Planeta Neptuno - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Planeta Neptuno

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Na mitologia romana, Neptuno era o deus dos mares e filho do deus Saturno e irmão de Júpiter e Plutão. Neptuno era inspirado no deus grego equivalente, Poseidon. O gigante gelado Neptuno foi o primeiro planeta a ser localizado por meio de previsões matemáticas em vez das normais observações do céu, ainda que Galileo o tenha avistado e marcado como estrela aquando das observações a partir do seu pequeno telescópio entre 1612 e 1613.
Quando Úrano não tomou as posições exactas que os astrónomos lhe tinham previsto, o matemático francês Urbain Joseph Le Verrier propôs a posição e massa de outro ainda desconhecido planeta que poderia ter sido a causa das mudanças observadas na órbita de Úrano.

Depois de ter sido ignorado pelos astrónomos do seu país, Le Verrier enviou as suas previsões para Johann Gottfried Galle, do Observatório de Berlim. Posteriormente, Galle encontrou Neptuno na primeira noite em que tentou procurá-lo no céu, em 1846. 17 dias depois, a sua maior lua, Tritão, foi também encontrada. A cerca de 4,5 biliões de km do Sol, Neptuno tem um movimento de translação de 165 anos terrestres e tem um período de rotação de cerca de 16 horas.

O Planeta Neptuno é invisível ao olho nu pela sua extrema distância da Terra. Um ponto de bastante interesse e curiosidade é que a órbita extremamente elíptica do planeta anão Plutão cruza-se e mantém-se na parte interior da órbita de Neptuno durante cerca de 20 anos a cada 248 anos (durante alguns anos, Neptuno é o planeta mais distante do Sol). Devemos contudo frisar que Plutão nunca embaterá contra Neptuno, uma vez que, por cada três voltas que Neptuno dá à volta do Sol, Plutão dá duas, ou seja, este padrão repetido previne aproximações perigosas dos dois corpos.

O eixo principal do campo magnético de Neptuno tem uma inclinação de cerca de 47 º quando comparado com o eixo de rotação próprio do planeta. Como Úrano, cujo eixo manético está inclinado cerca de 60 º relativamente ao eixo de rotação, a magnetosfera de Neptuno passa por radicais variações em cada rotação por causa do seu desalinhamento. O campo magnético de Neptuno é cerca de 27 vezes mais poderoso do que o da Terra.

A atmosfera de Neptuno estende-se até grande profundidades, transformando-se gradualmente em água e outros gelos derretidos por cima de um mais pesado e aproximadamente do mesmo tamanho da Terra, núcleo sólido. A tonalidade azul de Neptuno é resultado da presença de metano na atmosfera (o metano absorve a luz vermelha). A cor azul esverdeada de Úrano também resulta da presença atmosférica de metano, mas Neptuno é de um azul mais brilhante e vivo, por isso deve haver algum outro componente ainda não conhecido que causa esta cor mais intensa e brilhante.

Apesar da grande distância e pouca energia recebida pelo Sol, os ventos de Neptuno podem ser três vezes mais fortes que os de Júpiter e nove vezes mais fortes que os da Terra. Em 1989, Voyager 2 seguiu uma grande tempestade negra e de forma oval no hemisfério sul de Neptuno. Esta “Grande Mancha Negra”, que tinha tamanho suficiente para conter todo o planeta Terra, rodava contra os ponteiros do relógio, e movia-se no sentido oeste a quase 1200 km por hora. Imagens subsequentes recolhidas pelo Telescópio espacial Hubble não mostraram quaisquer sinais da “Grande Mancha Negra”, mas revelaram a aparição e depois desaparecimento de outras duas “Grandes Manchas Negras” na última década. O Voyager 2 também enviou imagens de nuvens a emitirem nuvens num conjunto de nuvens mais abaixo, o que permitiu aos cientistas medir as diferenças de altitude entre os conjuntos de nuvens mais altos e mais baixos.

O Planeta Neptuno tem seis anéis conhecidos, e as observações do Voyager 2 confirmaram que estes anéis invulgares não são uniformes, mas têm quatro regiões densas (amontoados de poeiras) chamados arcos. O anel mais exterior chama-se Adams (contém três arcos designados Liberdade, Igualdade e Fraternidade), o próximo é co-orbital e não tem nome, o seguinte chama-se Leverrier e o último (e mais ténue) Galle. Pensa-se que os anéis de Neptuno sejam relativamente jovens e de curta duração.

O planeta inspirado no deus dos mares tem, até ao momento, 13 luas conhecidas, seis das quais foram descobertas pelo Voyager 2. Tritão, o maior satélite natural de Neptuno, orbita em torno do planeta em direcção oposta quando comparado com as outras luas, o que sugere que poderá ter sido capturado por Neptuno num passado distante. Tritão é extremamente frio, com temperaturas à superfície que podem chegar aos – 235 ºC; mas ainda com temperaturas tão baixas, o Voyager 2 conseguiu encontrar geysers que deitavam material gelado até cerca de 8 km de altura. A atmosfera fina de tritão, também descoberta pelo Voyager, foi detectada pela Terra muitas outras vezes depois disso, e tem-se notado cada vez mais aquecida, apesar de os cientistas ainda não saberem porquê.

Planetas do Sistema Solar:

Planeta Mercúrio
Planeta Vénus
Planeta Terra
Planeta Marte
Planeta Júpiter
Planeta Saturno
Planeta Úrano
Planeta Plutão

Atualizado em 13 Janeiro 2018

One Comment

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  1. É muito interssante para uma estudante do primeiro ciclo como eu.

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