Prevenção da Doença cardiovascular: A vitamina D é Importante? - Fotos Antes e Depois
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Prevenção da Doença cardiovascular: A vitamina D é Importante?

São por demais evidentes os progressos que, em Medicina Geral e Familiar, se têm obtido com a detecção e controle dos factores de risco cardiovascular: hipertensão arterial, diabetes tipo 2, dislipidemias, obesidade, tabagismo. Menos frequente, no entanto, é a pesquisa do que alguns consideram a “epidemia oculta” da deficiência em vitamina D. Classicamente, considera-se que a vitamina D está relacionada com a homeostase do cálcio, a saúde do osso, a prevenção do raquitismo nos jovens e das fracturas nos idosos. Naturalmente, a vitamina D é obtida pela acção da radiação ultravioleta da luz solar sobre a pele, que provoca a transformação do dihidrocolesterol em metabolitos, que depois são transformados no fígado e no rim, dando origem à vitamina D.capsulas 

No Mundo civilizado, os estilos de vida e de vestuário, o pavor do cancro da pele e o abuso de protectores solares, fazem com que a fonte natural de vitamina D se encontre bastante prejudicada .

Além disso, a produção e libertação de vitamina D requer a exposição de grandes áreas do corpo à luz solar e varia igualmente com a latitude, as estações do ano e o próprio tipo de pele, sabendo-se que os indivíduos de pele escura necessitam de muito maior exposição à radiação ultravioleta para a produção da mesma quantidade de vitamina D.

A alimentação

Outra fonte natural desta vitamina está nos alimentos mas aqui, mesmo nos “fortificados”, dificilmente se encontram os níveis mínimos recomendados. Por isso, uma percentagem elevada de adultos, sobretudo idosos, sofre de hipovitaminose D, o que levou a FDA a aconselhar suplementos diários de 400 a 800 UI de vitamina D a todos os adultos com mais de 50 anos de idade. Mas a acção da vitamina D não se limita ao esqueleto, desempenhando também um papel importante nos fenómenos inflamatórios e na sinalização da insulina. É um imunomodulador potente de alguns antigénios, da produção de várias citoquinas e da proliferação de linfócitos T. Níveis baixos de vitamina D aumentam o risco de síndrome metabólico, o que os torna, portanto, relacionáveis com a intolerância à glicose, a hipertensão arterial, as dislipidemias e a obesidade visceral. Luong e Nguyen, em 2006, verificaram que a administração de um suplemento de vitamina D melhorava o perfil lipídico em doentes com hipertrigliceremia e baixos níveis de HDL-colesterol. Outros estudos correlacionaram os baixos níveis de vitamina D com o desenvolvimento da diabetes. Todos estes factores parecem levar à conclusão de que é importante pesquisar a existência de hipovitaminose D, principalmente nos indivíduos idosos, doseando os níveis séricos do cálcio e da vitamina D. A suplementação com colecalciferol é muito segura e pouco dispendiosa e duas meta-análises publicadas em 2007 nos Archives of Internal Medicine parecem sugerir que a adição de doses moderadas de colecalciferol (400 a 800 UI/dia) à dieta, se encontra associada à diminuição das taxas de mortalidade geral. Por tudo isto, será lícito acrescentar a hipovitaminose D à lista dos factores de risco cardiovascular?

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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