Repouso na gravidez

Às vezes, o descanso da futura mãe é indispensável para que a gestação progrida com normalidade.

A maior parte das grávidas podem levar uma vida totalmente normal, procurando não se cansar excessivamente.

Mas, às vezes surgem complicações que obrigam a descansar durante algum tempo (e em alguns casos até ao final da gestação).

E muito embora todas as mães desejem o melhor para o seu bebé, permanecer imóvel durante dias, semanas ou inclusivamente meses, não é simples.

«A minha segunda gravidez foi bastante complicada: incharam-me muito as pernas e sofri náuseas até ao quinto mês», diz-nos Maria da Esperança.

«Quando julgava que o pior já tinha passado, comecei a sentir contracções. Como só estava com 26 semanas, o médico foi taxativo:

“Repouso absoluto”. De repente, o mundo caiu-me em cima: o que iria dizer no trabalho? Quem se ocuparia da casa? Como iria tratar do meu filho, de três anos? O que eu iria fazer durante todo o dia deitada na cama?…

Felizmente, os meus patrões entenderam a situação e renovaram-me o contrato apesar da baixa.

Além disso, a minha irmã mais nova vinha todos os dias a minha casa para me ajudar a cuidar do mais crescido até que o meu marido chegasse do trabalho, e ambos faziam todos os possíveis para me entreter e me levantar o ânimo».

Já Ouviu falar de Colestase da Gravidez? Conheça os Sintomas, Causas e Tratamentos

A mãe necessita de muito apoio

Quando a grávida deve ficar na cama, o apoio dos que estão à sua volta é fundamental, especialmente se, como no caso da Maria da Esperança, existem outros filhos para dar atenção.

A ajuda pode vir do marido (que é o ideal), de um familiar, uma amiga de confiança, uma pessoa contratada à hora… Nestes casos, é imprescindível que a mulher aprenda a delegar e não se angustie se as coisas não decorrem exactamente como ela gostaria.

Mas os assuntos domésticos e laborais não são as únicas preocupações da gestante durante o período de descanso forçado.

Numa etapa onde as hormonas andam em revolução e os sentimentos estão à flor da pele, o repouso pode tornar-se angustiante, pois o medo de perder o bebé acompanha a mãe em todo o momento.

O estado de ânimo pode ter repercussões na evolução da gravidez e o descanso psíquico é tão importante como o repouso físico.

Por isso, é preciso tratar de superar esses sentimentos negativos, buscando apoio no companheiro, expressando abertamente medos e emoções, tratando de distrair a mente…

As mães que passaram por isso estão de acordo em que, quando finalmente se tem o bebé nos braços, o passado esquece-se automaticamente.

Repousar não significa ser uma doente e uma inútil.

É preciso encarar o lado positivo dessas férias inesperadas e procurar afazeres que distraiam a mente e ajudem a passar o tempo.

Algumas grávidas aproveitam para praticar actividades que lhes agradem, como ler, desenhar, ver filmes em vídeo, fazer trabalhos manuais, tricotar roupas para o bebé, escrever ou telefonar a familiares ou amigos de quem não sabe nada há já algum tempo, familiarizar-se com novos programas de computador (pode instalar uma mesa junto à cama), dar aulas particulares de idiomas, estudar para obter a carta de condução…

Quando é necessário repousar?

Oito horas de sono, alimentação saudável e equilibrada, exercício físico moderado, não fazer grandes esforços…

Em determinadas ocasiões, o médico pode recomendar um maior descanso, que será continuado ou relativo, conforme o caso:

Repouso absoluto: significa que é preciso permanecer deitada na cama continuamente, salvo quando for necessário ir à casa de banho. É imprescindível deixar de trabalhar.

Repouso moderado: podem combinar-se a cama e o sofá, sem sair para a rua nem esforçar-se nas tarefas caseiras. Existem graus diferentes, pelo que convém esclarecer com o ginecologista quais as actividades que pode fazer e quais as que são totalmente desaconselhadas. A baixa laboral costuma ser indispensável.

Tranquilidade: equivale a uma vida sem stress nem grandes esforços físicos (não ir às compras, não transportar pesos…). O médico deve avaliar se é possível continuar a trabalhar (depende da actividade que se efectue).

Os casos mais frequentes
O descanso pode fazer milagres quando existe ameaça de aborto, e é fundamental quando a mãe sofre problemas que podem colocar em risco a vida do bebé. Os sintomas variam segundo o tempo da gestação. Nem todas as causas requerem o mesmo tratamento nem têm o mesmo grau de complicação.

Veja aqui algumas situações que podem interferir no curso normal da gravidez

Informações que lhe podem ser Úteis:

Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

Faça um Comentário
Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Última atualização da página: 13/01/2018 às 3:07 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)