Pílula dos 5 Dias – Novo método de contracepção oral de emergência

Pílula dos 5 dias já está à venda:

As mulheres portuguesas têm agora um novo método de contracepção oral de emergência, o acetato de ulipristal. Esta pílula previne uma gravidez quando tomada até cinco dias após uma relação sexual não protegida ou em caso de falha do método contraceptivo.

Teresa Bombas, Tereza Paula, Amélia Pereira Coutinho e Maria José Alves anunciaram a introdução do novo método anticoncepcional no mercado português.
Até agora, os contraceptivos orais de emergência preveniam uma gravidez indesejada quando tomados nas primeiras 72 horas após a relação sexual não protegida, apresentando, contudo, uma diminuição da sua eficácia de dia para dia. Mas a nova pílula, que tem como substância activa o acetato de ulipristal, pode ser tomada até cinco dias após uma relação sexual desprotegida sem comprometer a sua eficácia.
Trata-se de um meio que “dá à mulher mais tempo para agir com segurança. Porque errar é humano, às vezes falha-nos a contracepção que usamos e é para isso que a pílula de emergência serve”, explicou Amélia Pereira Coutinho, administradora da Tecnifar, na apresentação oficial do fármaco, no passado dia 17 de Março, em Lisboa. Da mesma opinião, Teresa Bombas, da Sociedade Europeia da Contracepção, afirmou que “Portugal utiliza meios de contracepção modernos, à semelhança do resto da Europa. Esta pílula de emergência surge para evitar gravidezes não planeadas e por conseguinte prevenir o aborto”.
Segundo Maria José Alves, membro da Associação Portuguesa de Planeamento Familiar (APPF), a nova opção de contracepção traz uma grande vantagem: “ser eficaz durante 120 horas, o que faz com que mais mulheres previnam a gravidez indesejada”. A ginecologista explicou que a nova pílula necessita de prescrição médica e que o preço (29, 09 euros) é três vezes mais elevado do que o da pílula do dia seguinte, o que “pode ser um bloqueio ao acesso deste novo contraceptivo”.
Assim, a especialista considera “necessário que todos os médicos divulguem este meio, falem atempadamente sobre esta opção e dispensem, à priori, uma receita para que a mulher a use quando necessário”.
Mais acrescentou: “É muito importante não deixar de falar no preservativo contra as doenças sexualmente transmissíveis”. Sobre se existe risco das mulheres adoptarem este tipo de contracepção como um método regular, Maria José Alves afirmou que “às vezes valorizamos mais a contracepção regular do que a de emergência, mas a verdade é que fazer contracepção é sempre uma atitude responsável”. A responsável da APPF referiu ainda que uma das razões pelas quais as mulheres podem e devem fazer “a contracepção regular é porque é muito mais eficaz” e porque “a contracepção de emergência não previne as doenças sexualmente transmissíveis”.

Práticas das mulheres portuguesas

Tereza Paula, da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), apresentou um estudo realizado em 2005, pela SPG, que analisou as práticas contraceptivas das mulheres portuguesas. “É interessante verificar que quando as mulheres se esqueciam de tomar a pílula, as opções dividiamse quase igualmente entre usar um outro método, não fazer nada e tomar duas”, assinalou a especialista durante a conferência de apresentação do medicamento.

O estudo, que incluiu uma amostra constituída por 1362 mulheres, com idade média de 32 anos, revelou que 87 por cento afirmou estarem informadas sobre os métodos contraceptivos existentes e de terem falado sobre este tema com o ginecologista. Cerca de 82 por cento das inquiridas referiu utilizar um método contraceptivo; 70 por cento admitiu esqueceremse de tomar a pílula um a três ciclos por ano; e 37 por cento já tinha suspeitado que podiam estar grávidas sem o desejar.

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Última atualização da página em 30/11/16 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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