Pedro Abrunhosa

Pedro Machado Abrunhosa nasceu no Porto, a 20 de Dezembro de 1960. Com doze anos de idade tem o primeiro contacto mais formal com a música, na Escola de Música Ruvina, mas apenas aos 16 anos se dedicaria de forma empenhada à sua aprendizagem.

Pedro Abrunhosa Antes e Depois

Assim, com essa idade estudou Análise, Composição e História da Música, com os professores Jorge Peixinho e Álvaro Salazar, na Escola de Música do Porto. Seguiu depois para o Conservatório, para estudar Composição, tendo como professor Cândido Lima.

Sensivelmente na mesma altura, foi convidado para se juntar ao Grupo de Música Contemporânea de Madrid, coordenado por Enrique Macias. Com este grupo participou em diversos espetáculos, em Espanha e Portugal.

Prosseguiu depois a sua formação com o Curso de Pedagogia Musical, com Jos Wuytac, o conceituado e multifacetado músico e compositor belga. Ainda bastante novo começou a dar aulas na Escola de Música do Porto e pouco tempo depois, também na Escola do Hot Clube, em Lisboa e na Escola de Música Caiús.

Em Madrid estudou com nomes como Todd Coolman, Steve Brown, Gerry Nyewood, Joe Hunt e Wallace Rooney, isto em 1984. Estudou depois contrabaixo com Alexandro Erlich Oliva. Um ano depois regressou a Espanha, para participar nos Semanários Internacionais de Jazz, voltando a trabalhar com os músicos que havia encontrado um ano antes.

Em 1985 criou ainda o quarteto “Banda e Bolso”, onde se destacava também o guitarrista espanhol Joaquin Iglesias. Voltou a participar no Seminário Internacional de Jazz de 1986, que decorreu desta feita em Sevilha, na ocasião encontrou músicos como Hoku Kim, Stan Strickland, Brad Hartfield e Bob Moses.

Em Portugal participou nos Seminários de Direção e Interpretação de Big Banda, promovidos pela Fundação Gulbenkian, durante os quais foi escolhido como contrabaixista da orquestra em formação. Na mesma altura, realizou e produziu o programa radiofónico “Ate Jazz”, emitido pelo Rádio Clube do Porto.

Até à primeira metade da década de 90, Abrunhosa continuo bastante ativo no circuito nacional do Jazz, fazendo tournées com os músicos Tommy Halferty, Ramon Cardo, Boulou Ferre, Elios Ferre, entre outros. Foi depois um dos fundadores da Escola de Jazz do Porto, onde ensinou diversas cadeiras.

Nesta altura, também sobressaiu a capacidade de composição de Pedro Abrunhosa. O músico escreveu a banda sonora para os filmes “Amour en Latin” de Serge Abramovic e para “Adão e Eva” de Joaquim Leitão. Também são sua autoria foi a música das peças A Teia”, “O Aniversário da Infanta” e “Possessos do Amor”.

Abrunhosa fundou a Cool Jazz Orchestra, que após três anos de atividade se viria a converter na banda “Pedro Abrunhosa e a Maquina do Som”, já com ênfase para os seus próprios trabalhos originais.

O sucesso comercial e a notoriedade chegaram em 1994, com a edição de “Viagens”, álbum gravado com os “Bandemónio”. Este álbum teve a chancela da editora multinacional Polygram e lançou Abrunhosa para o estrelato. Este trabalho contou com a colaboração do saxofonista de James Brown, Maceo Parker.

O álbum “Viagens” alcançou a tripla-platina, vendendo mais de 130 mil exemplares. Após a edição do CD, Abrunhosa começou uma longa série de mais de 120 concertos, passando por países como Brasil, Espanha, Macau, Luxemburgo, França e Estados Unidos. Estima-se que 850 mil pessoas tenham assistindo aos concerto no âmbito da tournée “Viagens”.

Em 1995, foi lançado o EP “F” e um livro que se debruçou sobre as viagens do grupo, que teve a participação de autores e fotógrafos consagrados.

O segundo álbum de Pedro Abrunhosa & Bandemónio, “Tempo” foi lançado em 13 de Novembro de 1996 e contou com um agrupamento renovado nos Bandemónio. Este novo trabalho conseguiria suplantar o êxito do álbum de estreia, chegando à quádrupla platina, com mais de 180 mil unidades vendidas.

“Tempo” surpreendeu pelo cuidado em todo o trabalho de produção. Abrunhosa gravou em Nova Iorque, Memphis e Minneapolis e trabalho com os New Power Generation, a banda de Prince e com Tom Tucker, engenheiro de som que costumava acompanhar o prestigiado artista norte-americano.

O álbum contou com a participação de artistas convidados, como Rui Veloso, Carlos do Carmo e Opus Ensemble. No ano seguinte, foi editado “Tempo – Remixes e Versões”.

No âmbito do Fesival dos Cem Dias, Abrunhosa compôs e produziu o musical “Rapaz de Papel”.

Participou na Expo 98, a convite de Caetano Veloso. Nesse mesmo ano foi o protagonista do filme “A Carta”, de Manoel Oliveira. Este filme foi rodado em vários locais: Lisboa, Londres, Paris, Itália e Nova Iorque e contou com a participação de Chiara Mastroianni. “A Carta” recebeu o Grande Prémio do Júri, no Festival de Cinema de Cannes.

Em 1999, foi editado “Silêncio”, trabalho em que Pedro Abrunhosa & Bandemónio exploraram novas sonoridades. Contudo, este trabalho não alcançou os mesmos níveis de recetividade dos dois anteriores, ficando-se pelas 40 mil unidades comercializadas.

Abrunhosa voltou às edições em 2002, com “Momento”, álbum que se tornou um enorme sucesso em Portugal. “Momento” atingiu a dupla-latina, superando as 90 mil unidades vendidas e durante dois anos, foi a música mais tocada em Portugal, alcançado um enorme tempo de airplay.

No ano seguinte, foi editado “Palco”, um álbum triplo que reuniu diversos concertos ao vivo. Também este trabalho conseguiu bastante sucesso,vendendo 72 mil unidades.

Em 2004, Abrunhosa teve o direito a encerrar o Rock In Rio Lisboa, fechando dessa forma uma digressão que o levou a fazer mais de 120 espetáculos.

O quinto álbum de estúdio de Abrunhosa, com os Bandemónio foi lançado em 2007, com o título “Luz”. Apesar das críticas positivas e de bastante airplay, o álbum ficou-se por um relativo sucesso comercial.

No decurso de uma gala do programa da SIC “Ídolos”, Abrunhosa caiu quando se preparava para atuar. A queda não teve consequências físicas para o cantor, que reagiu com bom disposição, mas tornou-se bastante mediática, surgindo rapidamente milhares de vídeos e de montagens alusivas ao momento.

Em Abril de 2010 foi lançado “Longe”, o primeiro álbum de Abrunhosa sem os “Bandemónio”, e com uma nova formação os Comité Caviar. O álbum chegaria à platina.

No início de 2012, Pedro Abrunhosa foi apresentado como um dos novos júris do programa “Ídolos”.

Pedro Abrunhosa Sem Óculos – Natal dos Hospitais 1989

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Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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