Planeta Úrano

O Planeta Úrano foi descoberto em 1781 pelo astrónomo William Herschel, e foi o primeiro planeta a ser encontrado com a ajuda de um telescópio. Como o sétimo planeta a contar do Sol e o terceiro maior (em diâmetro), Úrano leva 84 anos terrestres a completar uma rota de translação completa. Sem grandes novidades, Úrano era um deus grego que personificava o paraíso e os céus e só se tornou o nome comum do sétimo planeta do sistema solar em 1850, de forma a haver conformidade com os outros planetas cujos nomes também bebiam inspiração na mitologia. Antes disto foi chamado o “planeta georgino” ou “herschel”.

Como Vénus, tem uma rotação retrógrada, ou seja, de este para oeste. O eixo de rotação do planeta é quase paralelo ao seu plano de orbitação, o que faz com que Úrano pareça estar a rodar de lado (tem uma inclinação de 97.86º). A maior parte dos planetas rodam num eixo quase perpendicular ao plano da elíptica, mas o eixo de Úrano é quase paralelo à elíptica. Esta situação pode ter sido resultante de uma colisão com um corpo de tamanho semelhante ou aproximado a um planeta na história mais antiga do sistema solar, que aparentemente mudou radicalmente a rotação de Úrano. Pela orientação pouco usual, o planeta passa por variações extremas de luz solar durante a sua estação de 20 anos.

Úrano é um dos dois gigantes gelados da parte mais exterior do sistema solar (o outro é Neptuno). A atmosfera de Úrano é composta essencialmente por hidrogénio e hélio, com bastante menor quantidade de metano e alguns traços de água e amoníaco. O planeta Úrano toma a sua cor pela quantidade de metano existente na atmosfera. A luz solar atravessa a atmosfera e é reflectida pelas nuvens de Úrano; o metano absorve a porção vermelha da luz, resultando na tonalidade azul esverdeada. A maior parte da massa de Úrano (cerca de 80%) está contida num núcleo líquido constituído essencialmente por materiais congelados (água, metano e amoníaco).

A superfície é aparentemente homogénea, estando a uma temperatura de aproximadamente – 220 ºC. Como os outros planetas gasosos, Úrano tem anéis. Como acontece em Júpiter, são muito escuros, mas como em Saturno são compostos por partículas já bastante grandes que podem atingir os 10 metros de diâmetro. Úrano tem dois conjuntos de anéis: a) o sistema interno contém nove anéis (descobertos em 1977) e estes são estreitos e escuros; o Voyager descobriu mais dois anéis neste espaço. b) um sistema exterior e com anéis mais distantes foi descoberto pelo Telescópio espacial Hubble em 2003; três anos depois, observações efectuadas no observatório de Keck mostraram que estes anéis exteriores eram de cores mais claras.

O planeta Úrano tem 13 anéis conhecidos, e são todos um pouco indistintos. Os anéis de Úrano foram os primeiros a ser encontrados a seguir aos de Saturno. Esta descoberta foi de extrema importância uma vez que ficámos a saber que os anéis são um elemento possível na constituição dos planetas e não apenas de Saturno. Úrano tem 27 luas conhecidas, todas elas com nomes de personagens das obras de William Shakespeare ou Alexander Pope. Miranda é a sua lua mais estranha: a superfície completa pode indicar derretimento parcial do interior, com material gelado a aparecer à superfície.

Voyager 2, a única nave espacial a visitar Úrano, trouxe uma imagem muito esbranquiçada do planeta em 1986. Quando a nave passou, o pólo sul do planeta estava quase directamente apontado para o Sol, já que Úrano estava quase no seu solstício de Verão, com o hemisfério sul banhado com luz solar e o hemisfério norte a erradiar calor para a escuridão do espaço. Úrano atingiu o equinócio em Dezembro de 2007, quando estava totalmente iluminado à medida que o Sol atravessava a sua linha equatorial. Em 2028, será o pólo norte a apontar directamente para o Sol – a situação inversa à observada pelo Voyager. Durante cerca de um quarto do ano de Úrano, o sol brilha directamente sobre um pólo, fazendo com que a outra metade do planeta caia num inverno longo e escuro.

A comunidade científica, apesar de não ter certezas, pensa que o planeta terá obtido esta inclinação a partir de algum choque com algum protoplaneta de grandes dimensões. Os astrónomos pensam que Úrano e Neptuno devem ter sido formados numa posição muito mais próxima do Sol, tendo-se posteriormente afastado até às suas órbitas actuais por causa das revoluções gravitacionais provocadas por Júpiter e Saturno. Contrariamente a outros planetas gasosos, Úrano não tem uma fonte interna de calor muito proeminente, sendo que esta ausência poderia ajudar a explicar a atmosfera pouco mexida do planeta. O seu interior, apesar de ser em muitos aspectos semelhante ao de outros gigantes gasosos, não possui pressão suficiente para levar o hidrogénio a atingir o estado metálico.

Ao contrário, tanto o hidrogénio como o hélio se encontram em estado líquido, ou seja, não condutor. O satélite enviado ao planeta detectou um campo magnético curioso: contrariando o modelo da maior parte dos restantes planetas do sistema, o campo está completamente desarranjado com o eixo de rotação, fazendo com este um ângulo de cerca de 59 ºC. Por vezes, Úrano pode ver-se a olho nu numa noite muito clara e limpa. Com binóculos é bastante fácil de ver se soubermos onde o procurar. Um telescópio pequeno permitir-nos-á ver um pequeno disco.

Planetas do Sistema Solar:

Planeta Mercúrio
Planeta Vénus
Planeta Terra
Planeta Marte
Planeta Júpiter
Planeta Saturno
Planeta Neptuno
Planeta Plutão

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