Ortopedia - Cintura Escapular e Braço - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Ortopedia – Cintura Escapular e Braço

Aula gravada de Ortopedia – Cintura Escapular e Braço

Anatomia:

Em termos de osteologia, se você pegar a escápula você vai ter acidentes anatômicos que têm a sua importância. Nós temos essa protusão enorme na escápula, que é chamada espinha da escápula. Ao longo da sua continuidade ela vai se achatando até formar o acrômio.

Eu tenho a fossa supra-espinhosa, acima da espinha da escápula e a fossa infra-espinhosa, abaixo da espinha da escápula. Já digo que a fossa supra-espinhosa aloja o músculo supra-espinhoso. A fossa infra-espinhosa aloja o músculo infra-espinhoso. Na face anterior, você tem o ângulo medial e o ângulo lateral, tem a apófise (processo) coracóide e você tem também a cavidade glenóide. Então esses são os acidentes anatômicos importantes na escápula. A cavidade glenóide vai receber a cabeça do úmero para formar a articulação escapulo-umeral. E nós temos que o acrômio vai receber a clavícula, para formar a articulação acrômio-clavicular.

Em termos de articulação, nós temos 5 articulações na cintura escapular, sendo 3 verdadeiras e 2 falsas.

O que é uma articulação verdadeira ?
É a articulação que apresenta superfície articular, cartilagem articular, cápsula e ligamento.
Perdão, eu esqueci de falar pra vocês de dois acidentes anatômicos, o tubérculo supra-glenóide e o tubérculo infra-glenóide, são dois acidentes anatômicos importantes. Voltando às articulações, a articulação falsa é aquela articulação onde eu não tenho cartilagem articular, diferente da verdadeira que possui cartilagem, líquido sinovial, membrana sinovial.
Faz parte também da cintura escápula o esterno e por tabela o gradio costal. Articulações verdadeiras da cintura escapular: a maior de todas é a articulação escapulo-umeral, essa articulação entre o úmero e a cavidade glenóide. A segunda articulação é entre a clavícula e o acrômio, articulação acrômio-clavicular. A terceira é entre a clavícula e o manúbrio esternal, articulação esterno-clavicular. Quais são as falsas ? São as articulações entre a escápula e o gradio costal. Eu não tenho cartilagem nessas articulações. E a segunda articulação falsa é chamada de articulação sub-acromial, embaixo do acrômio.

Na osteologia do úmero. Na extremidade proximal do úmero a gente tem a cabeça do úmero, a grande tuberosidade e pequena tuberosidade. Existe também o sulco intertuberositário. “Eu sei que vocês estudaram anatomia, mas evidentemente eu vou ter a nomenclatura francesa e a inglesa. Então, algumas vezes algum termo de anatomia que eu falar não vai bater com o que vocês estudaram porque eu estudei a anatomia francesa. Mas anatomia é tudo igual, o importante é você saber quem está ali, para que serve e o que é que vai passar”.

Na grande tuberosidade, vai ter a inserção do músculo supra-espinhoso, infra-espinhoso e redondo menor. E na pequena tuberosidade vai se inserir o músculo subescapular. Já estou dizendo para você que quando você flete o cotovelo e faz a rotação externa do braço, você está usando o supra-espinhoso, infra-espinhoso e o redondo menor. E quando você faz a rotação interna, estamos utilizando o músculo subescapular. “É para isso que você estuda anatomia. Para que serve o músculo ? Para realizar movimento. Todo músculo tem uma origem e uma inserção, em que a contração muscular vai levar ao movimento desejado.” Então, já sabemos que a musculatura que se insere na Grande Tuberosidade, que é chamado de “Troquino” e “Troquiter” depois você vai ter a crista “sub-troquiniana” e a “sub-troquiteniana”. Existe outro acidente anatômico que eu quero que vocês memorizem é o sulco intertuberositário, que se localiza entre a tuberosidade maior e a menor do úmero. Para que serve o sulco intertuberositário ? Para passar a porção longa do bíceps. Se eu falo em bíceps (bi = dois) então é um músculo com duas porções carnosas, a porção longa do bíceps e a porção curta do bíceps. Onde é a origem da porção longa do bíceps ? No tubérculo supra-glenóide. E qual a origem da porção curta do bíceps ? Na apófise coracóide.

Ele vai se unir na porção mediana e em sua porção terminal vai se dar um tendão, o tendão do bíceps, que vai se inserir na tuberosidade biceptal do rádio. Portanto o bíceps é biarticulado porque ele ultrapassa a articulação escapulo-umeral e ultrapassa a articulação do cotovelo. Existe abaixo do bíceps um músculo que possui um nervo perfurante (nervo de Cassélius), que é o músculo coraco-braquial. Qual a origem desse músculo ? Apófise coracóide. E se insere 1/3 no proximal do braço.

O outro músculo é o pequeno peitoral. Se eu falo do pequeno peitoral, tem que ter o grande peitoral. O último músculo mais profundo é chamado de bronquial anterior, que se insere no braço e na apófise conóide da ulna. A gente mata a musculatura flexora. Já matamos a musculatura rotatora externa que é o supra-espinhoso, infra-espinhoso e redondo menor, o sub-escapular fazendo a rotação externa. Já matamos a musculatura flexora que é formada pelo bíceps com as suas duas porções que tem sua origem no tubérculo supra-glenóide apófise coracóide e inserção na tuberosidade biceptal do rádio. Então quando o bíceps contrai, ele também faz a flexão com provação. Faltou a musculatura posterior que é representada pelo tríceps. Para vocês memorizarem. Se a porção longa do bíceps se origina no tubérculo supra-glenóide, a porção longa do tríceps vai ter sua origem no tubérculo infra-glenóide.

Quem faz a abdução do braço ?
É o movimento sincronizado do manguito rotador junto com o músculo deltóide. O que é o manguito rotador ? É o grupo dos músculos responsáveis pela rotação externa e interna do braço. Essa é a musculatura da cintura escapular.
Você se lembra da artrologia, que as articulações são classificadas de acordo com o grau de movimento articular.

O que é uma Enartrose ?
É uma articulação em que eu tenho mais de três graus de liberdade de movimento. Então eu falo pra vocês que a articulação do ombro é uma Enartrose porque eu tenho flexo-extensão, rotação externa, rotação interna, abdução e adução. Temos ainda que dar importância ao ligamento que vai da apófise coracóide à clavícula, que é o ligamento córaco-clavicular.

Quais os ligamentos córaco-claviculares ?
O ligamento trapezóide e o ligamento conóide. Então nós fizemos uma revisão da osteologia, da miologia e da artrologia.
Abaixo disso tudo existe o plexo braquial, que já foi estudado semana passada. A clavícula protege o plexo braquial e o feixe vascular subclávio.

Cinésiologia:

O movimento de você elevar o braço para frente é chamado de flexão, ou também chamado de anti-pulsão. Quando você leva o braço para trás é chamado de extensão ou retro-pulsão. Por definição, flexão é o aproximamento do segmento ao eixo do corpo. Isso é flexão, é a aprox. do antebraço sobre o braço. Quando você afasta o membro do eixo, isso é chamado de abdução. É só colocar o “R” para facilitar! “A Abridução abre o braço”. Quando você aproxima, você faz adução.
Então eu falo para vocês que o movimento de flexo-extensão está contido no plano sagital. O movimento de abdução e adução está contido no plano frontal. E o movimento de rotação interna e externa está contido no plano transversal. Agora para complicar !!! No movimento de abdução e adução, o eixo de rotação está no plano sagital e o movimento está no plano frontal. E no movimento de flexo-extensão, o eixo está no plano frontal e o movimento está no plano sagital. E o movimento de rotação interna e externa é realizado no plano transversal, em que o eixo é superior.
Agora Valgo e Varo. Valgo é uma deformidade em que há afastamento da extremidade do eixo do corpo. Varo é uma deformidade em que há aproximação da extremidade do eixo do corpo. Na semana que vem nós estudaremos braço e antebraço.

Então eu falo pra vocês que o cotovelo apresenta um valgismo fisiológico de 12º. Estou te informando que o antebraço, fisiologicamente se afasta do eixo do corpo. Então eu tenho um valgo de cotovelo. E para que serve o valgo do cotovelo? Quando você carrega uma bolsa, essa bolsa não bate em você. “A bicha louca adora fazer valgisto, levanta e fica alegre”!!
Após isso, todo mundo começou a falar, várias dúvidas surgiram e o professor começou a entrar em contradição. Acho melhor buscar melhores informações sobre valgo e varo.
Outro conhecimento… O que é eixo anatômico ? O que é eixo mecânico ?
O eixo Anatômico é uma linha imaginária que você traça no eixo longitudinal da anatomia do osso. O eixo mecânico (mecânico = movimento) é o eixo traçado no centro das articulações. Então se você traçar um eixo no sentido longitudinal do úmero e traçar outro eixo longitudinal no antebraço, você vai ter o valgo. Raciocina, raciocina !! Seu eu traçar uma linha no eixo anatômico do fêmur e traçar outra no eixo anatômico da tíbia, isso é eixo anatômico . Se eu pegar o centro da articulação coxofemoral, o centro da articulação do joelho e o centro da articulação do tornozelo, eu tenho um eixo mecânico do valdagismo de 12º. Então, repetindo, se eu tomar como referência a diáfise do fêmur e a diáfise da tíbia eu estou traçando o eixo anatômico . Se eu pegar como referência o centro da articulação coxo-femural, o centro da articulação do joelho e o centro da articulação do tornozelo, eu estou traçando um eixo mecânico do valdagismo de 12º, na interseção do eixo anatômico com o eixo mecânico.

“O que vocês leram no livro foi mais ou menos, esse é mais sem menos”
Nos primeiros 15º de abdução do braço, eu estou utilizando a associação da função sincronizada do manguito rotador com as fibras anteriores do deltóide. Quando eu faço os primeiros 15º de abdução eu estou usando a contração do manguito rotador sincronizada e mais as fibras anteriores do deltóide.
Dos 15º até os 90º eu passo a usar a extensão do manguito rotador e fibras laterais do braço. Então quem mantém meu braço à 90º é o deltóide sozinho. Quando eu for fazer a abdução do braço, vai chegar uma hora em que a grande tuberosidade vai bater no espaço sub-acromial. Então, quando eu chego a 120º, eu sei que minha grande tuberosidade está batendo no espaço sub-acromial. Para aumentar o arco de movimento eu tenho que fazer rotação externa. E a partir de 120º você já tem a utilização dos fascículos posteriores do deltóide. Essa rotação externa aos 120º deve ser feita para evitar que a grande tuberosidade bata no espaço acromial.

Temos ainda a rotação externa e a interna. Toda vez que você for pesquisar rotação do braço, você deve fletir o cotovelo a 90º, que aí você tem o movimento pleno de rotação externa e interna. E você tem um movimento sincronizado de todos eles que é chamado de circundação. É por isso que ela é uma Enartrose.
Agora, para vestir um paletó você vai fazer para na primeira manga, anti-pulsão, abdução, 90º, rotação externa para completar os 180º. Na outra manga, você vai fazer extensão, adução e rotação interna para vestir o paletó. Para você saber se o cara tem problema no ombro ou não, é só pedir para ele vestir um casaco. Se ele conseguir, não tem problema algum. Ao pentear o cabelo você faz anti-pulsão, abdução, extensão, rotação externa vindo cá atrás da cabeça, aí o seu ombro está normal. Isto é cinesiologia.

Para você estudar uma articulação, você vai fazer a inspeção, a palpação, a movimentação ativa, a movimentação passiva e comparar o grau de mobilidade que é ADM (Amplitude De Movimentos). Toda vez que você examina o membro superior é dada a você a possibilidade de você comparar o grau de limitação de um lado com o outro. Movimentação ativa é aquela que o paciente faz. Movimentação. Passiva é aquela que o examinador executa.

Sinal de Apley: é você solicitar ao paciente que encoste o dedo no ângulo superior da escápula contralateral. Se ele fizer sem dor, não existe patologia de ombro. Verificar sobretudo a rotação externa e a abdução.
Sinal de Yergason : Eu peço para o paciente fazer a flexão do braço e depois a supinação. E o examinador faz resistência contrária. Este teste avalia a estabilidade da porção longa do bíceps ao nível da corredeira bicipital. Se o teste der positivo, nós teremos uma tendinite e seu tratamento é tipóia/analgesia aines/calor local.
Sinal de Popeye: com a ruptura da porção longa do bíceps, eu vou perder a origem da porção longa do bíceps, tendo seu enovelamento sendo chamado de músculo de Popeye. Tem como fisiopatologia o atrito dessa porção longa do bíceps no sulco intertuberositário.

Os processos degenerativos das articulações , das estruturas de membros superiores são extra-articulares. E os processos degenerativos das articulações de membros inferiores, as articulações que suportam peso, são intra-articulares. Diante disso, eu posso afirmar que o processo degenerativo das articulações de membros superiores, por serem extra-articulação, nós vamos ter as tendinites e as capsulites. E as articulações, que suportam peso, no membro inferior vão apresentar artrose com toda a sintomatologia e sinal radiológico.

Radiologicamente, as estruturas Periarticulares (???) são radiotransparentes. Então já vou esperando que o Rx vai ser pobre para membro superior pois as patologias que acometem o membro superior são em áreas radiotransparentes. Então, se eu quiser um exame complementar para confirmar minha hipótese diagnóstica, o Rx não é um bom método. Deve-se buscar melhores resultados na ultrasonografia, tomografia ou ressonância.
Tratamento para a tendinite da porção longa do bíceps. Até 72h de gelo, analgésico, antiinflamatório, repouso e imobilização. Eu mando o paciente colocar uma tipóia de pano no braço quando estou diante de uma tendinite de bíceps para que ele não faça flexo-extensão. Se ele fizer do cotovelo, a porção longa do bíceps vai ser irritada no sulco intertuberositário. Então essa é uma imob. não-rígida que está impedindo/neutralizando o movimento de flexão do cotovelo. Você pode ter uma ruptura total ou parcial. Você tem que levar em consideração a idade, ativ. física do paciente . Você faz um tratamento cirúrgico ou não cirúrgico .
Quando rompe a porção longa do bíceps quem vai fazer a abdução do braço com anti-pulsão é o córacobraquial. E quem faz a flexão do cotovelo é a porção curta do bíceps mais o braquial anterior. Eles farão a flexão do cotovelo na ruptura da porção longa do bíceps. Então, quando o paciente idoso rompe o bíceps ele continua com o movimento dele, porque o córacobraquial mais a porção curta do bíceps e o braquial anterior vão fazer a função dessa porção longa do bíceps. Quando é em um paciente jovem, você faz uma tenografia da porção longa do bíceps, podendo ser por via artroscópica ou a céu aberto.

Novamente, quando se faz a abdução do braço, a grande tuberosidade vai bater no espaço subacromial, em que se você não fizer a rotação do braço você vai começar a ter um atrito dessa superfície com um acrômio. Isso poderá acarretar uma ruptura, que poderá ser parcial ou total. Isso é uma tendinite do supra-espinhoso, que se não for tratada vai levar à ruptura do supra-espinhoso, que faz parte do manguito rotador.

O indivíduo que pratica natação, vôlei, tênis. Quando o movimento é muito rápido, constantemente esse supra-espinhoso vai sofrer um processo irritativo, então ele vai ter uma tendinite do supra-espinhoso. Essa é a fisiopatologia do supra-espinhoso. O supra-espinhoso geralmente é o mais acometido porque é o mais superficial na inserção da grande tuberosidade e há (ligação/irrigação) menor nessa inserção.

Bursite subacromial:

É a inflamação da bursa localizada abaixo do acrômio. A bursa são bolsas periarticulares que tem como função proteger a articulação, quimicamente ou traumatologicamente. Então, a bursa do ombro é um processo inflamatório da bursa subacromial. Então temos diferença entre bursa, capsulite e tendinite. Clinicamente, na bursa a dor é lateral e abaixo do acrômio. Na tendinite do bíceps a dor é anterior porque passa no sulco biceptal. E a tendinite do supra-espinhoso é lateral. Isso tudo é radiotransparente, porém se houver deposição de Ca você passa a ter uma tendinite calcificada, que pode ser porção da porção longa do bíceps, do supra-espinhoso ou da bursa subacromial. No ambulatório, se eu peço para o paciente fazer a abdução e nos primeiros 15º ele acusar dor, é tendinite do supra-espinhoso. E se ele não consegue abrir o braço ativamente até 15º e eu preciso , passivamente, elevar o seu braço e ele mantém a 90º, isso é supra-espinhoso porque até 15º eu exijo a função do supra-espinhoso. A 90º eu não uso mais o supra-espinhoso, eu uso o deltóide. Então, clinicamente, a tendinite do supra-espinhoso vai acusar dor na abdução do braço, principalmente nos primeiros 15º e quando ele tiver ruptura do supra-espinhoso ele não consegue fazer abdução de 15º. Se você elevar o braço a 90º, ele mantém o mesmo nessa posição. A partir dos 15º eu tenho cada vez menos participação do manguito rotador e cada vez mais participação do deltóide. E acima de 90º eu vou ter cada vez menos participação do deltóide anterior e cada vez mais do deltóide lateral e posterior. E quando chegar a 120º eu tenho que exigir novamente o manguito rotador, principalmente os rotadores externos.

Pergunta : quais os movimentos que uma pessoa que está com uma bursa, uma capsulite não consegue fazer ? A bursa você já sabe. Principalmente após os 90º em que a grande tuberosidade vai bater na bursa subacromial. Mas a dor dele é lateral, é subacromial. Ele consegue abrir o braço a 60º. A partir daí a grande tuberosidade começa a bater no espaço subacromial, e aí começa a irritar e a comprimir a bursa subacromial.

É muito comum, no consultório, chegar um velhinho e dizer para o doutor que um braço ele consegue abrir e o outro não. Porque o processo degenerativo em membro superior é extra-articular. Às vezes uma fratura, contusão, trauma faz com que o velhinho coloque o braço numa tipóia e fique 2, 3 semanas até sarar. Aí vai aparecendo aquilo que é chamado capsulite adesiva. O nome está dizendo, é um processo inflamatório da cápsula articular que vai trazer aderência nessa cápsula, proporcionando diminuição da movimentação articular por uma imobilização mais prolongada. Aí você tem que entrar com calor local, analgésico, antiinflamatório e aí assume importância o fisioterapeuta, que vai fazer o paciente ganhar movimento novamente. Muito importante a hidroterapia com movimentos ativos e passivos fisioterápicos. Então eu estou diante de uma patologia inflamatória que me trouxe como conseqüência uma aderência capsular. Às vezes você tem uma fratura em que causa com diminuição do movimento articular. Aí você vai precisar de reabilitação. São patologias de difícil evolução pelo fator de adrência. O tratamento é analgésico, antiinflamatório, calor e hidroterapia.
Existe uma distonia simpático-reflexa chamada SUDEC, ou atrofia ombro-mão, ou síndrome ombro-mão. Isso é muito comum em idosos. Às vezes eles têm uma luxação no ombro, fratura de ombro em que é necessária a imobilização. Assim, o paciente começa a apresentar a mão edemaciada, fria, com suor gelado, com uma osteoporose de desuso localizada. Isso é distonia simpático-reflexa. Isso é uma patologia psicossomática em que o paciente coloca na cabeça que ele não vai mais conseguir movimentar o braço. Então ele está entrando na lei de Wolf, em que o desuso leva à atrofia, à osteoporose. Isso é muito difícil de cuidar. É por isso que todo traumatologista tem que motivar o paciente a se movimentar, o fisioterapeuta tem que motivar o paciente a reabilitar-se.

Fratura de Clavícula:

A função da clavícula é compor a cintura escápula e proteger o plexo braquial. Trata-se elevando o fragmento lateral para encontrar com o fragmento medial, elevado pelo músculo Esternocleidomastóideo. Faz-se uma imobilização em 8 ou Velpean. A consolidação se faz em 3 a 4 semanas.

Indicações Cirúrgicas:

– Quando há espícula óssea
– Quando o fragmento intermediário solto compromete a veia subclávia.
– O tratamento cirúrgico é a principal causa de pseudoartose de clavícula

Fraturas do úmero:

Extremidade proximal: se a fratura for intra-articular o prognóstico é pior que a fratura extra-articular. Quando mais cominutiva essa fratura, pior o prognóstico. A cominação da fratura da cabeça do úmero é classificada pelo professor Neer em tipo 1, 2, 3 e 4.
No tratamento, deve-se avaliar muito bem a clínica do doente, suas comorbidades, para se indicar um tratamento que preserve mais o doente, principalmente o idoso que possui riscos maiores em cirurgias. Deve avaliar o risco-benefício. Cirurgias de ombro são muito sangrantes. Por isso o paciente deve estar muito bem preparado, em todos os sentidos, e com todo o aparato cirúrgico disponível por precaução.

Fraturas de escápula:

Trauma direto ou indireto.
Extra-articulares : não-cirúrgico, só imobilização
Articulares : cirúrgico

Luxações:

Luxação é a perda de contato articular. Quando eu tenho uma luxação, eu tenho um trauma em que vai perder o contato articular de uma superfície com a outra, e necessariamente vai haver ruptura da cápsula articular. Então, toda luxação tem ruptura da cápsula. A partir do momento que toda luxação tem essa ruptura, eu estou informando que toda luxação deverá ser reduzida e imobilização por pelo menos 4 semanas, que é o tempo necessário para a cicatrização da cápsula articular. Se eu tenho lesão ligamentar , necessito de imobilização de 8 semanas no mínimo para o ligamento cicatrizar. Toda vez que tenho uma luxação e não imobilizo, estou negligenciando um fato real. Se não imobilizar, posso ter uma luxação reindicivante.
Dentre as luxações, as mais importantes são:

1 – luxação acrômio-clavicular
2 – luxação escapulo-umeral
3 – luxação externo-clavicular
4 – luxação manúbio-esternal

1) luxação acrômio-clavicular : é comum em quedas sobre o ombro e possui o sinal característico, o “sinal da tecla”. Esse sinal ocorre porque quando você aperta a clavícula e depois solta, o esternocleidomastóideo puxa a clavícula para cima. Isso ocorre porque eu tenho uma lesão dos ligamentos trapezóide e conóide (ligação córaco-clavicular). A clavícula é opositora do músculo esternocleidomastóideo.

(Aí o professor começa a mostrar as radiografias e junto começa a palhaçada)

Então a luxação acrômio-clavicular é dividida em graus de acordo com o grau de lesão. E você também tem os ligamentos acrômio-clavicular, que podem sofrer uma ruptura total ou parcial. Clinicamente você vai ter o “sinal da tecla”. Quando você tem uma ruptura total, você vai fazer um ligamento ráfia. Já quando for parcial é só imobilização. Para você fazer o diagnóstico é só fazer um Rx direcionado para o manúbrio esternal. Assim, você vai poder comparar as duas clavículas, se uma está mais elevada que a outra. Toda vez que você tiver dúvidas, você vai ao Rx da outra articulação correspondente e compara, ou se dirija a um médico mais experiente.

Sub-luxação:

Lesão parcial do ligamento. O tratamento é a imobilização no qual o paciente não deve abdução/flexão
– Tipóia;
– Cicatrização em 6 a 8 semanas

Radiografias:

Mostrou uma bursite calcificada. Você faz bursectomia. Usa antiinflamatório, não usa corticóide. Uma luxação escapulo-umeral. É aquela luxação na qual a cabeça do úmero desarticula a cavidade glenóide. O paciente cai pra trás com o braço estendido. Ocorre impotência funcional e limitação do movimento. O indivíduo perde a silhueta do ombro e classicamente é chamado de “ombro de Dragona”. O homem fica reto. Está escrito no livro que sub-luxação é uma saída provisória desse contato articular em que não houve ruptura da cápsula articular. Normalmente ela é traumática.
Voltando ao ombro de Dragona : o procedimento no atendimento é Rx, redução da luxação, comprovação da redução dessa luxação e imobilização. O cara vai chegar com dor no braço, o braço ta aduzido. Ele está segurando o braço. Às vezes você pode ter luxação escapulo-umeral com fratura da grande tuberosidade. Existem 3 técnicas para você reduzir a luxação : manobras de Kocher, Hipócrates e Allis. Todas as três tem o mesmo princípio. Para você reduzir essa luxação, a primeira coisa é tracionar este braço, porque se você não tracionar você não vai conseguir desencravar a cabeça umeral do bordo inferior da cavidade glenóide. Esta cápsula está rompida.

Manobra de Kocher : paciente deitado, anestesiado, centro cirúrgico, você vai fazer tração nesse braço, depois rotação externa, adução e rotação interna. Quando você faz rotação externa você coloca a cabeça dentro da caps. A adução e a rotação interna complementam a manobra. Você sente um estalido. Se você não desencravar a cabeça, quando fizer rotação externa vai quebrar.
Manobra de Hipócrates : paciente deitado, você segura o braço dele e coloca o pé na axila. Faz tração, rotação externa e adução.
Manobra de Allis : paciente deitado na mesa com peso no braço para fazer a tração. Isto causador no paciente, a mão fica edemaciada e é muito difícil você reduzir. Você tenta reduzir umas 2x. Não deu ? Centro cirúrgico e anestesia. Depois da redução você vai fazer Rx de controle e imobilização com ???gessado. Você pode ter fraturas com luxação, fratura da grande tuberosidade, luxação com fratura no rebordo glenoidiano e pode ter fratura com lesão da cabeça umeral ou luxação sem fratura. Se você não imobiliza esta cápsula articular vai cicatrizar com frouxidão capsular, aí você vai ter um a luxação reincivante do ombro.

A luxação reincivante pode ocorrer pela frouxidão capsular, por instabilidade causada por fratura na cabeça umeral ou na cavidade glenóide. Pra você reduzir uma luxação de ombro com fratura de úmero, primeiro tem que fazer a síntese óssea. Após 48, 72 horas a cápsula sofre uma aderência e você não consegue reduzir.

Rx de coluna : no Rx você não tem a estruturação das lordoses e cifoses. Então você vai ter um perfil de toda a coluna retificada. No perfil você vai ver o corpo vertebral, as lâminas paralelas, a apófise espinhosa, as superfícies articulares sup. e inf., o espaço ocupado pelo disco intervertebral. A diminuição desse espaço causa diminuição da luz do forame de conjugação. Às vezes você tem uma invasão da superfície articular do forame vertebral que justifica uma cervicobraquialgia. Quando você tem retificação da lordose cervical justifica dor pela contratura da musculatura paravertebral.
No Rx em AP eu vou ver a silhueta do corpo vertebral, o pedículo e a apófise espinhosa. No Rx em oblíqua deve observar o forame de conjugação. No Rx de torácica e lombar vou ver a silhueta do corpo vertebral, pedículo e apófise espinhosa.
Ele mostrou um Rx de segmento lombar incluindo T2 com L2, L3, L4 rodados. Um Rx de coluna com osteoporose. Você diagnostica rotação do corpo vertebral quando a imagem do pedículo não está contida na área que corresponde ao corpo vertebral.

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