Que pequenino que sou! – Bebés Prematuros

Que pequenino que sou!

Se bem que muitos dos partos prematuros sejam, hoje em dia, induzidos por equipas médicas, que pretendem deste modo prevenir problemas quer para a mãe, quer para o bebé, ainda há muitas crianças que se adiantam no tempo e, nascem antes da hora.

Como é evidente, enquanto no útero, o bebé está protegido e durante os nove meses de gestação, vai-se desenvolvendo. As funções pulmonares, renais e cardíacas, as funções visuais…, precisam de tempo e, muitas delas, somente nas últimas semanas da gestação concluem esse desenvolvimento. Como tal, e se a criança nasce antes do tempo, algumas dessas funções estão ainda por desenvolver e é necessário dar-lhes uma ajuda, através de equipamentos médicos, que irão ajudar esses minúsculos bebés a sobreviver.

Porque acontecem?

Antes de mais, é necessário saber porque razão estes partos se dão antes do tempo. Se bem que, como dizíamos acima, muitos são provocados por equipas médicas – parto provocado –, outros há que acontecem espontaneamente – parto espontâneo –. Os primeiros ocorrem para prevenir problemas clínicos com a mãe ou com o futuro bebé.

Se a mãe sofre de diabetes, gestose, hipertensão com perigo de eclâmpsia ou problemas cardíacos, o médico que a assiste deverá, e caso a criança se encontre em risco, realizar o parto mesmo antes do tempo. No caso dos partos prematuros espontâneos, muitas vezes acontece que há problemas físicos como alterações morfológicas ou físicas do útero materno, problemas na placenta ou ainda, infecções. Neste caso, o parto acontece espontaneamente, sendo que os médicos poderão realizar um parto normal – caso a criança tenha já 34 semanas – ou uma cesariana – se a criança for muito pequena.

Tal e qual um ninho

A criança nasce prematura e, como tal, os seus órgãos ainda não funcionam na perfeição. Então é colocada numa incubadora. Este equipamento, funciona como um pequeno ninho onde a criança deverá ficar durante um determinado período de tempo, até que os seus órgãos atinjam a maturidade suficiente para que o bebé consiga sobreviver sem a sua ajuda externa.

Nas incubadoras, é-lhes garantido o aporte necessário de oxigénio para que possam respirar pelos seus próprios meios e para que os órgãos que ainda não estão completamente desenvolvidos concluam esse processo. Ainda nestas, a temperatura no seu interior é mantida de modo a que o recém-nascido não perca calor e fique defendido contra quaisquer infecções, para além de que todas as funções físicas (frequências cardíacas e respiratórias, concentrações de sangue e oxigénio) do bebé, estarem controladas através de sensores e os resultados poderem ser examinados através de um ecrã colocado junto da incubadora.

Muitos prematuros tornam-se depois, crianças saudáveis, sem quaisquer problemas físicos. Para que tal aconteça, é necessário que seja alimentado com o elemento mais importante e mais nutritivo que lhe podem dar, o leite materno. Mas, neste caso, e devido ao seu diminuto tamanho, como poderá uma mãe fornecer-lhe este aporte de vitaminas, nutrientes e, principalmente, de defesas? Pois bem, mais uma vez os avanços técnicos na área da pediatria funcionam na perfeição – através de uma sonda muito fininha – introduzida pelo nariz e que chega ao seu estômago – é-lhes dado diariamente alguns mililitros de leite materno.

Este processo realiza-se até que a criança adquira os reflexos de sucção e deglutição, e possa ser alimentada directamente do peito da mãe ou pelo biberão. Caso a mãe não tenha leite suficiente, é-lhes dado leite de mães dadoras. Com uma bomba tira-leite, o leite é recolhido e conservado através de pasteurização em recipientes esterilizados. Depois é dado no momento da mamada, por um biberão.

Novos métodos

Hoje em dia, a estada destes pequenos bebés nas incubadoras já é mais “humana”. Para que os bebés possam passar melhor, é-lhes colocada, na incubadora, uma gravação com a voz dos pais ou então com as batidas cardíacas da sua mãe. Testes realizados por especialistas, em unidades de cuidados neonatais, provaram que os bebés se acalmam quando ouvem estes sons e, como tal, o seu desenvolvimento é mais rápido e sereno.

Um método já muito utilizado em alguns hospitais europeus é o chamado “método canguru”. Como é sabido, quando as crias deste animal nascem, têm somente 13mm e necessitam do conforto da bolsa marsupial para se desenvolverem. No caso dos bebés humanos, o contacto pele com pele com a sua mãe (colocam-se os bebés despidos sobre o peito da mãe) é um factor de desenvolvimento do bebé, para além do facto da sua temperatura ser mais facilmente controlada e a amamentação ser estabelecida mais facilmente.

Se acabou de ter um bebé prematuro, o que o seu bebé precisa é de muita atenção e carinho e, mesmo estando dentro da incubadora, você deverá mimá-lo ao máximo para que ele se sinta querido e amado, muito especialmente pelas pessoas que ele mais ama neste momento: os seus papás.

Os bebés prematuros são diferentes dos bebés imaturos. A principal diferença é que enquanto os prematuros nascem antes do tempo, os imaturos nascem no fim do período de gestação, mas os seus órgãos estão ainda sem a maturação suficiente, sendo necessário colocá-los também em incubadoras.

Guia da Gravidez

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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