Projectos inovadores na Região do Porto e o Vale do Douro

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018 - Publicado a 10 de janeiro de 2011

Projectos inovadores e algumas das mais belas paisagens de Portugal estão a tornar a Região do Porto e o Vale do Douro particularmente interessantes do ponto de vista imobiliário.

A norte do País, o segmento mais alto do imobiliário residencial pode chegar aos 3.500 euros o metro quadrado, um valor abaixo dos 5.000 praticados em Lisboa, mas que em nada fica a dever aos parâmetros de qualidade construtiva que se pretende para este produto habitacional.

O mercado está a reagir bem e compradores não faltam. Um bom exemplo é o Vale Pisão Nature Resort do grupo Norte Golfe onde já são poucas as moradias da primeira fase disponíveis para venda. Basta consultar o site, clicar na opção «Disponibilidades» para perceber que clientes não têm faltado. «Mais de 90% das casas desta primeira fase que contempla 115 moradias já foram vendidas.

A adesão do mercado foi exactamente a que nós queríamos. Aliás, os compradores nacionais reagiram tão bem ao produto que nem tivemos tempo de nos centrar ainda muito no mercado externo», refere o administrador do Norte Golfe, Pedro Sotto Mayor. Para a segunda fase do projecto estão previstas 105 unidades, com áreas que podem ir até aos 600 m2 e preços até os 660 mil euros.

Integrado em 150 verdejantes hectares, a taxa de ocupação do solo do Vale Pisão é inferior a quatro por cento. «Aqui não há poluição urbana, nem visual», garante o administrador. Edificado em Santo Tirso, a dez minutos do Porto, o empreendimento de 100 milhões de euros tem ainda a vantagem de estar equipado com campo de golfe, piscinas, hotel, spa e área comercial.

A multiplicarem-se, os condomínios de luxo estão a surgir um pouco por todo o lado, na zona do grande Porto e arredores. Em Vila Nova de Famalicão, a Famicasa criou o condomínio de luxo Domus Calle com 30 moradias e no Porto, o Banif Gestão de Activos avança para uma nova etapa de vendas. Depois do sucesso com o empreendimento «Parque Marechal», – uma dúzia de casas com valores superiores a um milhão de euros -, segue-se agora o condomínio Essenza, também na Invicta.

Em Gaia, os britânicos da Fladgate Partnership vão investir 100 milhões de euros num projecto residencial, bem próximo do seu futuro Yeatman Hotel. As casas irão ser construídas nas zonas das caves Croft e vão preservar os principais elementos arquitectónicos deste espaço. Bem perto, estão as apostas residenciais do grupo Squarestone, também britânico, para a zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia.

O projecto Destilaria herdou o nome graças à reconversão da antiga fábrica da destilaria do álcool em condomínio habitacional de luxo e o projecto Rei Ramiro Terraces partiu da requalificação de um antigo mosteiro e palácio real frente ao rio, junto ao cais de Gaia. Com data de conclusão prevista para o próximo ano, este empreendimento, que deverá manter as suas históricas fachadas, vai abranger uma grande variedade de apartamentos e moradias na encosta, com piscinas integradas na cobertura.

Também em atmosfera de requinte mas longe do bulício da cidade estão as moradias da região do Douro, que, a uma hora de distância do Porto, garantem qualidade de vida e puro relaxe. Imagine acordar com os pássaros, chegar-se à janela e desfrutar de uma vista de tirar o fôlego com o rio aos pés. Sair de casa e respirar ar puro, numa envolvente marcada por vinhas a perder de vista.

Este cenário idílico está a ser comercializado por vários promotores da região do Douro, muitos deles associando a componente hoteleira e a residencial.

É o caso do empreendimento Aquapura Douro Valley, que para além do hotel tem ainda para venda 21 moradias, baptizadas de as Villas do Douro e as Villas da Vinha. «As villas estão a ter uma aceitação muito forte do mercado internacional, que neste caso suplanta até a procura dos nacionais», pormenoriza Miguel Simões de Almeida, administrador do Aquapura Hotels Villas Spa.

As casas de tipologias a variar entre o T1 e o T3, com áreas de 150 m2 a 280 m2, apresentam preços entre os 540 mil e 1,1 milhões de euros. Negociado dentro do modelo «buy to let», o proprietário terá direito a ocupar a casa durante oito semanas por ano, podendo ainda desfrutar, se preferir, de duas semanas em qualquer uma das três unidades marca Aquapura além -fronteiras, nomeadamente no Brasil, Praga e Budapeste.

«O resto do ano, o proprietário entrega para exploração do hotel, sendo o retorno partilhado. Nós garantimos nos primeiros três anos um rendimento de 6% ao ano, e a partir daí, entre 4 a 5%, o que permite um rendimento confortável e vitalício», explica o responsável do Aquapura.

Já em Outubro arranca também a comercialização das 25 villas que constituem a componente residencial do projecto Douro 41. «As tipologias variam entre o T2 e o T3, com áreas entre os 100 e os 150 m2. Em média, o preço ronda os 3.500 euros o metro quadrado», resume Miguel Júdice, administrador do Lágrimas Hotels, que em conjunto com o grupo Bascol, promove o empreendimento.

Não muito distante, mais precisamente, na Quinta de Covela, frente a Resende, estão a ser construídas dez moradias exclusivas, num projecto com assinatura do arquitecto José Paulo dos Santos. O desafio impôs-se ao arquitecto pela morfologia agreste do terreno e pela necessidade de total respeito pela envolvente. O resultado revelou-se surpreendente: as Casas do Monte das Alosas, erigidas no cabeço de um monte sobranceiro ao Douro, conseguiram ficar perfeitamente “encaixadas” na encosta, com total privacidade dentro dos seus lotes individuais _ entre 5.000 e 6.000 metros quadrados cada -, como que se fundindo na envolvente.

Nuno Araújo, administrador da Quinta de Covela, fala deste seu novo projecto com entusiasmo: «Acabámos agora a construção das primeiras três casas de um conjunto de dez. É um projecto arrojado, completamente integrado na paisagem. Das salas, das fachadas envidraçadas, das varandas de 16 metros sobre o Douro é possível ter uma panorâmica do Vale espraiando-se por dezenas de quilómetros, incluindo mais de sete quilómetros do próprio rio Douro».

As Casas do Monte das Alosas estão inseridas na zona limítrofe da Quinta de Covela, uma extensa herdade de 34 hectares. As vinhas, produzidas dentro dos princípios da agricultura biodinâmica, estendem-se em cerca de 19 hectares da propriedade para a produção de vinho tinto, branco e rosado e são um chamariz de relevo para os enoturistas que visitam a quinta durante todo o ano.