Remédios milagrosos para emagrecer

Devem existir tantos remédios para emagrecer como pessoas a tentar perder peso: chás, bolachas, comprimidos, cápsulas e máquinas anunciadas na televisão ou produtos naturais com efeitos secundários duvidosos… Mas contrariar maus hábitos alimentares, geralmente antigos, e falta de actividade física com panaceias milagrosas é um erro. Habitualmente, perde-se peso e volta-se a ganhá-lo. Perde-se novamente. E recupera-se de novo. Quem faz dieta constantemente para perder peso arrisca-se a parecer um acordeão humano! Para além disso, compromete seriamente as suas hipóteses de emagrecer de forma saudável.

Muita gente afirma que não consegue perder peso apesar de comer pouco. Esta pode ser uma das consequências de uma dieta tresloucada e mal planeada, muito restritiva ou com períodos prolongados de jejum. Vejamos: O nosso corpo, no fundo, funciona como uma máquina fantástica que tem uma capacidade de adaptação incrível. Quando restringimos subitamente a quantidade de calorias (unidades de energia utilizadas pelo nosso corpo) são despoletados mecanismos que indicam ao cérebro que se previna, pois passou a haver menos energia disponível. Ou seja, o cérebro não sabe que queremos perder uns quilos para caber no fato de banho. Em vez disso, julga que vamos continuar o jejum indefinidamente. Quando isto acontece, o nosso corpo simplesmente passa a gastar a energia disponível a um ritmo mais lento. Para contrariar este mecanismo biológico, a única solução é arranjar forma de activar os processos que permitem gastar a energia em excesso: exercício físico. É por isso que um plano alimentar adequado deve incluir várias refeições por dia (para evitar o jejum prolongado) e tem sempre de ser complementado com algum exercício.

Num plano alimentar saudável é imprescindível realizar pelo menos cinco refeições diárias, nunca ultrapassando um período máximo três horas e meia entre essas refeições. A par disso, é necessário corrigir pequenos hábitos e dar pequenos passos, como começar a comer sopa de legumes ao almoço e jantar, sempre antes de um prato de carne ou, preferencialmente, peixe. Também certos tipos de alimen-tos devem ser relegados apenas para ocasiões especiais ou dias festivos. De entre esses alimentos destacam-se os doces, os enchidos, os queijos muito gordos, ou até mesmo produtos de charcutaria como os rissóis e croquetes, carregados de sal e gordura desnecessários.

As bebidas alcoólicas também têm que ser mencionadas, já que o álcool é uma substância que fornece quase tantas calorias como a gordura. Por este facto, o seu consumo deve ser moderado.

Pequenos passos para não se tornar um acordeão humano: Prefira mostarda à maionese nas suas sanduíches; evite as refeições pré-cozinhadas que se vendem nos supermercados; diminua a gordura nos seus cozinhados e retire-a das marinadas que deve preparar para a carne ou peixe; evite os fritos; restrinja o consumo de ovos a não mais que três por semana e nunca mais que um por dia; faça mais exercício físico.

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