Prematuro

Prematuro

A sobrevivência de um bebé nascido na 24ª semana de gestação e com 500g de peso parece quase um milagre. Mas, a ciência aumentou as possibilidades de vida destes recém-nascidos. Porém, muito mais do que os aparelhos e tubos que tornam possível o desenvolvimento de um ser tão diminuto, é muito importante o que os pais podem fazer por contribuir para o seu progresso, uma vez que nenhuma tecnologia pode substituir o contacto humano.

Mas como é exactamente essa ajuda que os pais podem dar a um bebé que terá de permanecer internado durante muito tempo, que tem o sistema imunológico adormecido, os pulmões sem desenvolver, o pulso acelerado e, ainda, uma parte dos seus órgãos imaturos?

Não existe motivo para os pais se sentirem culpados

Antes de mais nada, os pais vão necessitar de um forte apoio emocional. Em primeiro lugar, porque sofrem um sentimento muito comum: o de culpa («Fizemos alguma coisa errada para que isto nos tenha acontecido!»). Em segundo lugar, deverão receber toda a informação e apoio necessários para que, uma vez superada a angústia inicial, possam colaborar com a reabilitação física e neurológica do bebé.

Talvez o primeiro conselho que recebam seja referente à sua alimentação. Agora, mais que nunca, o bebé necessita do leite materno e, principalmente, do contacto com o peito para satisfazer as suas necessidades nutricionais, imunológicas e psico-afectivas.

O ideal seria começar a fazê-lo durante a primeira hora após o parto, mas é normal que a sua imaturidade o impeça de efectuar a sucção. Neste caso, pode recorrer-se a sondas, biberões ou outro métodos. É importante retirar a maior quantidade possível de leite com uma bomba para extracção do leite materno. Conscientes destas necessidades, nos hospitais está-se a começar a substituir a rigidez tradicional por uma atitude muito mais aberta e flexível para os pais.

Os hospitais devem permitir o acesso aos Cuidados Intensivos. Consegue-se, pelo menos em muitos centros, o livre acesso à unidade de cuidados intensivos. A amamentação (o contacto com a pele materna, poder-lhe tocar, falar-lhe, cantar-lhe…) favorece a evolução do bebé. E o pessoal médico deve facilitar este encontro diário e constante do prematuro com a família.

Em muitas maternidades de todo o mundo foi implantado o chamado «método de canguru» e os seus resultados estão a ser muito positivos. Consiste em utilizar o corpo da mãe como fonte de calor capaz de substituir a incubadora. O contacto do prematuro com o peito nu da sua mãe estabiliza a frequência cardíaca e favorece a recuperação dos padrões respiratórios. Não só é o melhor modo de evitar o síndroma de dificuldade respiratória, a doença mais frequente nestes bebés, como além disso, este tipo de estimulação se torna muito importante para a sua evolução.

Um ambiente familiar repleto de carinho

Também foi comprovado o valor terapêutico da voz dos pais e o sons familiares (sejam ao vivo ou gravados). O sentido auditivo dos prematuros é comparável ao dos nascidos de tempo, pois o ouvido desenvolve-se muito cedo durante a sua vida intra-uterina. Por isso, será bom falar-lhe, cantar-lhe…

Efectivamente, trata-se de fazer com que se sinta num ambiente agradável e adoçar estas primeiras semanas de vida, após a brusca interrupção da sua estância feliz no ventre materno. E os hospitais têm obrigação de favorecer o estabelecimento do vínculo entre a família (pais, irmãos, avós…) e o recém-nascido. Assim, poderá seguir em frente mais depressa e melhor.

Guia da Gravidez

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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