Peixe – Benefícios e Importância do peixe na alimentação humana

Vai um peixinho?

Da bem portuguesa sardinha ao exótico peixe espada, passando pelos “jaquinzinhos”, quase tudo se pode comprar nos mercados de peixe portugueses. Fresco e a saltar!

Peixes Selvagens Capturados

Portugal é, desde há muito, considerado um dos países mais ricos em peixe. Já no século XVIII, viajantes de outros cantos do mundo, referiam que o mercado de peixe de Lisboa, era um dos mais bem abastecido da Europa, quer em quantidade quer em variedade.

Hoje, passados mais de dois séculos, o cenário é idêntico – nos mercados lusos encontra-se uma enorme variedade, que espanta e faz inveja a muitos estrangeiros apreciadores de bom peixe fresco!

Da bem portuguesa sardinha, ao exótico peixe espada, passando pelos pequeninos carapaus (mais conhecidos por “jaquinzinhos”) quase tudo se pode comprar fresco e a saltar!

Para aumentar as hipóteses de escolha, existem ainda os peixes ultracongelados prontos a usar e cozinhar…

Importância do peixe na alimentação

O peixe é uma excelente fonte de proteínas. Podendo conter, dependendo da espécie, 15 a 20% de proteínas, valores um pouco inferiores ao da carne. O valor calórico do peixe depende essencialmente do seu conteúdo em gordura. E existem:

Os magros, cujo conteúdo em gordura não ultrapassa um por cento (bacalhau, atum fresco, pescada);

Os meio gordos, que contêm sete a oito por cento de gordura (congro, cavala, truta),

Os gordos, cujo valor em gordura é superior a 15 por cento (sardinha, salmão, enguia).

Embora exista ainda alguma controvérsia no que diz respeito aos efeitos benéficos da gordura do peixe na saúde, esta parece ter importância na prevenção de doenças cardiovasculares.

A ideia de que a gordura do peixe pode proteger contra a doença cardíaca deriva de numerosos estudos que indicam que os ácidos gordos existentes na gordura do peixe, denominados de Ómega-3, inibem a agregação das plaquetas na corrente sanguínea, factor importante na ocorrência de ataques cardíacos.

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Outros estudos sugerem que este tipo de ácidos gordos estabilizam o ritmo cardíaco reduzindo, assim, a possibilidade de paragem cardíaca.

De qualquer forma, apesar de o peixe dever entrar na nossa alimentação diária com alguma regularidade (pelo menos duas a três vezes por semana), não será apenas o seu consumo que impedirá o desenvolvimento de eventuais doenças cardiovasculares.

O baixo teor em gordura (sobretudo peixes magros) e tecido conjuntivo, faz do peixe alimento de muito mais fácil digestão que a carne.

O peixe é ainda um excelente fornecedor de minerais como, por exemplo, o iodo e o fósforo, de vitamina B1, vitamina A e de vitamina D (encontrando-se estas duas últimas essencialmente no fígado de peixe).

Valor nutricional de alguns peixes com importância na alimentação portuguesa

Peixe (100 g)Valor calórico
(calorias)
Proteína (g)Gordura (g)Hidratos de carbono (g)
Atum fresco10624.50.80.2
Bacalhau seco14334.70.5
Carapau9919.52.30.1
Cavala15320.08.00.2
Cherne8619.70.70.2
Congro14719.17.80.1
Corvina8819.11.20.2
Garoupa9520.51.40.1
Peixe espada8419.20.80.1
Pescada7417.40.40.1
Sardinha23018.817.20.1
Solha8721.10.30.1

PEIXE FRESCO: como escolher e conservar

O peixe deve ser consumido extremamente fresco, porque altera-se muito rapidamente, o que dá origem à formação de toxinas.

Além disso, quando consumido pouco fresco pode, em indivíduos mais sensíveis, provocar urticária devido à conversão da histidina (componente muito abundante no peixe) em histamina(agente alergénico).

Por isso, SE SUSPEITAR DA FRESCURA DO PEIXE, NÃO COMPRE!

O peixe fresco conserva-se em bom estado durante quatro dias no máximo, após ter sido eviscerado e limpo, a uma temperatura entre um e quatro graus centígrados (frigoríficos caseiros).

Obviamente, quanto mais elevada for a temperatura, menor será o seu tempo de conservação.

De um modo geral, peixe pequeno ou cortado, altera-se mais rapidamente do que um peixe inteiro ou de grande dimensões.

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PEIXE CONGELADO: compra e conservação

A congelação rápida do peixe permite reduzir alterações químicas e, ao mesmo tempo, inibe o desenvolvimento de microrganismos.

No entanto, o peixe congelado não se conserva eternamente! Depois de algum tempo, pode evidenciar sinais de desidratação (como, por exemplo, extremidades secas e amareladas).

Se, antes de ser adquirido pelo consumidor, o peixe for exposto a temperaturas superiores a -18°C, a embalagem pode apresentar grandes cristais de gelo no seu interior, provocando assim, queimaduras na superfície do peixe.

Para que o peixe congelado mantenha as suas características de frescura habitue-se a seguir o seguinte procedimento:

Na lista de compras, deixe o peixe para último lugar, e coloque-o no congelador logo que chegue a casa;

Evite encher demasiado o congelador para que o ar possa circular facilmente;

Consuma o alimento antes da data de validade inscrita na embalagem.

Como saber se um peixe é mesmo fresco?

Quem já teve oportunidade de sentir o odor um peixe pouco fresco, tem ideia de como pode cheirar uma peixaria de má qualidade. Nada agradável?

No entanto, ATENÇÃO: a total ausência de odor não quer dizer que o peixe esteja em perfeitas condições! Quando escolher peixe fresco, verifique sempre se:

Os olhos se apresentam brilhantes e ligeiramente salientes. Poucos são os peixes frescos que apresentam os olhos turvos;

A carne parece firme e brilhante. O contrário, significa que o peixe já não é fresco;

O músculo (carne do peixe) tem boa aderência à espinha central;

Quando inteiro, as guelras se apresentam bem vermelhas e sem visco.

As escamas estão bem coladas à pele.

A pele não se apresenta demasiado viscosa.

Após uma pressão feita com o dedo, o músculo do peixe volta à forma inicial.

Existe escurecimento nas extremidades do músculo, ou descoloração amarelada. Se existe é porque já não é fresco.

O peixe cheira a maresia e não tem cheiro amoniacal.

Congelados de confiança

Quanto aos peixes congelados, desde que bem congelados e conservados, não há, na minha opinião, razão para desconfiar do seu valor alimentar.

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Além da sua utilização extremamente prática, apresentam um valor nutritivo comparável ao dos peixes frescos. Isto porque os métodos modernos de congelação (ultracongelação), permitem manter intactos a cor, o sabor e as características nutricionais do peixe fresco.

Os peixes ultracongelados são, na maioria das vezes, congelados imediatamente após a pesca, ainda a bordo dos barcos pesqueiros, com recurso a temperaturas extremamente baixas.

Descongele com cuidado

Para uma descongelação adequada, retire o peixe do congelador e deixar na parte de baixo do frigorifico durante 12 a 24 horas. Entretanto, vá retirando o líquido que escorrer da embalagem, para que o peixe não fique nele mergulhado.

Se se esqueceu de descongelar o peixe para o jantar, coloque-o directamente congelado dentro da água de cozedura ou num molho à sua escolha.

Importante:
NÃO VOLTE A CONGELAR UM PEIXE QUE JÁ FOI DESCONGELADO!



21. junho 2010 by admin

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