Paulo Futre

Paulo Jorge dos Santos Futre, nasceu no Montijo, a 20 de Fevereiro de 1966. Começou a sua formação desportiva no Sporting Clube de Portugal, na data temporada 1977/1978. No clube leonino faria toda a sua formação, passando pelos iniciados, juvenis e juniores.

Paulo Futre Antes e Depois

A sua qualidade era notória e com normalidade tornou-se internacional por Portugal em todos os escalões de formação.

Com apenas 17 anos, o clube pensa emprestá-lo à Académica de Coimbra, mas resolve integrá-lo imediatamente no plantel principal, treinado na altura pelo húngaro Josef Venglos. Futre impôs-se desde logo como jogador importante, participando em 28 jogos e marcando três golos.

A sua velocidade e capacidade de desequilibrar, faziam dele um extremo temível e auguravam-lhe um grande futuro.

Finda a primeira temporada, Futre exige um aumento para renovar o seu contrato, algo que a direção do Sporting recusa. Aproveitando o clima de guerra aberta com o Sporting, o Futebol Clube do Porto avançou e assinou com o promissor Futre.

Com a camisola azul e branca, Paulo Futre somou sucessos. Em três temporadas conquistou dois campeonatos portugueses e uma Taça dos Campeões da Europa. Só nas competições domésticas, Futre participou em 81 jogos ao serviço do Futebol Clube do Porto, apontando 25 golos.

A sua exibição na final da Taça dos Campeões seria considerada, pela imprensa desportiva, decisiva para a vitória do Porto.

Em 1987, Futre transferiu-se para os espanhóis do Atlético de Madrid, naquela que foi a maior transferência do futebol português até à data.

Paulo Futre ficou 5 épocas e meia no clube madrileno, durante as quais conquistou apenas duas Copas do Rei. Apesar da ausência de títulos de outra dimensão, o português ficaria para a história do clube, sendo visto como um dos melhores jogadores de sempre do Atlético de Madrid e um verdadeiro símbolo vivo do clube.

Em 1992/93, a sua aventura espanhola havia chegado ao fim, e Sousa Cintra, então Presidente do Sporting, anunciou o regresso de Futre ao clube. O jogador chegou a afirmar publicamente, que havia saído do clube por motivações financeiras, mas que estava a voltar por amor à conversa.

Poucos dias após proferir estas palavras, Futre assinou contrato com o Benfica. Devido a isto, parte dos adeptos do Sporting continuam a acusar Futre de ter traído duas vezes o clube.

A passagem de Futre pelo Benfica não foi feliz, com o jogador a fazer apenas 11 jogos pelos “encarnados”. Ainda assim, Futre logrou vencer uma Taça de Portugal, tendo inclusive marcado um golo na final.

A sua curta passagem pelo Benfica ficou ainda marcada pelo escândalo RTP. Poucos dias após assinar pelo clube, soube-se que o Benfica tinha pago os 825 mil contos da transferência com dinheiro adiantado pela RTP, resultante de direitos televisivos. Este episódio levou à demissão de toda a direção da RTP.

Com o Benfica a passar uma dura crise financeira, Futre foi transferido logo após o fim da temporada para o Marselha. Os 900 mil contos recebidos pelo Benfica, ainda permitiram ao clube lucrar com a passagem de Paulo Futre pela Luz.

As lesões que prejudicariam o resto da carreira de Futre começaram em Marselha, mas em pleno terramoto de escândalo de corrupção, Futre resolveu ocultar as lesões, por forma a não afetar uma possível transferência.

O Marselha acabou relegado administrativamente para a 2º Divisão e Futre transferiu-se para o Reggiana, de Itália.

As lesões já não lhe permitiram voltar aos tempos de glória, ainda assim apontou 5 golos em 13 presenças, o que lhe valeu a transferência para o AC Milan. Contudo, só faria uma aparição com a camisola do gigante milanês e após a final da temporada sairia para o West Ham de Inglaterra. Também ali, Futre foi apoquentado pelas lesões, não conseguindo jogar com regularidade.

Na temporada 1997/1998, Paulo Futre voltou ao Atlético de Madrid, clube onde nunca deixou de ser idolatrado. Vestiu a camisola colchonera em 10 partidas, mas ainda naquela temporada, voltou a mudar-se, desta feita para o Japão.

Terminou a sua carreira no Yokohama Flügels, com 10 presenças e 3 golos, no campeonato japonês.

Ao serviço da seleção portuguesa, o extremo disputou 41 partidas e apontou 6 golos. Futre esteve presente na fase final do Campeonato do Mundo do México de 1986, competição de memória para a seleção portuguesa que se viu afastada logo na fase de grupos.

Para a história ficaram os escândalos envolvendo jogadores portugueses e prostitutas, reivindicações e greves.

Paulo Futre voltou para a ribalta em Março de 2011, quando integrou a candidatura de Dias Ferreira à presisdência do Sporting Clube de Portugal.

Em caso de vitória de Dias Ferreira, Paulo Futre seria o Diretor Desportivo do clube, cargo que aliás, já desempenhara no Atlético de Madrid.

Durante uma conferência de imprensa, destinada a discutir as suas ideias para o clube, Futre declarou pretender contratar “o melhor jogador chinês da atualidade” e defendeu ainda a criação de todo um departamento no clube, para potenciar os efeitos dessa contratação.

As imagens desta conferência de imprensa tornaram-se virais, multiplicando as montagens e as rábulas.

Dias Ferreira acabou por não vencer as eleições e ainda não seria desta que Paulo Futre voltaria ao Sporting. O certo é que o antigo jogador soube aproveitar todo o mediatismo criado em seu redor.

Para além de inúmeras campanhas publicitárias, Futre tornou-se presença assídua nos jornais e nas revistas. Poucos meses depois estreou-se como ator, na telenovela da SIC “Laços de Sangue”.

Futre tem na atualidade o seu próprio programa na televisão por cabo TVI 24, chamado “A Noite do Futrebol”. O programa é um talk-show bem humorado, centrado no futebol.

Paulo Futre tem dois filhos, Fábio e Paulo. Fábio também é futebolista, jogando atualmente na equipa B do Cádiz. Paulo Futre tem também três sobrinhos futebolistas: Cláudio, André e Artur, que curiosamente, jogam os três no Olímpico Montijo. O clube da cidade natal de Futre.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Esta matéria tem 1 Comentário
  1. Avellana Reply

    El artículo está muy bien, ¿pero de dónde está fusilado y traducido con el traslator de google? Si coges algo de internet deberías citarlo (Ahí va un ejemplo simple, Un conto no es una historia como te traduce lo que sea que hayas utilizado, sino mil escudos de la época, así que 900 contos no son 900 historias sino 900 mil escudos)

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