Planeta Júpiter - Fotos Antes e Depois
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Planeta Júpiter

Na mitologia romana, Júpiter era o rei dos deuses, o imperador do Olimpo e o patrão do estado Romano. No equivalente grego toma o nome de Zeus (filho de Cronos). Provavelmente por ser o maior planeta do sistema solar, Júpiter adopta o nome que tem. Júpiter é o planeta mais massivo do sistema solar; com quatro luas grandes e muitas outras menores, forma uma espécie de mini sistema solar. De facto, Júpiter até faz lembrar uma estrela se olharmos para a sua composição, e se fosse apenas 80 vezes mais massivo, ter-se-ia tornado numa estrela em vez de um planeta.

A sua massa é duas maior do que a de todos os outros planetas, luas, asteróides e cometas do sistema juntos. Todos os planetas interiores (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte) são largamente constituídos por rocha. Júpiter é o primeiro dos gigantes gasosos, e ao contrário dos planetas interiores, não tem uma superfície por assim dizer, apenas várias camadas de nuvens que são mantidas juntas pela gravidade do planeta.

O seu raio está próximo dos 71500 km, o seu movimento de translação tem uma duração de quase 12 anos, enquanto o movimento de rotação é o mais rápido do sistema solar com cerca de 9 horas e 50 minutos. Todavia, Gian Domenico Cassini concluiu no ano de 1690 que diferentes zonas do planeta rodam a velocidades diferentes: perto dos pólos, o período de rotação chega quase às 9 horas e 56 minutos, o que vem reforçar a ideia de que o seu interior é, em grande parte, líquido.

A 7 de Janeiro de 1610, utilizando o seu primitivo telescópio, Galileo Galilei avistou quatro corpos perto de Júpiter: o astrónomo tinha acabado de descobrir as suas quatro maiores luas – Io, Europa, Ganímedes e Calisto, sendo estas hoje conhecidas como “satélites galileanos”. Ao serem descobertas novas luas na órbita de Júpiter, a existência destas é comunicada pelos astrónomos e recebem uma designação temporária pelo International Astronomical Union; assim que as suas órbitas são confirmadas, passam a ser incluídas na já larga lista de luas de Júpiter. Não incluindo as “luas temporárias”, Júpiter já conta com 50. Galileo ficaria surpreendidíssimo com o que já descobrimos sobre Júpiter e as suas luas, maioritariamente a partir de uma missão da NASA que tem o seu nome. Io é o corpo mais activo vulcanicamente no nosso sistema solar, Ganímedes é o maior satélite natural e a única lua em todo o sistema e possuir campo magnético. Um oceano líquido pode estar por debaixo da crosta de Europa, e oceanos gelados podem ainda estar por baixo das crostas de Calisto e Ganímedes.

A aparência de Júpiter faz lembrar uma tapeçaria de bonitas cores e elementos atmosféricos interessantes. As nuvens mais visíveis são essencialmente compostas por amoníaco. O vapor de água existe mais abaixo e pode ser visto em alguns locais entre as nuvens. As “riscas” que vemos no planeta são cintos negros e zonas claras criadas por ventos muitos fortes em sentido este-oeste na camada superior da atmosfera de Júpiter. Sistemas dinâmicos de tempestades têm lugar em alguma frequência no planeta: a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade gigante, pode ser observada desde 1800, e três tempestades uniram-se para formar o Pequena Mancha Vermelha, que tem cerca de metade do tamanho do Grande Mancha Vermelha.

A composição do Planeta Júpiter é muito semelhante à do Sol – os elementos principais são sobretudo hidrogénio e hélio. Mais abaixo na atmosfera, a pressão e temperatura aumentam, comprimindo o hidrogénio gasoso e fazendo-o tornar-se líquido. A profundidades de cerca de 1/3 mais para baixo, o hidrogénio torna-se metálico e condutor eléctrico. Nesta camada metálica, o campo magnético poderosíssimo de Júpiter é gerado por correntes eléctricas levadas a cabo pelo movimento de rotação muito rápido do planeta. No centro, a imensa pressão pode suportar um núcleo rochoso com o tamanho aproximado da Terra.

O enorme campo magnético de Júpiter é cerca de 20000 vezes mais poderoso que o da Terra. Presas dentro da magnetosfera de Júpiter (a área onde as linhas do campo magnético envolvem o planeta de pólo a pólo) estão enxames de partículas carregadas. Os anéis e as luas de Júpiter estão embutidos num intenso cinto de radiação de iões e electrões presos pelo campo magnético. A magnetosfera joviana, comprimindo estas partículas e campos, sopra 1 a 3 milhões de km na direcção do Sol e diminui para um uma cauda em forma de cone que se estende por mais de um bilião de km atrás de Júpiter até à órbita de Saturno.

Descobertos em 1979 pelo Voyager 1 da NASA, os anéis de Júpiter foram uma grande surpresa: um anel principal achatado, e um anel mais interno com aspecto de nuvem chamado de halo; ambos são compostos por partículas pequenas e escuras. Um terceiro anel conhecido por “anel teia de aranha” teve este nome pela sua transparência e é, na verdade, três outros anéis de ruínas de três luas pequenas: Amalthea, Thebe e Adrastea. Dados recolhidos da nave Galileo indicam que o sistema de anéis de Júpiter pode ser formado por poeiras de meteoróides interplanetários que chocaram contra as quatro pequenas e mais internas luas do planeta. O anel principal é provavelmente composto de materiais da lua Metis.

Em Dezembro de 1995, a nave espacial Galileo deitou uma sonda para a atmosfera de Júpiter, a qual permitiu fazer as primeiras medições directas acerca da atmosfera do planeta. Depois, a nave começou um estudo de vários anos das luas maiores de Júpiter. Conforme Galileo começou a sua 29ª órbita, a nave Cassini-Huygens estava perto de Júpiter para efectuar uma manobra com a ajuda da gravidade a caminho de Saturno. Desta forma, ambos os satélites efectuaram observações da magnetosfera, ventos solares, anéis e auroras de Júpiter.

Júpiter irradia mais energia para o espaço do que aquela que recebe do Sol. O seu interior é muito quente: o núcleo está a quase 20000 ºC. O calor é gerado pelo mecanismo Kelvin-Helmholts, a compressão gravitacional lenta do planeta. Devemos contudo reforçar que Júpiter não produz energia por fusão nuclear como no Sol; o planeta é demasiado pequeno e o interior não tem temperatura alta o suficiente para gerar estas reacções nucleares. Isto acontece porque, aquando da sua formação, muita energia gravitacional converteu-se em térmica, mantendo ainda actualmente o seu interior muito quente. Este calor libertado e o movimento de rotação rapidíssimo são os grandes causadores da dinâmica do clima do planeta.

À vista desarmada, o Planeta Júpiter parecerá uma estrela muito brilhante. Com binóculos deveremos conseguir ver uma ou mais das suas luas, e com um telescópio deveremos ser capazes de ver os “cintos” equatoriais com alguma clareza. Júpiter é o quarto objecto mais brilhante no céu ( a seguir ao Sol, à Lua e a Vénus). Como acontece com Marte, a melhor altura para o ver é quando a Terra se encontra entre o planeta e o Sol.

Planetas do Sistema Solar:

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Planeta Úrano
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