O que é Enurese (noturna), em adultos e infantil, causas e tratamento - Fotos Antes e Depois
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O que é Enurese (noturna), em adultos e infantil, causas e tratamento

O que é enurese? Algumas crianças sofrem de um problema bem incômodo: urinar involuntariamente na cama.

O termo técnico desse transtorno é enurese, a qual também pode afligir indivíduos adultos. No entanto, ela é bem mais frequente entre os pequenos.

Enurese Noturna

A enurese é normalmente descrita como uma incontinência urinária destituída de origem orgânica aparente, caracterizada pela perda do controle do indivíduo sobre os músculos (compõem uma estrutura chamada de esfíncter uretral) responsáveis pelo esvaziamento e retenção da urina.

Apesar dessas características, existem alguns especialistas que não relacionam a continência urinária, em si, com a enurese.

Para eles, essas condições médicas se distinguem quanto à fase na qual cada uma delas se manifesta.

Assim, a enurese é tratada como um tipo de incontinência urinária específico, já que ocorre majoritariamente enquanto a criança (a faixa etária mais afetada) dorme.

Por ser uma micção involuntária, a criança também só nota que fez xixi na cama ao despertar.

Diante disso, é necessário observar os seguintes aspectos antes de definir um diagnóstico de enurese:

  • Ambiente no qual a criança está — se ela está em um local seguro, já que o estado psicológico pode levá-la a urinar involuntariamente durante a noite;
  • Frequência com que o ato de urinar na cama se repete;
  • Faixa etária.

Estatisticamente, a enurese se manifesta em cerca de 15% das crianças com até 5 anos de idade, enquanto atinge apenas 3% daquelas com idade entre os 6 e 10 anos.

Somente 1% das pessoas com idade superior aos 21 anos (predominantemente do sexo masculino), aproximadamente, sofrem o mesmo transtorno.

Enurese ou apenas uma micção normal?

De fato, é compreensível que uma criança urine na cama esporadicamente.

O evento se torna ainda mais plausível se ele ocorrer antes dos 2 anos, idade em que a criança passa a exercer controle sobre os esfíncteres — que também atuam  na liberação das fezes.

Ao alcançarem essa faixa etária, as crianças já começam a se acostumar com o processo de “segurar” o ímpeto de ir ao banheiro no período diurno.

Contudo, trata-se de um processo gradativo.

O próprio domínio da criança quanto ao ato de segurar a urina também é algo que vai se aperfeiçoando com o passar do tempo.

Além disso, cabe salientar que não há um padrão específico a ser seguido por todas as crianças.

Estima-se que o pleno domínio sobre os esfíncteres — no decorrer do dia — ocorra em torno dos 3 anos de idade.

É a mesma faixa etária em que elas iniciam o processo de abandono das fraldas.

Nessa fase, ainda é bem comum que a criança urine descontroladamente de vez em quando durante o dia.

Essa certa instabilidade pode perdurar por cerca de 6 meses depois de se completar os 3 anos.

Já a micção noturna só passa a ser controlada depois de 1 ano de idade. E por volta dessa faixa etária que as micções descontroladas devem gerar algum tipo de preocupação.

Mesmo assim, urinar durante o sono ainda é considerado relativamente normal até os 5 anos.

É por essa razão que se faz necessário observar o período em que ocorrem as micções fora de controle. Com relação à frequência, cerca de 5 idas diurnas ao banheiro estão dentro da normalidade.

Além disso, outro fator deve chamar a atenção: a urgência de ir ao banheiro. É necessário reparar se o tempo no qual a criança consegue reter a urina antes de chegar ao banheiro não é muito curto.

A baixa ingestão de líquidos, além da queixa de dores na região lombar e abdominal também são sinais importantes.

Caso haja episódios frequentes de micção noturna associados a um ou mais desses sinais, os pais devem buscar auxílio médico.

Tipos

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Basicamente, a enurese pode ser primária ou secundária, conforme o grau de progresso da condição.

Outra forma de subdividir a enurese é pela quantidade de sintomas. Neste caso, ela pode ser mono ou polissintomática.

Teoricamente, ainda haveria a possibilidade de classificá-la como diurna ou noturna. No entanto, basta lembrar que a enurese se restringe a uma micção noturna descontrolada.

A seguir, detalhes a respeito de cada tipo de enurese.

Enurese monossintomática

Igualmente chamada de enurese simples, essa enurese se refere à inexistência de sintomas ligados ao ato de urinar. Outra característica consiste na ausência de patologias relacionadas à bexiga.

Além disso, o paciente não exibe mudanças causadas na região do trato urinário ou no sistema nervoso.

Bem mais comum, a enurese monossintomática atinge cerca de 80% dos indivíduos que manifestam a condição médica.

Vale notar que, nesses casos, nenhuma evidência pode ser inferida por meio de análises urinárias. Porém, as pessoas acometidas por essa variante da enurese costumam apresentar histórico familiar positivo para o mesmo tipo de infecção.

Enurese polissintomática

Já esse tipo de enurese é caracterizado pela manifestação de sintomas durante o dia, independentemente do número de idas ao banheiro. Os principais sintomas são:

  • Sensação de urgência para urinar;
  • Dificuldade para evacuar as fezes;
  • Encoprese — perda do controle da evacuação das fezes;
  • Polaciúria — muitas micções com baixo volume de urina;
  • Enfraquecimento do jato miccional.

Enurese primária

Nesse caso, a frequência da enurese é constante, o que, não raro, exige a utilização de fraldas durante o tempo todo.

Esse cuidado se faz necessário principalmente se a micção noturna ocorrer todas as noites, uma das características da enurese primária.

Mesmo que haja algum intervalo nesse descontrole urinário, ele não perdura por muito tempo — 6 meses, no máximo.

A enurese primária é a mais comum, sendo que a principal suspeita do problema reside em uma falha ou atraso no desenvolvimento de algum processo neurológico.

De qualquer modo, vale a atenção para os seguintes sinais:

  • Controle sobre a micção limitado a um período de 6 meses;
  • Ausência de infecções no trato urinário;
  • Incontinência urinária no período noturno — após dormir;
  • Micção normal durante o dia;
  • Ausência de acidente em alguma região que possa ter comprometido a micção.

Enurese secundária

A enurese secundária é aquele em que a criança afetada consegue controlar o esvaziamento da bexiga por um intervalo acima de 6 meses, mas voltam a sofrer com a incontinência urinária.

Embora as causas dessa reincidência possam ser diversificadas, a existência de episódios estressantes possui uma forte relação com a enurese secundária.

Causas da enurese

O fato é que os cientistas que se dedicam ao assunto ainda são incapazes de afirmar as causas precisas da enurese.

Mesmo assim, sabe-se que vários fatores — apresentados na sequência — influenciam o funcionamento irregular da bexiga, culminando em uma incontinência urinária como a enurese.

Falta de sensação de bexiga cheia

Muitos pais acham que o hábito de urinar na cama durante a noite se deve à preguiça de ir ao banheiro.

Embora o sono possa atingir um estágio incontrolável na infância, ao ponto de causar essa preguiça, na maioria dos casos a micção noturna é patológica.

Uma das explicações é a falta de sensação de bexiga cheia.

Como não sente que precisa esvaziar a bexiga, a criança com enurese tende a urinar durante o sono.

Imaturidade neurofisiológica

Se o desenvolvimento neurofisiológico não atingiu sua plenitude, isso significa que aprendizagem comportamental também fica subdesenvolvida.

Uma das consequências desse déficit de aprendizagem reflete justamente no descontrole dos esfíncteres, ou seja, na dificuldade em segurar a urina até chegar a um banheiro.

Todo esse mau desenvolvimento da maturidade fisiológica apresenta alguns sinais, como:

  • Desatenção;
  • Desconcentração;
  • Comportamento impulsivo;
  • Comportamento agressivo.

Distúrbios do sono

Em determinadas pessoas, a existência de algum distúrbio do sono pode servir de parâmetro para a identificação da enurese.

Embora esses distúrbios não sejam incorporados à lista de possíveis causas da referida condição médica, eles são um fator comum entre as crianças com enurese.

Em uma criança enurética, aquele estágio do sono profundo se intensifica.

Com isso, os estímulos emitidos pelo corpo, suficientes para acordar qualquer outra pessoa com o fim de levá-la ao banheiro, tornam-se inócuos.

Esse mesmo sono “pesado” também é o grande responsável pelas crianças enuréticas só perceberem que fizeram xixi na cama no dia seguinte, após elas acordarem.

Além de todas as possíveis causas mencionadas, vale ainda destacar a redução do reservatório compreendido pela bexiga e o já citado estresse.

Os episódios estressantes podem estar atrelados a problemas de convício social ou a traumas emocionais.

Baixa circulação do antidiurético

Uma das funções atribuídas ao ADH (hormônio antidiurético ou vasopressina) consiste em frear a excreção de urina no decorrer do período noturno, ou seja, durante o intervalo em que a grande maioria das pessoas está dormindo.

Assim, o ADH faz com que a urina seja retida, para ser eliminada no dia seguinte.

A baixa concentração ou circulação reduzida do ADH interfere negativamente nesse processo de armazenamento da urina.

Suspeita-se, portanto, que as pessoas com enurese apresentem problemas relacionados à atuação desse hormônio.

Em adultos

Naqueles indivíduos que desenvolveram a enurese somente da idade adulta, as causas do problema podem ser outras, como:

  • Ingestão demasiada de bebidas alcoólicas, com ação diurética ou cafeína (principalmente o café);
  • Deterioração dos esfíncteres, estrutura muscular usada no monitoramento da retenção e eliminação de urina;
  • Complicações neurológicas, que acarretam uma disfunção na bexiga;
  • Distúrbios do sono, como a apneia;
  • Episódios estressantes;
  • Aumento da ansiedade;
  • Poliúria — excretar mais de 2,5 L de urina diariamente;
  • Diabetes — tipos 1 ou 2;
  • Uso de remédios especialmente desenvolvidos para induzir ao sono — essas medicações atrapalham o despertar noturno, necessário para acordar o indivíduo e levá-lo ao banheiro para urinar.

Enurese em idosos

Além da infância, uma faixa etária muito atingida pela enurese é aquela correspondente à terceira idade.

Em se tratando das pessoas idosas, a incontinência urinária caracterizada como enurese é motivada pelos seguintes aspectos:

  • Patologias neurológicas;
  • Existência do diabetes;
  • Transtornos emocionais;
  • Transtornos de ansiedade — algo bem incomum;
  • Hiperplasia prostática benigna (crescimento da glândula, que normalmente acompanha o envelhecimento do organismo);
  • Urolitíase — cálculo renal;
  • Hipopneia ou apneia do sono — a respiração do indivíduo se intercalada com pausas;
  • Cânceres de próstata ou da bexiga.

Além de todos esses fatores, outras evidências tendem a apresentar uma correlação com a enurese manifestada por pessoas da terceira idade.

As principais são a degradação do aparelho esfincteriano e a adoção de remédios que induzem ao sono.

Assim como as crianças, os indivíduos mais velhos com enurese necessitam igualmente de um monitoramento clínico, a fim de diagnosticar e tratar o problema adequadamente.

No caso dos idosos, não está descartada a possibilidade de se recorrer às fraldas geriátricas.

Durante esse processo de identificação do problema, os familiares exercem um papel fundamental.

Cabe a eles observarem os idosos com atenção, pois muitas pessoas se sentem constrangidas e, portanto, evitam informar que estão vivenciando esse tipo de transtorno.

Durante a consulta médica, o ideal é que o indivíduo enurético consiga estabelecer um diálogo franco com o médico, que precisa saber o que está se passando para propor um tratamento eficaz.

Conforme a avaliação clínica, além da tradicional coleta de urina podem ser necessárias a realização de uma análise neurológica e física do paciente.

Um exame também muito comum é a chamada urofluxometria, capaz de indicar o tempo que o indivíduo leva para urinar, além de avaliar o volume da urina eliminada durante o teste de micção.

Com isso, o médico consegue medir o fluxo urinário.

Por fim, uma ultrassonografia sobre a região da bexiga também pode ser útil para se descobrir qual é o volume de urina retida no órgão.

Grupos de risco

As pessoas inseridas nos grupos de risco da enurese carregam consigo um ou mais fatores predisponentes a essa condição.

Meninos

A predisposição à enurese é muito maior entre os meninos do que entre as meninas. A proporção de casos entre eles e elas é de 2:1.

Histórico familiar

O histórico familiar positivo para enurese favorece o desenvolvimento do problema nas gerações futuras.

Portanto, os membros de uma família em que um ou mais familiares foram enuréticos compõem outro grupo de risco.

Nesses casos, a enurese é do tipo primária, geralmente ocasionada por uma anormalidade em determinados cromossomos.

A herança genética da enurese apresenta porcentagens bem preocupantes.

Basta que apenas um dos pais tenha sido enurético durante a infância para que os filhos corram o risco de desenvolver a condição.

Nesta circunstância, a probabilidade é de 45%. Se tanto o pai quanto a mãe tiverem enurese na infância, o risco de herança genética chega a uma taxa de 75%.

TDAH

Há também uma preocupação com relação a determinados fatores de risco, como o TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), que aumentam a vulnerabilidade das crianças quanto às chances de desenvolver a enurese.

Como é feito o diagnóstico da enurese

No caso das crianças, o pediatra é o profissional mais recomendado para diagnosticar a enurese.

Em se tratando de pacientes adolescentes ou adultos, é necessário consultar um urologista, que também é um especialista no tratamento dos órgãos do conjunto urinário — seja de homens ou mulheres.

Quando a enurese também é motivada por fatores emocionais, o tratamento precisa ser complementado por sessões de análise psicológica.

Por meio dessas consultas, o psicólogo inicia um processo de investigação das origens que estão por trás dos distúrbios emocionais.

Em qualquer um dos quadros, o histórico médico do paciente sempre é levado em consideração.

O mesmo se aplica à situação da saúde e funcionamento dos intestinos e do sistema urinário.

Finalmente, o diagnóstico também pode contemplar a realização de exames neurológico ou genital.

Outros aspectos também devem ser analisados, como:

Idade

A faixa etária do indivíduo com enurese é um aspecto preponderante para o diagnóstico dessa condição médica.

Afinal, o hábito de fazer xixi na cama ocasionalmente é algo perfeitamente normal, desde que a criança seja muito nova.

O sinal de alerta deve ser acionado quando a criança já possui mais de 5 anos e continua com o mesmo hábito, que passa a se tornar um problema realmente preocupante.

De um modo geral, é aconselhável que os pais observem se os filhos atentamente.

Frequência

Segundo os levantamentos estatísticos, uma criança que urine durante o sono por um período superior a 2 meses e cerca de 2 vezes por semana já pode ser considerada enurética.

Logo, episódios isolados são insuficientes para o diagnóstico da condição. De qualquer modo, ambas as situações precisam de suporte médico.

Contexto familiar e psicossocial

Em vez de ter um indício genético, a raiz da enurese pode ser um transtorno psicossocial.

Em diversas ocasiões, o corpo reage de acordo com o que ele sente em determinados ambientes.

Assim, a enurese pode surgir como resultado de uma influência negativa do ambiente sobre a criança.

Algumas pesquisas demonstram que ambientes desconfortáveis ou problemáticos ampliam o número de incidências dos casos de enurese.

Outros fatores similares que culminam no mesmo problema são:

  • Amamentação por um período inferior ao recomendável;
  • Relacionamentos conflitantes no ambiente familiar;
  • Traumas durante o início da infância.

Enurese tem cura?

A enurese é um problema de saúde totalmente curável. Para que isso aconteça, entretanto, é indispensável que ele seja detectado e tratado de uma maneira apropriada.

Qual o tratamento da enurese?

Naturalmente, as alternativas de tratamento visam combater as diferentes causas da enurese, independentemente de ela se manifestar durante a infância ou idade adulta.

No caso das crianças, o suporte parental é substancial para que elas consigam superar o problema.

O primeiro passo reside em transmitir uma sensação de tranquilidade para a criança. Desse modo, ela se sentirá protegida e pronta para seguir as orientações necessárias.

Nesse clima, a criança também perde um pouco da vergonha, sentindo-se mais confortável para expor o problema aos pais.

Terapia

Ainda em se tratando das crianças, o tratamento inicial da enurese consiste em sessões de terapia comportamental. Com base na adoção de algumas técnicas, é possível alterar alguns padrões comportamentais.

O intuito é fazer com que as crianças consigam estabelecer um controle sobre o esvaziamento da bexiga.

Alarme urinário

Pelo fato de a enurese ser um transtorno associado à incontinência urinária, o chamado alarme urinário é uma terapia comportamental bem recomendada.

Trata-se de um aparelho que auxilia a criança a acordar antes de realizar a micção noturna.

Todo o processo funciona com a presença de sensores detectores de urina, os quais são devidamente ligados a um equipamento sonoro.

A constatação de urina pelo sistema faz com que ele emita um alarme, que leva a criança a despertar.

No decorrer dos primeiros dias com o aparelho, é normal que a criança só acorde durante a micção, e não antes. Porém, a continuidade do uso começa a criar um novo padrão de comportamento.

Em outras palavras, a criança passa a desenvolver um maior controle sobre o funcionamento da bexiga.

Em um determinado dia, ela será capaz de despertar antes de urinar na cama.

Tratar a doença causadora

Conforme mencionado anteriormente, a enurese pode ser provocada por certas patologias, como distúrbios psicológicos/psiquiátricos e o próprio diabetes.

Então, o foco do tratamento para esses casos deve se voltar para as doenças causadoras da enurese.

Cada patologia prevê a atuação de diferentes especialistas e possibilidades de terapia.

Acordar a criança para que ela faça xixi

Criar o hábito de despertar a criança no período noturno para que ela adquira o costume de ir ao banheiro durante a noite também é uma alternativa.

Esse método também visa modificar o comportamento da criança, tornando-a mais sensível à necessidade de acordar e ir urinar.

Dessa forma, ela desenvolve um alerta natural.

Caso decidam testar esse método, os pais precisam despertar os filhos 2 vezes no período noturno e conduzi-los imediatamente ao banheiro.

O intervalo entre um despertar e outro deve ser de 3 horas. Outra opção é incentivá-los a frequentar o banheiro todas as noites antes de ir para a cama.

Medicamentos

Desde que o médico encarregado julgue necessário, o tratamento medicamentoso pode aprimorar a eficácia dos demais métodos, que costumam dispensar o uso de remédios.

No entanto, os medicamentos tendem a ser imprescindíveis no tratamento de alguns quadros mais graves.

De todo o modo, a adoção de medicação jamais é incluída no tratamento de crianças enuréticas com idade inferior a 5 anos.

Confira a lista dos remédios mais recomendados pelos médicos, quando necessário:

  • Propriverina;
  • Imipramina;
  • Oxibutinina.

Também compõem a lista os medicamentos com ação antimuscarínica e anticolinérgica.

Exercícios de Kegel

Essa atividade visa revigorar a massa muscular presente na região do assoalho pélvico. Essa estrutura muscular é aquela que atua no sistema no qual os esfíncteres estão inseridos.

Ao praticar exercícios físicos regularmente, o paciente aumenta sua própria capacidade de reter a urina e as fezes.

Para localizar essa massa muscular, basta contraí-la durante a micção e notar se o processo de liberação da urina é interrompido.

Os exercícios de Kegel são benéficos para qualquer pessoa, independentemente do gênero.

Eles proporcionam um melhor controle sobre o funcionamento da bexiga, o que ajuda na prevenção são só da enurese, mas igualmente da incontinência urinária.

Além disso, os homens podem evitar problemas associados à ejaculação precoce, enquanto as mulheres ficam mais protegidas contra o vaginismo.

Para realizar a contração, é necessário apenas suspender o jato de urina durante cerca de 10 segundos.

Em seguida, é preciso retomar a micção e interrompê-la novamente.

As crianças não costumam apreciar o exercício.

Uma forma de driblar o desconforto e tornar o movimento minimamente interessante é transformá-lo em uma brincadeira. Assim, os pequenos se sentirão mais incentivados.

Mudança de hábitos

Finalmente, para algumas crianças a alteração de alguns hábitos é fundamental no tratamento da enurese.

Nesse sentido, a redução do consumo de alimentos ricos em acidez e de bebidas no período noturno colabora para a diminuição da necessidade de urinar durante a noite.

O excesso de líquido enche a bexiga, que em algum momento precisará ser esvaziada.

Enquanto isso, o exagero de acidez tende a causar irritações na bexiga.

Convivendo com a enurese

A Enurese é Um Evento Comum Em Crianças Pequenas

Geralmente, conviver com a enurese é algo extremamente difícil para as pessoas que sofrem com o problema.

Uma das razões é o constrangimento inerente a esse tipo de situação.

Mesmo que os tratamentos sejam efetivos, o paciente precisa saber que o sucesso dos métodos depende de uma combinação de suporte psicológico e familiar com paciência.

Compreensão dos familiares

Os pais de uma criança enurética podem reagir de diferentes maneiras diante do problema.

Em uma reação positiva e compreensiva, os pais logo deduzem ou, ao menos, cogitam a possibilidade de se tratar de algum transtorno orgânico.

A partir daí, os pais concluem que a micção noturna é algo que foge do controle da própria criança.

A pior reação possível é caracterizada pela reprovação dos pais.

Inconformados com a descoberta de que o filho faz xixi na cama após certa idade, eles ficam propensos a acreditar que o ato se trata de manha ou birra infantis.

Isso pode, inclusive, gerar traumas profundos na criança, que acaba se fechando ainda mais, com medo de sofrer novas retaliações.

O tratamento da enurese é incompatível com esse tipo de reação negativa por parte dos pais.

Um dos pré-requisitos da eficácia das terapias é justamente o suporte parental.

Somente assim a criança se sentirá segura, passando a confiar nas orientações dos pais e dos médicos.

Os relacionamentos familiares conturbados caminham na direção contrária ao processo de recuperação da criança enurética.

No caso do indivíduo adulto, conviver com a enurese também pode se tornar um grande problema.

No adulto, essa condição médica pode desenvolver uma forte sensação de fracasso, o que pode acarretar um transtorno psicológico.

De modo similar ao que acontece com as crianças, a pessoa adulta que esteja com enurese também precisa se sentir bem amparada por amigos e familiares, que devem estimulá-la a iniciar o tratamento mais adequado.

Em qualquer um dos casos e da faixa etária do paciente, o mais importante é que não haja um ambiente que favoreça a repressão.

Em vez disso, todas as pessoas envolvidas precisam se unir e se esforçar para facilitar o processo de recuperação do indivíduo enurético.

Sem pressão

O intervalo entre a compreensão do problema, o diagnóstico e o início do tratamento pode levar algum tempo, que varia de uma pessoa para outra.

No caso das crianças, por exemplo, é compreensível que demore certo tempo até que ela realmente deixe de fazer xixi na cama.

Os pais devem evitar qualquer espécie de pressão, sob risco de prolongar ainda mais o período necessário à cura da criança.

Não espere que a doença vá embora sozinha

Decididamente, negligenciar o tratamento da enurese, na expectativa de que ela desapareça naturalmente, não é uma boa alternativa.

O quanto antes a origem do problema for detectada e tratada, melhor será para quem estiver sofrendo com o transtorno.

Sem atribuição de culpa

Tanto crianças quanto adultos precisam diminuir a dose de autocrítica em relação à enurese.

Esse processo é complicado, mas pode ser facilitado à medida que as pessoas mais próximas aumentem a dose de empatia pelo enurético.

Seguindo esse raciocínio, a prática de punições deve ser totalmente descartada.

Os pais jamais devem dizer à criança que ela só gera muitas despesas (com as consultas médicas e os tratamentos, por exemplo).

Isso pode criar nela a sensação de que a sua existência é um mero transtorno na vida dos pais. As consequências disso podem ser irreversíveis, psicologicamente.

Recompensas

As recompensas funcionam como brindes.

Os pais podem criar um mecanismo composto de pequenos presentes ou gestos simbólicos, como um beijo e um grande abraço.

Para que o método funcione, a criança só deve receber a recompensa se conseguir evitar a micção noturna.

Contudo, os possíveis fracassos não devem ser acompanhados de repreensões.

Reduzir o consumo de líquidos à noite

A adoção do hábito de evitar a ingestão de bebidas no período noturno é vital para que algumas crianças consigam se libertar da enurese.

Complicações

Criança Sendo Repreendida Por Fazer Xixi Na Cama

As complicações ligadas à enurese dizem respeito às consequências geradas pela condição na vida social do indivíduo afetado.

Problemas de autoestima

Uma criança com enurese tem um medo inenarrável de que outras pessoas (adultos ou crianças) descubram que ela urina enquanto dorme.

Como é de se esperar, a escalada do medo pode resultar em inibição e afastamento do convício social.

Seja por culpa ou sensação de diferença em relação às demais crianças, a criança enurética exibe uma autoestima consideravelmente comprometida.

Por conseguinte, os relacionamentos com todas as pessoas ao redor passa a ser reduzido.

Como prevenir a enurese?

Existem duas ações bem eficazes como forma de prevenção da enurese:

  • Controle da urina;
  • Cuidados com a saúde mental.

Controle da urina

As micções involuntárias podem ser evitadas mediante a prática de alguns exercícios físicos.

Os movimentos também ajudam a detectar o nível de preenchimento da bexiga. Para isso, é necessário seguir alguns passos:

  1. Beba 3 copos de água;
  2. Ao sentir a necessidade de urinar, contenha-a durante cerca de 3 minutos;
  3. Amplie o tempo de controle sobre a micção a cada semana. Assim, segure a urina por 6 minutos na semana seguinte, e por 9 na posterior;
  4. Amplie o tempo até que você consiga conter a vontade de urinar por cerca de 45 minutos.

Cuidados com a saúde mental

Existe uma série de episódios que podem gerar traumas psicológicos nas crianças.

O divórcio dos pais e as mudanças de cidade são apenas os exemplos mais comuns.

O acúmulo desses eventos pode provocar transtornos mentais, que podem por sua vez ser seguidos de reações físicas, como a enurese.

Por esse motivo, a preservação da saúde mental da criança deve ser encarada como prioridade.

As estruturas familiares variam e, certamente, cada uma delas possui suas particularidades.

De qualquer forma, o importante é que a criança se sinta livre para se expressar, e não coagida a ficar em silêncio ou, pior, manifestar um medo constante.

Os pais sempre devem se lembrar de que o hábito de fazer xixi na cama durante o sono pode ser apenas uma evidência de um problema maior.

Por isso, o diálogo precisa ser diário e constante.

Em resumo: os pais não podem abdicar da participação na vida dos filhos, principalmente durante uma fase tão delicada como a infância.

E caso seja necessário, eles devem estar preparados para buscar ajuda médica.

Referências

https://en.wikipedia.org/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/
https://www.uptodate.com/
https://kidshealth.org/
https://www.aafp.org/

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