O Porquê das Doenças - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

O Porquê das Doenças

O PORQUÊ DAS DOENÇAS

Quando o mundo era novo, os indivíduos atirigiam a mais avançada velhice, no gozo da mais invejável saúde, e a vida se Ihes extinguia suavemente, como uma lãmpada que se apaga por falta de combustível.
Os exemplos de saúde perfeita, completa, absoluta, são, porém, tão raros. hoje em dia, que quase não existem. Por que?
Porque nossa alimentação é muito superior às necessidades do nosso organismo, que, como qualquer máquina, tem uma capacidade funcional, uma resistência determinada, que não pode ser ultrapassada
impunemente.

Felicitado pelo seu excelente estado de saúde ao completar setenta e cinco anos de idade, o Almirante George Dewey sorriu e disse:
– Atribuo minha boa condição à abundância de certos exercícios físicos e à abstinência dos banquetes. Geralmente se come demais.
Um terço do que se come é quanto basta para viver.
– Nesse caso – perguntou o repórter da Washington Star – que é feito dos outros dois terços?
– Desses vivem os médicos – respondeu o Almirante.
Quando um caminhão leva carga excessiva, o que sucede? Gasta-se rapidamente. E é isso que se dá com o nosso organismo, quando ingerimos alimentos em dose exagerada.
A princípio, os órgãos lutam deses,peradamente e resistem ao excesso de trabalho; o cansaço, porém, não tarda a aparecer, traduzindo-se por doenças as mais diversas. Manifestam-se as afecções do estômago e dos rins, a neurastenia, a obesidade, a diabete, o cãncer, a arteriosclerose, o reumatismo, o artritismo.

Por falarmos em artritismo, lembramos que este assunto foi muito bem estudado pelo Prof. Maurel. O chefe da família artrítica, diz ele, é geralmente um indivíduo forte, robusto, sadio, que no trabalho emprega mais os músculos do que o cérebro. Possuidor de estômago excelente, capaz de digerir até pedra, e dono de formidável apetite, come e bebe exageradamente, sem prever as conseqüências futuras. Ao alcançar certa idade, entrega-se ao merecido repouso. Sua alimentação, porém continua a mesma, embora as necessidades do seu organismo sejam agora muito mais reduzidas. Come como no tempo em que despendia grande esforço físico, quando seu motor exigia grande cópia de combustível.

A velhice se aproxima mais e mais. O peso vai aumentando. O ventre vai adquirindo respeitável volume. A saúde pode continuar invejável. Morre velho, deixando numerosa prole. Seus filhos cultivam hábitos sedentários. Preferem as profissõeses liberais. Substituem a atividade muscular pelo esforço intelectual. En-
tregam-se à indolência. Adotam a vida mundana. Fortes e ativos, vão dissipando com prodigalidade as forças vitais. Entregam-se voluntariamente às seduções da mesa abundante. Herdaram do pai, não só a fortuna que Ihes garante o conforto e o bem-estar, mas também os maus hábitos alimentares. Comem e bebem desregradamente.

A mesa é farta em iguarias; os pratos preferidos são a carne, o peixe, as aves e os doces. As bebidas alcoólicas nunca faltam; o café é indispensável. O aparelho digestivo, o mais comprometido por um trabalho superior às suas forças, é de ordinário o primeiro a apresentar sinais de Fadiga.

Quando criança, tem, de vez em quando diarréia, prisão de ventre ou outras perturbações do aparelho digestivo. Está constantemente em movimento, mas há ocasiões em que se mostra mole, indisposto, fatigado.

Na idade adulta, as perturbações digestivas se acentuam e se tornam permanentes. As dispepsias, freqüentemente flatulentas, com sensação de plenitude do estômago, a digestão laboriosa, a sonolência após as refeições, são seguidos de obesidade.

O acúmulo de gordura indica que as células não são mais capazes de oxidar a totalidade dos derivados alimentares, e o que elas não podem queimar é posto em reserva, sob a forma de gordura. A obesidade não tarda a convidar a gota ou a diabete.

Aos 50 anos, ou mesmo antes, o obeso, cujo físico era admirado por todos, acorda uma bela manhã com uma dor horrível no grande artelho. Declara-se a febre. É a gota. Quando não é isso que aparece, então surge a cólica de fígado ou de rim, após lauto jantar ou fatigante exercício. Embora seu apetite continue excelente, as forças podem, às vezes, declinar, mas não se preocupa com isso. Só quando nota furúnculos, cansaço, astenia, emagrecimento, embora coma mais do que antes, é que ele vai procurar o médico.
Diagnóstico: diabete.
Outras vezes, com sintomas diferentes, é câncer. O câncer faz numerosas vítimas entré os representantes da segunda geração de uma família artrítica.

Os descendentes, na terceira geração, herdam um sistema de nutrição cada vez mais defeituosa e mais difícil de corrigir. Na juventude, os estados mórbidos não são raros; as perturbações digestivas são freqUentes; as faringites e as amigdalites são comuns; os resfriados se repetem com desesperadora freqUência, etc. De quando em quando há acessos de febre, sem motivo aparente, e que na realidade nada mais são do que um recurso empregado pela natureza para queimar todos os detritos de que o organismo não se pode desembaraçar. Também não faltam as dores de cabeça, as enxaquecas e as erupções cutâneas, devidas a toxinas, que se formam no intestino e que são eliminadas pela pele.

Na idade adulta, os representantes da terceira geração tornam-se obesos, gotosos, diabéticos ou cancerosos, dez a quinze anos mais cedo do que os pais; morrem sem atingir a velhice dos avós. A quarta e quinta gerações de artríticos já ao nascerem trazem os estigmas indeléveis dessa diátese destruidora, que em cem anos é capaz de extinguir uma família.

Eis como evolui o artritismo, caracterizado pela tendência exagerada para fabricar ácidos, sobretudo o ácido úrico. São os resíduos, os detritos orgânicos que se depõem no interior dos tecidos, nas articulações, no fígado, nos rins ou na bexiga, e que roubam ao sangue a sua alcalinidade.

De onde provém esse ácido úrico?

Na sua quase totalidade, de certos alimentos: carnes, caldos de carne, peixe, cogumelos, leguminosas (ervilha, feijão, lentilhas, favas), ovo, queijo, etc.

O artritismo é devido ao abuso desses alimentos, associado à vida sedentária e ao esgotamento físiço e intelectual. A frequencia do artritismo é assustadora; pode-se dizer sem medo de errar que, nas grandes cidades, talvez não haja uma só família quenão tenha pelo menos um membro artrítico. Isso porque, na nossa
alimentação, predominam os alimentos ricos em ácido úrico, que, embora excitantes e tóxicos, são ingeridos em excesso.

Com exceção das doenças infecciosas, todas as outras são direta ou indiretamente devidas à alimentação anti-higiênica. A carne, o peixe, as massas (farinha branca), o arroz polido, o
açúcar refinado, os enlatados, o café, etc., constituem hoje a base da alimentação popular, que, excitante e tóxica, destrói a saúde e o vigor da raça humana. A experiência tem demonstrado que essa alimentação, erradamente considerada fortificante, constitui verdadeiro perigo. Longe de conservar a força física, o vigor e a saúde, é essencialmente causadora do artritismo, prejudicando não somente o indivíduo, mas também a sociedade.

Os fatos, que estão patentes diante de todos, provam o que estamos dizendo.
Diz o Dr. Gustavo Armbrust:
“Basta lançarmos um olhar ao quadro da família artrítica, tão bem traçado por Muchard, Maurel, Pascault e Gautrelet. Com a alimentação usada em nossos tempos, uma família é geralmente artrítica depois da segunda geração; a terceira, é com freqüência vítima de manifestações graves, como sejam a obesidade, a diabete, a neurastenia, a dispepsia, etc. A decadência vai-se acentuando a tal ponto que, na quinta ou sexta geração, a famíliase extingue. Em Paris, diz o Dr. Monteuuis, a decadência da raça é tal que raras famílias têm mais de quatro gerações.
“A alimentação não é a única causa responsável pela nossa ruína física; o esgotamento, a vida anti-higiênica e os excessos, são naturalmente fatores importantes; mas os abusos cometidos em matéria de
alimentação são incontestavelmente os mais comuns e os mais nocivos.

“O grande mal da nossa época é o artritismo, conseqüente ao abuso da carne e dos excitantes. . .
“Quando comemos carne, esta nos dá, exatamente como o vinho, o café ou o chá, a impressão de força, de aumento dé atividade, o que para nós significa vigor. Tal energia, porém, não é real, não passa de uma excitação fictícia, semelhante à que produz o álcool.

“A prova é que basta suprimirmos a carne um dia para experimentarmos logo a sensação de verdadeira fraqueza, embora a substituamos por outros alimentos encerrando a mesma dose de proteínas. A carne é um alimento muito mais excitante do que nutritivo; não é ao seu valor nutritivo, e, sim, à excitação por ela produzida sobre o estômago e os centros nervosos que ela deve a falsa fama de alimento substancial. . . .

“Considerando ainda que os alimentos de origem vegetal contêm igualmente proteínas e algumas em proporção superior à da carne, chegamos facilmente à conclusão de que a carne,é perfeitamente dis-
pensável. Aliás, em todas as partes do mundo não são os homens mais robustos que fazem uso da carne: o chinês e o japonês, com um punhado de arroz, o árabe com as suas tâmaras, o negro africano com alguns cocos resistem aos mais pesados trabalhos.

“A farinha de aveia faz dos escoceses os mais belos homens do mundo; a batata dá ao irlandês sólida musculatura; o piemontês, que se contenta com a polenta, encontra nessa alimentação vigor suficiente para substituir, em todos os países, o trabalho que os indígenas, comedores de carne, se recusam a executar.

“É sabido que os carnívoros resistem muito menos à fadiga do que os que se alimentam de vegetais…

“Em suma, deve-se considerar como um grande erro científico, talvez o maior e mais nefasto do último sécúlo, a afirmação de que o regime cárneo constitui uma alimentação fortificante por excelência.”

Quem quiser manter a saúde e viver longos anos, deverá adotar os princípios da Higiene, principalmente na alimentação correta, cuja prática vale mais do que uma farmácia inteira. O Dr. Paul Dudley White, famoso cardiologista norte-americano, recomenda a seguinte fórmula para prolongar a vida: caminhar mais,
comer menos, ingerindo a menor quantidade possível de gorduras, e manter o peso que se tinha aos 25 anos de idade. Acrescentou o Dr. Dúdley White que um passeio a pé de 8 quilômetros faz mais bem aos homens de negócio do que qualquer medicamento.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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