Pé Torto Congênito - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Pé Torto Congênito

O pé torto congênito é uma malformação congénita que ocorre em um ou ambos os pés do bebé durante a fase de gestação, o que faz com que o bebé nasça já com este problema.

Conforme o próprio nome indica, esta patologia caracteriza-se pelo facto de um ou ambos os pés nascerem tortos, e nomeadamente virados para dentro.

Caso o problema afecte apenas um pé é designado por pé torto congénito unilateral e caso afecte ambos os pés é designado por pé torto congénito bilateral.

Poderão existir várias causas para este problema ocorrer, entre os quais a forma como o bebé se encontra colocado durante a fase de gestação, entre outras potenciais causas como por exemplo alterações genéticas.

No entanto, mais adiante iremos falar de uma forma mais concreta a que conclusões se chegou até hoje relativamente às causas do pé torto congénito.

Quanto a uma potencial cura para o problema, o pé torto congénito é um problema que efectivamente tem cura. E ainda mais animador que isso é que essa cura é uma cura eficaz e com tratamentos que permitem que se cheguem a resultados óptimos.

Existe um método muito conhecido para tratar o problema, chamado de método de Ponseti, baseado na utilização de botas ortopédicas apropriadas e gesso. Este tratamento, se aplicado de forma correcta logo após o nascimento, poderá permitir ao bebé andar de forma normal numa fase mais tardia do seu crescimento.

No entanto, este tratamento não é o único tratamento disponível e eficaz. Nos casos em que o método de Ponseti não esteja a fornecer os resultados esperados, a cirurgia é outra opção que podemos seguir.

Contudo, é relevante mencionar que este método não permite uma qualidade de vida tão boa, porque em alguns casos manter-se-ão sequelas do pé torto congénito, ainda que a criança consiga andar na mesma de forma normal.

Essas sequelas serão dores nas pernas, perda de força nos músculos dos pés e das pernas, entre outros problemas, que no entanto poderão ainda ser diminuídos através de fisioterapia.

Para efeitos médicos e legais, o pé torto congénito pode ser considerado como uma deficiência física. No entanto, este estatuto só lhe pode ser concedido caso desta doença derivem limitações ou dificuldades que comprometam significativamente a realização de tarefas diárias normais ou actividades profissionais.

Contudo, um médico especialista tem de atestar a presença e gravidade do problema do pé torto congénito e as suas consequências ao nível da vida pessoal e profissional.

Tratamento para pé torto congênito

Conforme já foi anteriormente referido, o tratamento preferencial para o pé torto congénito é o método de Ponseti, embora a cirurgia possa também ser outra solução.

Seja qual for o tratamento escolhido, este deverá ser iniciado logo nos primeiros 15 dias de vida do bebé, sob pena de os resultados já não serem tão satisfatórios se o tratamento for iniciado posteriormente a este período de tempo.

No método de Ponseti, o que é feito na prática (por um ortopedista) é a manipulação das pernas do bebé. Depois desta manipulação, é colocado semanalmente gesso, durante cerca de pouco mais de um mês (aproximadamente 5 semanas).

Depois de passadas estas semanas, a criança deverá passar a utilizar umas botas ortopédicas durante 3 meses, 23 horas por dia. Depois dos 3 meses, deverá continuar a utilizá-las até aos 3/4 anos de idade, mas apenas durante a noite.

Este tratamento deverá conseguir resultados suficientes no sentido de restabelecer o andar normal do bebé. No entanto, caso tal não se verifique, resta então a cirurgia.

Na cirurgia consegue-se melhorar o problema do pé torto, mas conforme já referido ao longo do tempo poderão ficar algumas sequelas. No entanto, uma fisioterapia para o problema do pé torto congénito poderá ajudar a melhorar a posição dos pés e fortalecer os músculos das pernas e pés.

Causas do pé torto congênito

Apesar de terem já sido referidas algumas potenciais causas para o problema do pé torto congénito, a verdade é que causas conclusivas e aceites por toda a comunidade científica não são ainda consensuais.

Alguns investigadores afirmam que se trata de uma alteração ao nível genético. Outros investigadores afirmam que o problema se deve a uma malformação ao nível ósseo e dos ligamentos, não precipitada por qualquer tipo de factor genético aparente.

Atualizado em 12 agosto 2014

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