Paulo Portas

Paulo de Sacadura Cabral Portas nasceu em Lisboa, a 12 de Setembro de 1962. Filho de Nuno Portas, arquiteto de profissão e de Helena de Sacadura Cabral, uma reputada economista e jornalista. É irmão de Miguel Portas, seu rival político de esquerda e meio-irmão de Catarina Portas, empresária e jornalista.

Estudou numa escola privada, o Colégio de São João de Brito e licenciou-se em Direito na Universidade Católica Portuguesa, com uma média de 12 valores. Com apenas 15 anos estreou-se no jornalismo, integrando a redação de O Tempo, como estagiário. Trabalhou de seguida nas publicações A Tarde e Semanário.

Paulo Portas Antes e Depois & Biografia

1980 (18 anos) – 2011 (49 anos)

 

Em 1975, iniciou-se na vida política aderindo à Juventude Social Democrata, fortemente influenciado pela admiração que sentia pelo então líder social democrata, Francisco Sá Carneiro. Dirigiu durante algum tempo o jornal oficial da estrutura Pelo Socialismo. Em 1979, filiou-se mesmo no Partido Social Democrata (PSD). Em 1982 abandonou definitivamente as duas entidades.

Juntamente com Miguel Esteves Cardoso fundou o jornal O Independente, em 1988. Esteves Cardoso foi o primeiro diretor, mas foi substituído por Portas que se notabilizaria ao serviço do jornal. Utilizando as páginas do jornal, Portas atacou frequentemente o governo do partido a que pertenceu na juventude, chefiado então por Aníbal Cavaco Silva.

O Independente adquiriu grande visibilidade na década de 90, quando semana após semana fazia manchetes polémicas, denunciando casos de corrupção, uso indevido de dinheiro público, pondo assim em cheque figuras públicas.

De ministros a políticos foram muitos os visados. O semanário também teve um papel importante na evolução do CDS e posterior mutação para Partido Popular. Uma redução drástica no número de exemplares vendidos e a obrigação de pagar várias indemnizações, derivadas de processos de calúnias e difamação, conduziriam à venda e posterior encerramento da publicação. Na mesma altura, foi professor de História das Ideias Políticas, na Universidade Moderna de Lisboa, onde também liderou a Amostra, o centro de sondagens da universidade.

Em 1995 deixou a direção do jornal, para entrar na vida política ativa. Juntou-se ao Centro Democrático Social (CDS) e foi eleito deputado à Assembleia da República, pelo círculo eleitoral de Aveiro. Juntamente com o então líder Manuel Monteiro, Paulo Portas, ajudou a revitalizar a imagem e a orientação política do partido, que se passou a designar Centro Democrático Social – Partido Popular (CDP-PP).

Em 1997, o partido não foi feliz nas eleições autárquicas e Manuel Monteiro apresentou a demissão. Seguiu-se a convocação do XVI Congresso, realizado em Braga. Manuel Monteiro apoiou Maria José Nogueira Pinto e Portas, incompatibilizado com a anterior direção resolveu avançar também.

Ao ser eleito presidente do CDS-PP, tentou voltar a unir a estrutura do partido e promover um regresso às suas origens democrático-cristãs. Nas eleições legislativas realizadas em 1999, o CDP-PP conseguiu manter o número de deputados que já tinha, assegurando a presença de 15 elementos na Assembleia da República.

Em 2001, o Partido Socialista sofreu uma forte derrota nas eleições autárquicas e António Guterres, Primeiro-Ministro à época, apresentou a demissão, levando o país a novas eleições legislativas. Nas legislativas de 2002, o PSD venceu com maioria relativa, sendo obrigado a procurar um parceiro para poder governar o país.

A escolha recaiu no CDS-PP, dando origem à Coligação Democrática. O CDS ficou com três ministérios, Paulo Portas como Ministro do Estado e da Defesa Nacional, Bagão Félix com a pasta do Trabalho e Celeste Cardona na Justiça.

Com a saída de Durão Barroso para a Comissão Europeia, foi nomeado um novo governo, dessa feita chefiado por Pedro Santana Lopes e Paulo Portas passou a ser o Ministro de Estado e Ministro da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar. O XVI Governo Constitucional estaria apenas 4 meses em funções.

A passagem de Portas pelo ministério da Defesa Nacional ficou irremediavelmente marcada pela polémica da compra dos submarinos. Este caso refere-se ao concurso público para aquisição de dois submarinos da Classe Tridente, por parte do governo português à empresa alemã Germain Submarine Consortium.

O contrato de venda dos submarinos, na ordem dos 880 milhões de euros terá sido conseguido de forma ilícita, através de subornos e da simulação de negócios de consultadoria. A investigação abrangeu ainda outros aspetos polémicos como o financiamento ilegal de partidos e o tráfico de influências.

Entre os movimentos detetados encontra-se um depósito em numerário, de mais de um milhão de euros, numa conta do CDS. Paulo Portas foi um dos elementos alvo de escutas. Em Junho de 2011, o processo encontrava-se paralisado por falta e meios para prosseguir com a investigação.

Também como resultado da sua passagem pelo ministério da Defesa, surgiu o episódio das fotocópias de segredos de Estado. Em 2007, foi revelado, que Paulo Portas, antes de cessar funções no referido cargo, havia fotocopiado mais de 60 mil páginas, entre as quais se encontravam informações consideradas segredo de Estado.

Portas também se viu envolvido na polémica da Universidade Moderna, quando informações recolhidas pareciam indicar que Paulo Portas e a sua mãe teriam recebido ofertas para ajudar a promover a visibilidade da instituição junto das altas esferas da sociedade portuguesa. Entre as ofertas recebidas, encontrar-se-ia um veículo de luxo da marca Jaguar.

Nas eleições legislativas realizadas a 5 de Junho de 2011, repetiu-se o cenário eleitoral de 2002. O PSD venceu as eleições com maioria relativa e viu-se assim obrigado a procurar uma aliança junto do CDS. Num cenário de grave crise económica foram necessários vários dias de reunião, para que efetivasse o acordo entre os dois partidos. Portas assumiu o cargo de Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

A postura política de Paulo Portas tem sido muitas vezes criticada e apelidada de populista. Tal não impede, que a cada nova campanha eleitoral, Portas retome o seu já habitual percurso nos mercados e feiras de todo o país, onde não se coíbe de manter um contato próximo com os eleitores.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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