Que nome dar ao Filho?

Que nome dar ao filho?

Há nomes que não. Definitivamente estão postos de parte: nem Eufrásia, nem Cipriano, nem Tibúrcio… Para quê continuar, se estamos todos de acordo.
Há outros, que não é que não sejam interessantes, mas, a quem calham, aguentam-nos como podem. Justino ou Virtudes ou Jacinto ou Gregória são bons exemplos deste grupo. Depois estão os que se evidenciam, neste grupo figuram os mais comuns, Marta, João, Ana, Maria, Pedro e José, que soam bem, mas, que na verdade já cansam.

Dar o nome a um filho pode ser verdadeiramente difícil. Há muitas coisas a considerar: Soará harmónico com o seu apelido?, ficará antiquado quando a criança for crescida?, gostará a criança dele?

O que é que influi na hora de escolher?
É muito melhor, começar a cortar nomes do que seleccionar um como o melhor de todos. Por isso, quando o casal verificar, depois de ter feito desfilar uma série de nomes, quanto a tarefa é árdua e difícil, surge uma pergunta: O que será que nos faz preferir certos nomes e eliminar outros?

Pois, segundo uma psicanalista infantil, «na hora de escolher um nome para um filho, existem recursos conscientes e inconscientes que funcionam na mente dos pais e fazem com que se encantem por determinados nomes». Entre as motivações conscientes, podem estar as modas, as personagens famosas, os admiradores, as telenovelas, a intenção de colocar o nome dos avós ou pelo contrário a colocação de um nome diferente dos nomes de família, para que se não venham a gerar confusões.

«Mas, além destas motivações conscientes, sempre existem outras de tipo inconsciente, que influem na altura da decisão», diz a psicanalista. Algumas pessoas que sofreram a perda de um filho, podem cair na tentação de colocar o mesmo nome no seguinte, na intenção de o recuperarem. Outras vezes as crianças, herdam os nomes de seus pais, como se eles pudessem projectar neles as suas ilusões pessoais.

As motivações inconscientes, que existem em todas as pessoas e condicionam a eleição do nome, também podem chegar a caracterizar, de algum modo, as relações entre pais e filho no futuro. «Nós, quando vamos tratar de alguma criança, fazemos antes um histórico do caso e falamos com os pais. Uma das perguntas que costumamos fazer-lhes é precisamente porque decidiram pôr-lhe aquele nome. Ás vezes, a resposta a esta pergunta é uma pista que pode servir para que um especialista compreenda melhor as peculiaridades e emoções em redor da criança e o que esperam os seus pais dela.

Umas normas básicas
Afortunadamente, isto não significa que o nome de nosso filho vá determinar o que será o resto da sua vida (pensemos em Narciso, Soledade ou Angústias, tão em moda noutros tempos).

A psicanalista, acha que «existem pessoas que estão muito influenciadas pelo seu nome e há a quem lhe aconteça o inverso do que o seu nome parece predestinar. Alguns ficam encantados com o nome que lhe puseram e outros (sobretudo na adolescência) detestam-no em absoluto. Inclusivamente há quem se chame de forma diferente porque detesta o seu verdadeiro nome.

Cada caso é único e cada pessoa tem a sua própria história. O que se pode aconselhar aos pais é que eliminem os nomes que possam ser motivo de troça quando a criança cresce. Existem, alguns já famosos, que se tornam tremendamente divertidos e que se tornam numa verdadeira tortura para quem os tem: Manuel Pila, Clara Branca, Cristina Repolho, entre outros.

Tão pouco são recomendáveis os nomes demasiado correntes e mais ainda quando, inevitavelmente vão acompanhados de um apelido também vulgar: Luisa Silva, José dos Santos…

Nos casos em que os apelidos dos pais não sejam muito originais, temos de procurar um nome que o seja. Desta forma, evita-se que o filho encontre demasiados homónimos ao longo da sua vida.

Temos ainda de considerar o número de silabas dos apelidos. Não é provável que a Fe Pi Gil ache muita graça ao seu nome. Talvez seja melhor escolher para ela, Alexandra, Carolina ou Verónica que são mais longos. Também se pode pensar num nome composto como Sara Raquel.

O mesmo acontece, mas no sentido inverso, com Francisco Roberto de Sousa Assunção e Cruz de Souto que, obviamente tem demasiadas sílabas.

É importante que se fixe a letra porque começa o apelido, para não escolher um nome que acabe com essa mesma letra. Assim evitam-se ressonâncias: Marcos Sanches, João Ondas ou Maria Antas.

As vantagens de decidir rápido
Mas, atenção pais, não se pode perder um minuto: Só há nove meses para pôr a cabeça a trabalhar!
«Só? Há muito tempo de sobra!», pensarão alguns ingénuos, aqueles a quem ainda não chegou a hora de enfrentar tamanha experiência. Sim, devemos insistir nisto: só são nove. Ainda que (menos mal) graças às leis portuguesas, os pais disponham de mais 20 dias de margem, que começam a contar desde a hora do nascimento do bebé. Este é o prazo de tempo que existe para levar a cabo o registo do nome do bebé.

É verdade que alguns decidem a questão à primeira, mas também há outros que chegam à conservatória com o livro dos nomes debaixo do braço. Isto depende de muitos factores.

Alguns casais são capazes de facilmente imaginar a existência desse filho antes do seu nascimento, e melhor que isso, encontram o nome em seguida. Mas outras motivações muito diferentes podem influir a favor ou contra, conforme o grau de conflito que comporta para os pais esse nascimento, a segurança pessoal, a protecção que recebam de seus pais, etc…

O melhor é que o casal decida o mais rápido possível. Assim evitam-se os habituais aluviões de conselhos dos bem intencionados, familiares, amigos e conhecidos.
Porque assim, começa outra história: se os futuros pais se demoram, mais vale que se preparem para ouvir todo o tipo de sugestões.

Utilizar o seu nome antes que nasça
Enquanto o feto está no útero, passa a maior parte do tempo dormindo. Mas nas horas que permanece acordado, recebe informações, visuais e auditivas, do mundo em que vai viver. É capaz de perceber a luz, quando é intensa, e, sobretudo é capaz de ouvir. O melhor que ouve é a voz da mãe, ainda que com menor clareza oiça também todos aqueles que se encontram à sua volta.

Algumas pessoas que sabem claramente que nome querem pôr ao bebé, aproveitam essas faculdades do feto e começam a chamá-lo pelo seu nome.

Ainda não está demonstrado empiricamente que com este sistema o bebé vá nascer com o nome aprendido, mas não há dúvidas de que é uma forma bastante carinhosa de se relacionar com ele. No entanto, é mais fácil, fazer-se ideia de que se vai ser pai ou mãe pensando:«Ali dentro está a crescer a Cristina», do que: «Ali dentro está a crescer o feto».

Logo, que chega o dia em que nasce o filho, não se sabe muito bem se o nome que se empregou durante nove meses se coaduna com o rosto do bebé…. Mas, de todas as formas, eles aprendem-no em seguida: até aos sete ou oito meses voltam a cabeça quando ouvem alguém pronunciá-lo.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

Esta matéria tem 1 Comentário
  1. Maria Eloah Reply

    Muito legal o artigo. Para complementar, tem esse site que possui vários nomes para bebês: www. nomebebe. com. br

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