou perfeitamente adequada e cumpriu o esperado”.

Para Vivencio Barrios, “muitas evidências mostram a mesma linha”, de que o controlo pode ser melhorado. “Podemos melhorar o controlo da pressão arterial, esta não é uma batalha perdida”, sublinha.
“Que estratégia terapêutica é melhor: a combinação de dois fármacos em doses mais baixas ou monoterapia em doses altas?”, questionou Vivencio Barrios. “A estratégia mais razoável é a terapia combinada”, afirmou, acrescentando que “neste momento, a melhor combinação disponível é lercanidipina + enalapril”. O enalapril é “o IECA mais usado na hipertensão, no enfarte miocárdio, na insuficiência cardíaca congestiva”. E a “lercanidipina é o fármaco que tem sido utilizado em diferentes investigações clínicas:
tem um efeito semelhante à amlodipina mas é melhor tolerado”, exemplificou. Em relação à escolha entre combinação fixa e combinação livre, para Vivencio Barrios esta prende-se com as vantagens e desvantagens de cada uma. “As vantagens são muito superiores na combinação fixa dado a aderência ao tratamento, porque a quantidade administrada e a facilidade de cumprimento são categoricamente definitivas”. Ao concluir, o clínico aconselhou o uso de Zanipress®, medicamento composto por 20 ou 10 mg de enalapril e 10 mg de lercanidipina, por uma “questão de confiança”, sintetizou.

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Publicado em 24/02/10

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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