O peso do bebé

O peso do bebé

O emagrecimento inicial de um recém-nascido, normal nos primeiros dias de vida, dão lugar a um aumento de peso progressivo, de umas 20 a 30 gramas diárias ao longo do primeiro mês. Durante o primeiro ano, e especialmente no primeiro semestre, a progressão do peso é espectacular. Mais rápida que em nenhum outro período da vida. Aos seis meses a maioria dos bebés pesam mais do dobro do que pesavam ao nascer; e ao fazerem o ano, quase o triplo.

Uma da primeiras coisas que o pediatra faz ao receber o bebé na consulta é colocá-lo na balança e, em seguida, anotar o resultado num gráfico. O peso, junto com a altura e o perímetro craniano, é um dado imprescindível para conhecer e avaliar o crescimento físico da criança, principal indicador do seu desenvolvimento global. Por isso, é necessário realizar uma avaliação periódica destes parâmetros.

Na evolução do peso há um factor decisivo: a alimentação. Pequenas mudanças, como o passar do peito ao biberão ou introduzir os cereais na sua dieta, podem ter reflexo directo na balança. Outros agentes que também intervêm são a própria constituição física da criança e o seu estado de saúde: se sofre de alguma anomalia congénita, ou se sofreu de focos infecciosos repetidos.

Não é correcto falar de recém-nascidos magros ou gordinhos, mas apenas de crianças com peso adequado (ou não) à sua idade gestacional. Por exemplo, nos bebés de tempo (nascidos entre a semana 37 e 41 de gravidez), o peso normal está entre os 3 e 3,5 quilos. As margens de normalidade são amplas e vão desde os 2.500 gramas até cerca dos 4 quilos (as meninas são geralmente mais magras que os meninos).

«O peso ao nascer depende fundamentalmente da herança genética (do peso dos pais aquando o seu nascimento), mas também do envolvimento familiar, e de como decorre a gravidez», afirma a pediatra Maria das Dores Borges da Silva. Assim, algumas patologias maternas, como a diabetes predispõem a ter crianças grandes. Pelo contrário. O tabaco o álcool ou as drogas são factores que contribuem para uma fraca aquisição equilibrada de peso do feto.

Mas o peso ao nascer não tem que determinar o crescimento posterior. «Os bebés de baixo peso para a sua idade gestacional ou crianças C.I.R. (crescimento intra-uterino retardado) podem levar tempo a adquirir o desenvolvimentos das outras crianças com a mesma idade, inclusivamente até aos dois anos; mas, em geral, com as atenções que recebem nas unidades de cuidados intensivos neo-natais , evoluem muito bem», diz a doutora Maria das Dores. Também os bebés grandes para a sua idade gestacional têm necessariamente de ser crianças ou adultos obesos, ainda que se deva sempre investigar a causa do seu elevado peso.

De referir que todos os recém-nascidos sofrem uma perda considerável nos primeiros três ou quatro dias de vida, que pode chegar a representar uns 10 por cento do seu peso. Isto deve-se, sobretudo à eliminação de partes dos líquidos retidos na fase final da gravidez e à expulsão dos primeiros excrementos (urina e mecónio). No final da primeira semana, os bebés começam a engordar a um ritmo constante. Aos 30 dias pesam em média 4 quilos.

Bebé roliço

Tanto quando é amamentado como quando toma biberão, o bebé não necessita de ser pesado todas as semanas. Se tudo corre bem, é suficiente o controlo pediátrico mensal.

«O leite materno é capaz de cobrir todas as necessidades nutricionais do bebé, assegura um aumento de peso progressivo e previne o peso excessivo», refere a mesma pediatra. «O aleitamento natural é o melhor factor preventivo da obesidade porque evita o excesso de alimentação e, entre outras coisas, porque o leite natural altera ao longo da toma: no início é muito doce e rico em hidratos de carbono; no final, mais amargo e rico em gorduras.»

Isto estimula no bebé o fim da saciedade, coisa que não acontece com os biberões: um bebé pode tomar 250 cc de leite de formula e querer mais. Isto explica em parte porque é que os bebés alimentados com biberão têm maior tendência para estar gordinhos. Outra explicação é a habituação – por sorte, em desuso – de encher os biberões, ignorando as explicações do pediatra, algo que nunca se deve fazer.

Um bebé roliço não deve ser motivo de preocupação. Só o é, e muito, a criança que não engorda no ritmo estabelecido. Se está a amamentar-se ao peito, logo se questiona a qualidade e a quantidade do leite materno, muitas vezes de forma injustificada. «No primeiro trimestre, a aquisição de peso normal é de 150 a 200 gramas por semana, e este é o índice objectivo de que a criança está a adquirir o peso que deve», explica Maria das Dores. «Quando não se alcançam estes números, temos de tentar averiguar a causa (pode ser que a criança tenha estado constipada) antes de se precipitar a prescrever biberões complementares. É claro, que isto não se faz, ou faz-se cada vez menos. Actualmente, a nova geração de pediatras são a favor do aleitamento natural, pois sabem que o bebé que mãe é mais saudável», acrescenta.

Para saber se o bebé ganha peso na proporção certa, normalmente basta um controlo mensal que é realizado pelo seu pediatra. «Se o médico tem alguma dúvida, solicita a colaboração do farmacêutico, para que pese o bebé uma vez por semana». A Dr.ª Maria das Dores recomenda que se compre uma balança para poder pesar o bebé em casa. «No entanto, está desaconselhada a dupla pesagem, que consiste em pesar o bebé antes e depois da mamada. Isto devemos esquecê-lo; isto não tem sentido e é traumatizante para a mãe.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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