Pericardite Constritiva

PERICARDITE CONSTRITIVA – CAUSAS, SINTOMAS E CARACTERISTICAS DO DIAGNOSTICO

Espessamento fibrótico do pericárdio, com restrição do enchimento cardíaco e redução do débito cardiaco.

Pode ocorrer após tuberculose, cirurgia cardíaca, radioterapia ou pericardite viral, urêmica ou neoplásica.

Início gradual de dispnéia, fadiga, fraqueza, edema dos pés e aumento de volume do abdome; com frequência, predominam sintomas de insuficiência cardiaca direita, com ascite, às vezes desproporcional ao edema dos pés.

O exame físico revela taquicardia, distensão venosa jugular elevada com rapida deflexão y, sinal de Kussmaul, hepatoesplenomegalia, ascite, “batida pericárdica” após B2 e edema periférico.

Calcificação pericárdica na radiografia de tórax, em menos da metade dos casos; o eletrocardiograma pode revelar baixa voltagem do QRS; as provas de função hepática são anormais devido à congestão passiva.

O ecocardiograma pode mostrar pericárdio espesso e função ventricular esquerda normal; a TC ou a RM são mais sensíveis para revelar a patologia pericárdica; o cateterismo cardíaco mostra um padrão de “mergulho e platô” nos traçados da pressão diastólica ventricular esquerda e direita, com deflexão y proeminente (ao contrário da miocardiopatia restritiva)

DIAGNOSTICO DIFERENCIAL

  • Tamponamento cardíaco
  • Infarto ventricular direito
  • Miocardiopatia restritiva
  • Cirrose com ascite (diagnóstico errôneo mais comum)

PERICARDITE CONSTRITIVA TRATAMENTO

  • O tratamento agudo geralmente inclui diurese leve.
  • A terapia definitiva consiste em ressecção do pericárdio; eficaz em até 50% dos pacientes.
  • Avaliação para tuberculose.

Dica

Deve-se excluir a possibilidade de constrição em pacientes com ascite de início recente; é a causa mais tratável.

Referência
Thoughton RW, Asher CR

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Última atualização da página em 18/05/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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