Porquê ter Filhos

PODERÃO NUNCA fazer nada de mais importante na vida do que educar uma criança. Por muito satisfatória que seja a vossa carreira profissional, por muito importante que seja o vosso emprego, sejam quais forem as proezas que tenham alcançado no desporto, em actividades de lazer ou em trabalho de voluntariado, os resultados que obtiverem ao educar uma criança feliz são incomparáveis; e mais ainda, ninguém pode exigir os dividendos. Como os primeiros educadores, professores, treinadores, apoiantes, conselheiros, orientadores, promotores e admiradores do vosso filho, terão uma enorme responsabilidade. Se abordarem a relação com os vossos filhos de uma maneira realista, descobrirão que esse é um papel que não se compara a mais nada, em termos de resultado.

SEGUIR OS VOSSOS INSTINTOS
O instinto de gerar filhos é muito forte e felizmente que a alegria e a realização sentidas pela maioria dos pais excedem em muito alguns dos inconvenientes e concessões que possam ter que aceitar. Apesar de não ser sempre assim, tomar a decisão de ter uma criança normalmente surge de um relacionamento íntimo e
apaixonado entre duas pessoas que decidem quererem expressar o seu mútuo afecto ao terem um bebé. Isso é exactamente o que se passa, porque não é muito provável que tenham tomado essa decisão, porque se sentem atraídos pela noção de tempo livre reduzido, por nunca conseguirem pôr-se em primeiro lugar, pelas noites sem dormir, por terem que ir para todo o lado com os apetrechos indispensáveis ao bebé, ou por
terem que procurar quem lhes tome conta delel Se pensarem com cuidado sobre as alterações que a chegada dos filhos lhes vai trazer, perceberão que são os vossos genes que vos empurram implacavelmente de maneira a vos recriarem na forma de crianças.
Hoje em dia, as pessoas não gostam de admitir que podem ter que estar à disposição das necessidades urgentes e têm tendência a disfarçá-las como sendo algo de mais refinado. Isso está muito certo, desde que nos lembremos de que também podemos recuar e recusar ter filhos. Para algumas pessoas essa pode ser a melhor decisão, porque ter um bebé é um compromisso sem igual.

MAIS DO QUE APENAS A NATUREZA
Para além das razões biológicas, as pessoas também querem ter filhos para atingirem a realização e o sucesso pessoais. os seres humanos são animais sociais e o modo como pensam e agem sempre contém um elemento social. Isto nota-se mais claramente no caso da adopção, onde (normalmente) duas pessoas assumem voluntariamente um compromisso de aceitarem todos os direitos e deveres de pais naturais, apesar de não terem uma relação genética com a criança. A adopção também ilustra a profundidade da necessidade emocional que as pessoas sentem em criar, educar e, acima de tudo, amar uma criança. O que derem aos vossos bebés e mais tarde às crianças, ou seja amor, compreensão e exemplo, vai constantemente ser retribuído à medida que os vêem crescer e desenvolver-se ao longo dos meses e dos anos. Todas as crianças são geneticamente a soma dos pais, mas também são uma personalidade única por direito próprio, e saber que os pais foram as influências e os educadores primordiais, ao permitirem que a personalidade tomasse forma e amadurecesse, é profundamente enriquecedor, assim como também é uma façanha importante.

MÃE
Embora esteja comprovado que o papel da mãe mudou, infelizmente está a demorar mais tempo para se
eliminarem os estereótipos relativamente aos pais. É importante estar esclarecida sobre a sua própria
posição.

ATITUDES EM RELAÇÃO AOS PAIS
No passado partia-se do princípio de que os pais chegavam a casa do trabalho, esperando que esta estivesse limpa, os filhos prontos para irem paaa a cama e a comida na mesa. Mas é difícil acreditar que muitas mães modernas aceitem esse conceito.

Muitas mulheres ainda estão à espera de que os seus companheiros tratem das finanças de toda a familia, por vezes até em seu próprio prejuízo.
Os casais devem encontrar uma maneira justa de partilhar os seus fardos financeiros.

Parte-se muitas vezes do princípio de que os homens fazem todo o trabalho pesado associado à
família. No entanto, enquanto que um homem faz isso se a sua companheira está grávida e o bebé é pequeno, as mulheres possuem uma maior resistência e são mais fortes do que antigamente, por isso esse tipo de tarefas pode ser partilhado.

As mulheres ainda têm tendência a executar as tarefas domésticas enquanto os seus companheiros brincam com o bebé. Mas os dois devem tentar arranjar tempo para brincarem com o bebé e dividirem as tarefas domésticas igualmente.

Algumas mulheres escudam-se por detrás dos seus companheiros no que toca a disciplinar os filhos, mas o
chavão “vou contar ao teu pai quando ele chegar” já está antiquado e não resulta. As atitudes relativas à
disciplina devem ser tomadas em comum acordo e aplicadas por ambos os pais .

PRESSÕES PESSOAIS E ECONÓMICAS
Numa sociedade em que toda a gente vai à escola, toda a gente está à espera de ir à escola. De maneira semelhante, quando toda a gente, excepto uma pequena minoria, tem filhos, as pessoas estão à espera de ter filhos. É igualmente duro quando uma pessoâ tem que justificar o facto de não ter filhos, em vez de ser o
contrário. Antigamente, quando as famílias tinham tendência a viver juntas, na mesma rua ou aldeia, quando não era na mesma casa, havia razões económicas bastante fortes para se terem filhos. Assim que tivessem idade suficiente para poderem trabalhar, as crianças davam uma contribuição vital para o orçamento económico familiar e os pais também tinham uma garantia de ter quem cuidasse deles na velhice.

ALTERAÇÃO DE EXIGÊNCIAS
Na sociedade muito mais fragmentada na qual vivemos hoje, não se espera que as crianças contribuam para o rendimento familiar (pelo menos até terem completado os seus estudos), e o estado assumiu algumas das responsabilidades básicas relativamente aos idosos, ou então são as próprias pessoas que tratam de precaver o seu futuro. Como resultado disso, as exigências económicas da familia estão agora direccionadas em sentido descendente, de pais para filhos, em vez de ser ao contrário. Educar os filhos hoje em dia pode ser uma tarefa dispendiosa e não apenas financeiramente. Pela primeira vez na história, muitas mulheres são
capazes de encontrar uma vasta gama de satisfações fora do âmbito familiar e da casa; e com métodos seguros de contracepção, elas também podem escolher quando e se querem ter filhos. Isto não significa que grande número de mulheres esteja a descartar a maternidade, apesar de algumas o fazerem; contudo, o que
elas estão a fazer é a conjugar a educação dos seus filhos dentro de uma vida, onde o trabalho e a carreira profissional também são vistos como seus por direito.

UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO
Considerada a hipótese de ter filhos, a primeira coisa a ter em conta antes de prosseguir é saber que isso é apenas a porta de entrada para a educação de uma criança. Não é muito difícil imaginar ter um bebé – a exciração, os festejos, os avós encantados, o apoio dos amigos e familiares. É quase impossível visualizar a
educação de uma criança, caso nunca o tenham feito. As exigências relativamente ao tempo, energia e emoção são quase ilimitadas, a menos, é claro, que a primeira coisa que vão ensinar ao vosso filho seja como usar o comando de controlo remoto da televisão e do vídeo. Esta não é uma opção para a maioria das pessoas, porque, mesmo antes de se tornârem pais, vão ter uma ideia do tipo de pessoas em que esperam que os vossos filhos venham a transformar-se quando crescerem e da educação que tornará essa ideia numa realidade.

UMA BASE SÓLIDA
A educação começa logo depois do nascimento. Para um bebé ou irma criança pequena, tudo é uma experiência de aprendizagem, por isso a forma como cuidarem do vosso bebé é decisiva logo desde o primeiro dia. Vale a pena pôr os olhos no exemplo de alguém que conheçam, que seja independente, mas que
tenha uma enorme capacidade de amar e de se inter-relacionar com os outros; uma pessoa que seja eficiente e confiante, que reconheça que existe uma coisa chamada bem-estar geral e que quer contribuir para isso. Provavelmente vão descobrir que essa pessoa achou que o mundo era um lugar tolerante, carinhoso, encorajador, razoâvel e respeitoso logo à nascença. Os seus pais fizeram-no sentir assim e a base para tudo aquilo em que essa pessoa se tornou foi-lhe fornecida no seu primeiro ano de vida.

PAI
Quando pensarem se estão prontos para serem pais, vale a pena pôr em causa as vossas ideias sobre o que
isso significa e se pensam que o papel da mãe não se aplica também aos pais.

ATITUDES EM RELAÇÃO ÁS MÃES
Embora seja verdade que a maioria das pessoas que ficam em casa com os filhos ainda sejam mulheres, muitas há que agora regressam ao trabalho meses depois do parto. Além do mais, uma minoria significativa de pais está a tornar-se educadora principal dos seus filhos.

Investigações recentes continuam a demonstrar que as mulheres, até mesmo as mães que trabalham, fazem
a maioria das tarefas domésticas. Pergunte a si mesmo se isso é justo; cozinhar é considerado cada vez mais
uma tarefa unissexo e em qualquer casal as limpezas do dia-a-dia devem ser partilhadas.

À medida que as crianças crescem, as tarefas como lidar com as amas e os professores, levar e ir buscar à
escola, eram consideradas uma responsabilidade exclusiva da mãe. No entanto, a maioria dos pais apercebeu-se de que participar mais na vida e na educação dos filhos é importante e já assumem
responsabilidades como levar à escola, ajudar nos trabalhos de casa ou levar os filhos ao médico em dias
de trabalho.

Costumava achar-se que as mães deitavam os filhos, mas a maioria dos pais sabe que dar banho e contar
histórias é agradavel, principalmente se estiveram longe dos filhos durante o dia inteiro.

A ideia – predominante até há bem pouco tempo – de que era algo humilhante para um homem empurrar um carrinho de bebé, ê agon ridícula. Os pais não só gostam de ser vistos a fazer isso, mas também se sentem
extremamente felizes por levarem os seus filhos ao supermercado perra fazerem as compras semanais. sem a
presença das mães.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Última atualização da página: 13/01/2018 às 2:25 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)