Planeta Marte - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Planeta Marte

À vista desarmada, o Planeta Marte parece uma estrela brilhante com uma tonalidade avermelhada. Com um telescópio, parecerá um pequeno disco laranja brilhante. Na mitologia romana, Marte é o deus da guerra (encontrando equivalente em Ares na mitologia grega). O nome surgiu provavelmente da sua cor vermelha, e podemos ainda acrescentar, a título de curiosidade, que o nome do mês Março deriva de Marte. O planeta vermelho, como também é muito chamado, é conhecido desde os tempos pré-históricos. É claro que, a seguir à Terra, é talvez o planeta mais estudado, mas até os telescópios grandes têm dificuldade em vê-lo por ser um ponto tão pequeno.

A órbita de Marte é significativamente elíptica, e uma consequência disto mesmo é a variação de temperaturas. A temperatura média no planeta é de cerca de – 55 ºC, mas a temperatura à superfície pode variar entre os – 133 ºC no pólo norte e 27 º C durante o Verão. Marte é o último dos planetas rochosos e tal como os outros planetas rochosos, a sua superfície foi alterada por actividade vulcânica, impactos, movimentos da crosta, e efeitos atmosféricos, como tempestades de poeiras.

As temperaturas demasiado baixas e a atmosfera pouco densa não permitem que exista água em estado líquido à superfície de Marte durante muito tempo e a quantidade de água necessária para encher os seus grandes canais e chegar à superfície não é conhecida. Desvendar a história da água em Marte é crucial para descobrir a história do seu clima em geral, o que por sua vez nos ajudará a compreender a evolução de todos os outros planetas. Acredita-se que a água é um bem essencial à vida, logo, provas de que existiu ou existe água em Marte podem mostrar se o planeta alguma vez poderia ter sido habitado. O Planeta Marte não tem um campo magnético global, mas a Mars Global Surveyor da NASA descobriu que certas áreas da crosta de Marte no hemisfério sul são altamente magnetizadas. Evidentemente, estes são traços de um campo magnético que se mantém desde há 4 biliões de anos.

O planeta vermelho tem um raio de aproximadamente 3397 km e o seu período de rotação é muito próximo do da Terra: 24 horas e 36 minutos. O eixo de rotação tem uma inclinação também semelhante à da Terra: 25.19 º, o que também é propício à sucessão das estações do ano. Mais no início da sua história, Marte era mais parecido com a Terra: um exemplo é que quase todo o seu dióxido de carbono era utilizado para formar rochas carbonatadas, mas não tendo o movimento de placas da Terra, o planeta não é capaz de “reciclar” o dióxido de carbono de volta para a atmosfera não tendo por isso um grande efeito de estufa, estando por isso a uma temperatura média muito mais baixa do que estaria a Terra no seu lugar.

Com um movimento de translação com aproximadamente 687 dias, Marte poderia ter tido um futuro semelhante ao da Terra, não fossem algumas diferenças em termos de constituição. De facto, Vénus, Terra e Marte formaram-se a partir dos mesmos materiais, e as distâncias ao Sol, apesar de diferentes, são da mesma ordem. Todavia, e como já vimos anteriormente, os três evoluíram de forma diferente, o que terá acontecido pelas pequenas diferenças que os separam. Vénus e a Terra têm quase o mesmo tamanho, mas o primeiro está mais próximo do Sol, factor que terá conduzido a um efeito de estufa ardente e irreversível. A Terra está mais longe do Sol mas surge com um clima equilibrado, o que se explica pelo efeito de estufa ser “controlado” pela água e pelos mecanismos vivos. Por fim, Marte, além de estar mais longe do Sol, ainda é mais pequeno que os outros dois, o que fez com que não fosse capaz de suportar a densidade da atmosfera que lhe permitiria equilibrar o clima do planeta.

Tal como a Terra, Marte passa por diferentes estações do ano devido à inclinação do seu eixo (em relação ao plano de órbita). A sua órbita é ligeiramente elíptica, o que faz com que a sua distância ao Sol varie, provocando as diferentes estações (em Marte, as estações duram mais tempo do que no nosso planeta). As calotes polares de Marte crescem e diminuem com as estações; áreas com camadas junto aos pólos sugerem que o clima do planeta se tenha alterado mais do que uma vez. O vulcanismo nas terras altas e nas zonas planas estava activo há cerca de 3 biliões de anos, mas alguns dos vulcões gigantes que existem no planeta são mais jovens, tendo-se formado há 1 ou 2 biliões de anos. Marte tem a maior montanha vulcânica do sistema solar, o monte Olimpo.

Apesar de ser difícil de apurar detalhes sobre a superfície de Marte a partir da Terra, observações de telescópios mostram alterações relativas às estações e manchas brancas nos pólos. Durante décadas, especulou-se que as áreas brilhantes e escuras de Marte seriam manchas e pedaços de vegetação e que Marte poderia ser um bom local para a existência de vida e que existia água nos pólos.

Quando o Mariner 4 passou por Marte em 1965 (a primeira nave a aterrar no planeta vermelho), muitos ficaram chocados com imagens de uma superfície escura e cheia de crateras: parecia um planeta morto. Contudo, outras missões mostraram que Marte é um membro bastante complexo do sistema solar e que tem muitos mistérios por resolver.

Marte tem uma aparência avermelhada devido a uma combinação observada na sua superfície de minerais que enferrujam; posteriormente, as poeiras destes minerais vão para a atmosfera, dando-lhe o aspecto avermelhado também. A comunidade científica acredita que Marte sofreu grandes cheias há cerca de 3,5 biliões de anos. Apesar de não sabermos de onde veio toda aquela água, quanto tempo durou, ou para onde foi a dita água, missões mais recentes a Marte recolheram pistas intrigantes. Em 2002, a Mars Odyssey detectou depósitos polares ricos em hidrogénio, indicando grandes quantidades de água gelada próxima da superfície. Sucederam-se observações que encontraram hidrogénio noutras áreas também. Se a água gelada permeou o planeta, Marte pode ter camadas substanciais de água congelada.

O interior de Marte é apenas conhecido através de inferência a partir de dados da superfície e das estatísticas gerais do planeta. O mais provável é que tenha um núcleo denso de 1700 km de raio, um manto rochoso talvez mais denso que o da terra e uma crosta fina. Dados recolhidos do Mars Global Surveyor mostram que a crosta de Marte tem cerca de 80 km de espessura no hemisfério Sul, mas apenas 35 km no hemisfério norte.

Como Mercúrio e a Lua, Marte parece não ter movimento de placas tectónicas no presente sendo que não existem provas de movimento horizontal recente (como acontece nas montanhas da Terra). O planeta vermelho tem uma atmosfera fina composta essencialmente por dióxido de carbono (mais de 95%) e azoto, árgon e traços de oxigénio e água. O planeta vermelho, como também é conhecido, tem duas luas pequenas: Fobos e Deimos, ambos bastante deformados, sendo provavelmente asteróides “capturados” pelo planeta. Com a forma de batatas, têm pouca massa para que a gravidade os torne esféricos. Fobos, a lua mais interior, tem muitas crateras à superfície.

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