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Obesidade nas crianças

Obesidade nas crianças – Não deixe que os seus filhos cresçam gordos

Já lá vai o tempo em que se achava que quanto mais pesadinha e corada uma criança fosse, melhor. A obesidade infantil é uma doença preocupante. E quanto mais cedo for tratada, melhor.

Eu, que sou mãe, não acredito que haja neste mundo mãe ou pai que não se aflija constantemente com os perigos que arriscam a saúde dos nossos filhos. Quantas vezes não pensamos na afronta da violência, da droga, das doenças de transmissão sexual entre tantas outras ameaças à saúde e à vida das crianças.

Entre todas estas ameaças, a obesidade é, possivelmente, a que menos preocupa os pais! No entanto, ela é considerada, sobretudo nos Estados Unidos, onde se estima que cerca de 20 a 30 por cento das crianças sejam obesas, como sendo uma das doenças mais importantes da actualidade!

O que é a obesidade?
Considera-se obesa uma criança cujo peso exceda 20 a 30 por cento do considerado normal para a idade e estatura.

Porque são as crianças afectadas pela obesidade?
O aparecimento da obesidade desde os primeiros anos de vida é multifactorial. Os factores hormonais e genéticos, raramente são a causa principal do aparecimento de obesidade. Assim, as crianças de hoje em dia parecem ser mais afectadas pela obesidade devido, provavelmente, a uma diminuição da actividade física e não apenas ao facto de existir uma maior ingestão calórica.

Mas, para além da falta de actividade física, as predisposições familiares e os maus hábitos alimentares (aumento do consumo de alimentos do tipo junk food, nomeadamente hambúrgueres, doces, batatas fritas, refrigerantes…) podem igualmente contribuir para o desenvolvimento de um peso excessivo.

Além disso, as crianças que comem demasiado entre as refeições, que não têm horários certos para comer, que levam uma vida sedentária e que ingerem muitos alimentos de elevado conteúdo em gorduras, correm um risco bastante elevado de se tornarem obesas.

Como as crianças têm tendência a copiar os hábitos alimentares dos adultos, principalmente os dos pais, é importante que estes sirvam de modelo aos seus filhos, no que diz respeito a estilos de vida saudáveis.

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A continuação da obesidade na idade adulta depende de vários factores:

A idade em que a criança se tornou obesa. O excesso de peso em crianças com menos de três anos pode não predispor necessariamente à obesidade na idade adulta, a menos que um dos pais seja obeso. Depois dos três anos, a predisposição à obesidade vai aumentando gradualmente.

Assim, após os seis anos de idade, a probabilidade da criança obesa se tornar um adulto obeso é de 50 por cento. Adolescentes obesos, têm uma probabilidade de 70 a 80 por cento de virem a ser adultos obesos.

A intensidade da doença (excesso de peso ligeiro, moderado ou grave)

Presença de obesidade em pelo menos um dos pais. A predisposição à obesidade aumenta de 10 vezes em filhos de pais obesos, relativamente aos filhos de pais não obesos.

Porque é importante controlar a obesidade nas crianças?
A avaliação do estado nutricional, bem como o despiste da obesidade em crianças é extremamente importante, de modo a evitar o aparecimento de graves problemas de saúde na idade adulta. O excesso de peso durante a infância pode aumentar o risco de certas doenças na idade adulta, incluíndo a diabetes, doença cardíaca, hipertensão, enfarte e algumas formas de cancro.
Embora os factores genéticos e hormonais estejam raramente na origem da obesidade, devem de ser porém um factor a considerar no caso de crianças obesas. Finalmente, a obesidade pode ter um impacto bastante negativo a nível psicológico, nomeadamente no amor-próprio das crianças e adolescentes, o qual afectará a longo termo, a felicidade e o sucesso na vida adulta.

Como prevenir a obesidade

– Respeite o apetite do seu filho. As crianças não precisam de beber todo o biberão de leite ou limpar o prato!
– Evite alimentos pré-preparados e açucarados
– Reduza a quantidade de alimentos que armazena em casa, nomeadamente alimentos muito ricos em calorias
– Estabeleça hábitos alimentares saudáveis (apenas 30 por cento das calorias da dieta devem ser provenientes de gorduras)
– Dê ao seu filho alimentos ricos em fibras (frutos, legumes, cereais integrais)
– A partir dos dois anos, substitua leite inteiro por leite meio-gordo
– Não utilize os alimentos como forma de recompensa
– Não ofereça doces em troca de um prato limpo
– Reduza o tempo de ver televisão (uma a duas horas por dia no máximo)
– Encoraje a actividade física
– Estabeleça actividades familiares regulares (passeios, corridas, jogos…)

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As crianças podem fazer dieta?
Como o pequeno corpo das crianças precisa de continuar a crescer, em muitos dos casos a perda de peso, através de uma dieta muito restritiva, não será a melhor opção. Em vez disso, será talvez melhor reduzir o ganho excessivo de peso, de modo a que a criança cresça até atingir o seu peso ideal. Uma dieta demasiado restritiva, de baixo valor calórico, poderá não ser adequada ao crescimento e desenvolvimento da criança, pois pode não fornecer a energia e o nutrientes que a criança necessita para um crescimento normal.

Se o seu filho tem um problema de excesso de peso:
– Procure antes de mais, o conselho de profissionais de saúde – nutricionista e pediatra. Estes farão a avaliação do estado de saúde e do estado nutricional da criança, indicando-lhe o melhor procedimento a seguir.

– Encoraje o seu filho a participar em actividades físicas de que ele goste. Além de ajudar queimar calorias, a actividade física tem várias ligações indirectas com o comportamento alimentar, como por exemplo: controlo do apetite, relaxação e diversão mental. Tal como as refeições, a actividade física deverá fazer parte das relações familiares diárias.

– Evite severas restrições alimentares. Uma dieta demasiado restritiva pode causar deficiências em certos nutrientes, pode causar depressão e levar a criança a comer as escondidas.

– Ofereça ao seu filho uma boa variedade de alimentos, especialmente alimentos de baixo valor calórico: cereais, frutas, leite, queijo e iogurtes magros. Reduza os alimentos de elevado valor calórico e poucos nutrientes (doces, refrigerantes…).

– Coloque no prato do seu filho porções adequadas à idade e não porções de adulto. Quantidades exageradas de alimentos, podem encorajar a criança a comer demasiado. Use pratos de sobremesa, para que as porções não pareçam demasiado pequenas.

– Torne as refeições agradáveis e divertidas. Evite dar demasiada atenção à comida. Por exemplo, evite utilizar os alimentos como forma de recompensa.

– Ofereça ao seu filho lanches de baixo valor calórico, em vez de lanches muito pesados. Por exemplo, legumes crus, fruta, sumos de fruta naturais, leite, iogurtes naturais.

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– Evite dizer que um alimento é mau ou bom. Em vez disso ensine-o como comer e quando comer os extras. Mesmo as crianças que necessitam de perder peso tem necessidade de um doce de vez em quando.

– Estabeleça limites para ver televisão – nunca mais do que uma a duas horas por dia. A inactividade leva frequentemente a problemas de excesso de peso. Crianças que vêem televisão mais do que quatro horas por dia, têm maior probabilidade de se tornarem obesas do que aquelas que brincam, correm e saltam.

– Estabeleça como regra só comer na cozinha ou na sala de jantar. Nunca deixe comer os seus filhos em frente da televisão. Assim, as crianças não comerão tanto e terão maior consciência sobre os alimentos que ingerem.

– Mantenha a comida fora da vista e do alcance das crianças, para evitar tentações.

– Reserve tempo para falar com os seus filhos sobre as suas emoções e preocupações. Observe o seu comportamento. Muitas vezes, as frustrações levam as crianças a procurar comida para satisfazer as suas emoções.

– Lembre-se de que, quando estão aborrecidas ou necessitam de atenção, as crianças dizem que têm fome, sem na realidade terem necessidade de comer. Ofereça-lhes uma maçã, se recusarem é não tem fome – está simplesmente aborrecida…

Em resumo, a prevenção e o tratamento da obesidade têm por base três importantes condições:
1º – Estabelecimento de bons hábitos alimentares desde tenra idade
2º – Exercício físico regular
3º – Acompanhamento psicológico

Ler também: Balão Gástrico

22. junho 2010 by admin

6 Comentários no Fórum

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  1. gostaria de saber se uma criança de 7anos pode tomar omega 3 de 1g

  2. boa noite eu queria saber desse proplema da obesidade pq eu tenho que fazer um ceminario de ciencias e apresentar na escola amanha eu tenho 11 anos e esse e o emai de minha mae

  3. NA MINHA OPINIÃO ESSAS CRIANÇAS TINHAM QUE PARAR DE COMER PELO MENOS UM POUCO PQ SENÃO VAI VIRAR UM BUJAZINHO

  4. quanto porcento tem as drogas, os comprimidos de droga, de álcool e de saringas

  5. Boa tarde.
    Sou jornalista e estou a fazer um trabalho sobre obesidade infantil. Este artigo pareceu-me muito interessante. É médica? Posso tocar umas ideias consigo?
    Muito Obrigada

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