Prevenção do Aparecimento da Microalbuminúria

Especialistas alertam para prevenção do aparecimento da microalbuminúria

A microalbuminúria na hipertensão arterial e na diabetes constitui um factor ou marcador de risco cardio-renal, daí que seja fundamental prevenir o seu aparecimento. Este foi o alerta lançado no simpósio realizado pela A. Menarini Portugal, que teve lugar no Hotel Tivoli Marina, em Vilamoura, no dia 5 de Fevereiro. O evento esteve integrado no 4º Congresso Português de Hipertensão, organizado pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão, entre os dias 4 e 7 de Fevereiro, no mesmo local.José Barbas e RuilopeJosé Barbas, do Hospital de Santa Maria, e Ruilope, do Hospital 12 de Outubro, em Madrid, discutiram a importância da prevenção na hipertensão arterial.

“Perceber a fisiopatologia da microalbuminúria é muito importante para a prática clínica mas não é simples”, começou por afirmar José Barbas. Segundo o nefrologista, “todos temos proteínas na urina e essas são constituídas por um conjunto de proteínas plasmáticas e proteínas tubulares. É nas proteínas plasmáticas que se engloba a albumina”, enfatizou. “A albuminúria normal não excede 30 miligramas por 24 horas. Portanto, a albuminúria é fisiológica quando tem menos de 20 microgramas por minuto, menos de 20 miligramas por litro ou menos de 30 miligramas por 24 horas”. Sob o ponto de vista patológico, “microalbuminúria é a eliminação urinária de 20 a 200 microgramas por minuto, 20 a 200 miligramas por litro ou 30 a 300 miligramas por 24 horas”. A partir deste ponto, chama-se macroalbuminúria ou proteinúria, explicou o médico.
Existem várias causas possíveis para o aparecimento da microalbuminúria. “Pode ser devido a uma disfunção glomerular ou a uma disfunção endotelial, que são dois tipos de patologia diferentes”, afirmou José Barbas. “Na diabetes tipo 1, a microalbuminúria aparece geralmente a partir dos cinco anos de diagnóstico e atinge cerca de 40 a 50 por cento dos indivíduos que desenvolvem uma nefropatia diabética. Na diabetes tipo 2, em cinco a 20 por cento dos doentes existe já na data do diagnóstico”. Mas “é no início da terceira fase ou de nefropatia incipiente da diabetes tipo 1 que a prevalência da hipertensão arterial aumenta concomitantemente com o agravamento da doença renal. Nos doentes com microalbuminúria ou proteinúria, normo ou hipertensos, a evidência actual indica e justifica o uso de bloqueadores do sistema renina-angiotensinaaldosterona (SRAA). Mas continua por demonstrar se nos doentes sem microalbuminúria, normo ou hipertensos, o bloqueio do SRAA previne ou atrasa o aparecimento de microalbuminúria”, sublinhou o especialista.

Impedir danos nos órgãos e enfermidades cardiovasculares

De acordo com Ruilope, que apresentou os dados do estudo ROADMAP (The Randomized Olmesartan and Diabetes Microalbuminuria Prevention), no desenvolvimento cardio-renal existem três estádios. “No terceiro, a insuficiência renal é alta e acaba em morte, no estado intermédio existe a possibilidade de diminuir e corrigir a hipertensão arterial, e no primeiro é onde se faz a prevenção”.
Segundo o médico, “é no primeiro estádio que o estudo ROADMAP se encontra, no sentido de prevenir a microalbuminúria”.
Ao preveni-la, “pode-se impedir danos nos órgãos e enfermidades cardiovasculares”. Segundo os dados do ROADMAP, a terapêutica utilizada, que consistiu em usar apenas um olmesartan, reduziu a ocorrência de microalbuminúria em 23 por cento. Foi ainda possível controlar a pressão arterial sem precedentes para a população de pacientes com diabetes tipo 2”. O clínico concluiu sublinhando que “o mais importante a destacar é que podemos normalizar a microalbuminúria. Diminuir a microalbuminúria oferece protecção cardio-renal, evita o avanço para eventos cardiovasculares e morte e o avanço para a nefropatia diabética”.

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Publicado em 26/02/10

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Esta matéria tem 3 Comentários
  1. dorly Reply

    saber se este resultado que apresento no exame de leboratário esta dentro do norma, sou diabetética tp 2:
    microalbuminurua; 6,4 ug/min
    : 9,2 mg/24h

  2. reducino de melo junior Reply

    foi ao medico no dia 01/03/2011,foi mostar os exames que tinha feito tenho problema de insuficência renal bilateral conforme mostra meus ultrasom desde 2008,meus exames reliazados em 18/02/2011,estão indicando o seguinte(cretinina sérica 1,80 mg/dl,valores de referencia homens 0,56 a 1,25 mg/dl),triglicérides (151,0 mg/dl.valores de referência ótimo inferior a 150 mg;dl, limitrofe 150 a 200 mg/dl)MICROALBUMINÚRIA/24 horas( 786,16 mg/24,valores referencias inferios a 25 mg/24 hrs.),ela está muitp alta precisa de ajuda para fazer um tratamento para abaixar,tenho pressão alta fiz exame do mapa acusou pressão falsa mesmo tomando medicamentos,como enapril,proponol,hidrocotiazida e nifidipina,e para controlar acido urico aluporinol e colchina 0,5,para ajudar a controlar mais recebi mais dois medicamentos iosartana potássica e sinvastatina,tenho que controlar exesso de proteinas,preciso da ajuda de vocês como faço,muito obrigado pela atenção

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