Minho

Museu natural encerrado entre os rios Minho e Douro o verde Minho é um anfiteatro voltado para o mar, prodigioso em paisagens de extraordinária beleza e gentes nobres e afáveis. Província do canto noroeste de Portugal, os praiais extensos, os campos alongados que recortam as curvas dos ribeiros, os amplos vales abrigados entre imponentes montanhas, os solos profundos derivados dos granitos e o matizado dos castanhos e verdes marcam a identidade desta região vaidosa.

Percorrer o Minho é visitar as pequenas ermidas, as capelas e as catedrais erguidas por um povo, profundamente crente, que confia o gado, as sementeiras e o lar ao seu patrono; é rir com a alegria, as danças e os cantares destas mesmas gentes; partilhar com elas o gosto da sua cozinha simples e o paladar do genuíno vinho verde; é admirar as mãos hábeis que tecem o linho tão bem como o ouro; é reviver o passado, desde as estações paleolíticas à Reconquista dos tempos medievos. Mas é também embrenhar-se no presente dos grandes centros urbanos: Viana, Braga, Guimarãesque a si foram chamando os homens que, nos campos, labutavam de sol a sol – reflexos de migrações que, outrora, levaram o minhoto a terras de África e Américas na esperança de dias mais abonados mas, certamente, menos verdes.

Artesanato Minhoto

Expressão manual da criatividade e engenho humanos, o artesanato minhoto é, muitas vezes, obra do camponês-artesão. No Minho, tecelões, cesteiros, oleiros, ourives de filigrana e bordadeiras executam trabalhos carregados de simbolismo e tradições: é a mulher minhota que fia e tece o linho à luz de um saber com mais de duzentos anos, são as bordadeiras de Guimarães e Viana do Castelo que o adornam com motivos ligados às vindimas, à emigração ou ao amor; são os oleiros de Barcelosque pintam o símbolo da cidade com cores garridas; são canteiros que habilmente esculpem santos e peças decorativas; são as mãos meticulosas dos ourives que criam jóias que escondem tanto trabalho e paixão quanto exibem beleza; são movimentos mais árduos que criam obras em ferro, latoaria e estanho – são fazeres legados na herança por engenhosos artífices.

Arquitectura Tradicional

Casa Minhota

Povoados pequenos e dispersos com austeras casas de granito, usualmente de dois pisos, são a imagem da arquitectura tradicional minhota. As habitações rectangulares compõem-se de rés-do-chão, destinado aos currais, à pocilga, ao lagar, à adega e às arrumações, e o primeiro andar, reservado ao viver familiar e às salas do altar e do linho. A cozinha, escura e desprovida de chaminé, é um elemento fundamental na casa.

A escada é outro elemento importante. Quando interior, arranca da porta da rua em direcção ao piso superior. Quando exterior, coloca a casa em contacto com o terreno público, permitindo o acesso à varanda onde se trabalha o linho.

As habitações possuem ainda um pátio ou quinteiro ao ar livre, em torno do qual são erguidos currais e outras dependências. Perto delas encontram-se também sequeiros e espigueiros. Construções simples, o primeiro, normalmente em madeira, serve para secar os produtos da lavoura, ao passo que o segundo, em pedra ou madeira, tem como finalidade arejar o milho e protege-lo de ratos e pássaros.

Mas, o Minho é também morada de grandes solares, construídos com o dinheiro da época áurea do comércio com as colónias de África e Brasil. Com acessos grandiosos, as casas solarengas, fiéis ao estilo barroco, são imponentes e faustosas.

Informações que lhe podem ser Úteis:

Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Última atualização da página: 13/01/2018 às 4:39 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)