Doenças Reumáticas em Crianças - Fotos Antes e Depois
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Doenças Reumáticas em Crianças

Uma em cada mil crianças portuguesas sofre de doenças reumáticas graves – reumatologistas pediátricos fazem falta.

As doenças reumáticas não são exclusivas dos mais velhos. Em Portugal, segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, uma em cada mil crianças sofre de doenças reumáticas crônicas. A gravidade destas patologias é motivo para a existência de reumatologistas pediátricos.

Existem vários tipos de tratamentos para as doenças reumáticas na infância e, de um modo geral, estes são eficazes.

As doenças reumáticas na população mais jovem podem ter uma origem identificável. Neste sentido, é necessário ter em atenção aspectos como traumatismos, metabolismo, aspectos vasculares, endócrinos, entre outros. Estes foram alguns dos aspectos focados no dia 9 de Abril, no âmbito do XV Congresso Português de Reumatologia, que teve lugar no Funchal.

O encontro promovido pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) esclareceu que os sintomas das doenças reumáticas nas crianças e jovens costumam surgir no primeiro ano de vida.

De entre as patologias reumáticas, as mais frequentes, as artrites idiopáticas juvenis, “afectam uma em cada mil crianças portuguesas”, informa a SPR.

Uma das principais consequências desta patologia é a incapacidade. A SPR esclarece ainda que “as queixas muscoesqueléticas que mais devem ser tidas em conta nas crianças e jovens envolvem as articulações, que podem estar inchadas e quentes, mas raramente vermelhas”.

Reumatologia pediátrica

A Sociedade defende a existência da reumatologia pediátrica porque, embora raras, as doenças reumáticas na infância podem ser graves.

“Na criança, muitos pensam que o principal motivo de consulta médica por dores nos membros será as denominadas ‘dores de crescimento’, mas tal não é realidade, pois outras doenças, que embora raras podem ser muito graves, são o que justificam a existência da reumatologia pediátrica em Portugal”, diz a SPR, em comunicado de imprensa.

De acordo com o mesmo documento, a falta de reumatologistas pediátricos “faz com que por vezes existam falsos diagnósticos ou diagnósticos tardios destas doenças”.

O congresso analisou ainda a falta generalizada de médicos desta especialidade. Os 700 profissionais reunidos concluíram que “Portugal continua claramente deficitário no que diz respeito ao número de reumatologistas, condição que faz prever que só em 2032 se atinja 50 por cento das consultas necessárias à população”.

Actualmente, estima-se que exista, em Portugal, um reumatologista para cada 107 mil habitantes, estando ao todo ligados ao Serviço Nacional de Saúde 99 especialistas. Outro aspecto a reter do encontro é o facto de as doenças reumáticas representarem a primeira causa de incapacidade temporária. Estas “são responsáveis por 43 por cento dos dias de absentismo laboral e originam o maior número de reformas antecipadas por doença, 35 a 41 por cento do seu total”, assinalam os especialistas.

Tratamentos eficazes

Uma criança com doença reumática pode chegar à idade adulta sem limitações articulares. “Quando bem tratadas, cerca de 50 por cento das crianças com doença reumática crónica atingirão a idade adulta sem limitações articulares ou mesmo curadas”, afirma a SPR.

Sobre as possibilidades terapêuticas, o reumatologista Melo Gomes diz: “Actualmente podemos dizer que estão disponíveis em Portugal os principais tratamentos para controlar as doenças reumáticas juvenis graves”.

O também presidente da Associação Nacional de Doentes com Artrites Infantis e Juvenis lamenta, contudo, “a falta de mecanismos de identificação e referenciação adequados destas crianças, particularmente por sofrerem de síndromes mais raros e graves”.

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