O amor está no ar – A excitação aérea

O amor está no ar

Já falámos aqui muitas vezes dos passageiros que detestam andar de avião e que sofrem mesmo de fobias, apenas minimizadas com ajuda de psicólogos. Chegou agora a vez daqueles que não só não têm medo, como até acham a experiência bastante afrodisíaca. É o chamado “efeito Viagra”.

Sim, as fantasias sexuais a bordo dos aviões não acontecem apenas em filmes como Emmanuelle (1974), onde Sylvia Kristel ensaia o kamasutra a bordo. Talvez por isso os melhores contadores de histórias de casais que ensaiam as suas fantasias em pleno voo acabam por ser sempre os próprios assistentes de bordo, tantas vezes confrontados com este pequeno “problema”. Sim, porque não será nada fácil, convenhamos, chegar a meio do jogo e pedir “compostura” aos intervenientes.

Se para alguns voar de avião não tem qualquer efeito secundário, muitos há que vêem a sua libido subir assustadoramente num voo, com grandes probabilidades de não a conseguir controlar, sobretudo se tiverem “companhia”. Algumas destas “fantasias” são facilmente consumadas por magnatas que, nos seus aviões privados, não têm qualquer contrariedade. Mas nos aviões comerciais as coisas complicam-se. Contudo, o álcool pode ter os seus efeitos secundários a este nível. Aliás, os experts na matéria indicam mesmo que a excitação aérea tem uma explicação fisiológica:

durante o voo, o organismo sofre uma série de alterações e o sangue chega com mais rapidez a todas as partes do corpo. Como não podia deixar de ser, os norte-americanos, através do High Club, reúnem os amantes com as mais extravagantes fantasias aéreas e chegaram mesmo à conclusão que 38% dos americanos que viajam frequentemente de avião tem esta fantasia de fazer amor em pleno ar, a uns bons milhares de metros de altitude.

O próprio fundador do clube, Lawrence Perry, ligou o piloto automático do seu aparelho e deixou-se ficar nos braços de uma ruiva. Caíram em plena baía de Nova Iorque e, por sorte, foram recuperados sãos e salvos, apesar de completamente nus. É óbvio que não atingiram o clímax por razões técnicas… O Miles High Club chega mesmo a dar alguns conselhos aos seus “sócios”, de que passamos a citar alguns exemplos:

• Se é VIP esqueça, você já é o centro das atenções

• Na primeira classe, os assentos são mais cómodos, mas os assistentes de bordo estão muito mais presentes. Escolha os assentos traseiros

• Escolha o momento exacto, quando o filme vai a meio, nos voos de longo curso, e todos já estão a “passar pelas brasas”

Mas como resolver, então, a questão da falta de privacidade nos voos comerciais? Pois, ao que parece, algumas companhias já começaram a pensar no assunto e, sobretudo nas classes superiores, já disponibilizam autênticas camas para os mais arrojados.

Na British Airways, os assentos na World Traveller Plus têm uma cabina exclusiva, com cadeiras maiores do que as normais e mais espaço para as pernas. Também na cabina Lounge in the Sky os passageiros da classe Executiva (Club World) de longo curso podem dar largas à sua imaginação nas cadeiras com suporte para os pés, que se convertem em camas totalmente horizontais com cerca de 1,82 metros.

Aliás, o Club World foi a primeira classe executiva a dispor de uma cama completamente horizontal. As filas de lugares distam cerca de 1,86 metros entre si, o que aumenta a privacidade do passageiro.

Na Virgin Airlines, a cabina de primeira classe disponibiliza cadeiras que se transformam em camas, com bastante espaço para o passageiro conseguir esticar por completo as suas pernas. Almofadas, cobertores e edredões de penas são também oferecidos aos passageiros. O passageiro pode ainda reservar o seu lugar na Snooze Zone, uma cabina especial para quem quer de facto dormir, ou não… Para melhorar a coisa, a companhia pensa ainda lançar, brevemente, poltronas para casais. Pelo menos facilita-lhes o trabalho…

Agora já sabe. Escolha o destino, compre o bilhete certo e avance. Contudo, prepare-se também para abortar a missão e despertar ao menor sinal de perigo. Boa viagem!

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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