Não Sabe Como Sair da Depressão? Aqui tem algumas pistas - Fotos Antes e Depois
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Não Sabe Como Sair da Depressão? Aqui tem algumas pistas

Uma vez que a depressão mete medo, tem-se tendência a negar a sua existência e a tratá-la como um simples estado depressivo.

Pior ainda, a apagar os efeitos negativos à custa desses novos “comprimidos da felicidade” que invadem o mercado.

Tanto num caso como no outro, não se faz mais do que aflorar a superfície desta “doença da alma” que exige, pelo contrário, um tratamento global.

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Tendemos frequentemente a considerar que a depressão não é mais do que a manifestação mais intensa de um estado depressivo.

Na realidade, excluindo a sensação de tristeza e de angústia comum a estes dois males, e que se encontra multiplicada numa verdadeira depressão, outros sintomas permitem diferenciá-las.

Quando uma pessoa parece esmagada de manhã, à noite sob uma chapa de tristeza que nada nem ninguém consegue arredar, e se este estado durar 15 dias sem alteração, está-se, sem sombra de dúvida, na presença de uma depressão.

Outros factores permitem confirmar o diagnóstico: impossibilidade de manter contactos com o exterior, desinteresse total face às pessoas ou às actividades que fazem parte integrante da vida do doente, perda do gosto de viver que pode ir até ao desejo de morrer, perturbações do sono e da alimentação que provocam um emagrecimento ou levam, mais raramente, ao excesso de peso.

Razões mal conhecidas

Porquê e como aparece a depressão?

Algumas naturezas pessimistas contam, a priori, com o terreno ideal para desenvolver esta síndroma.

A ocorrência de acontecimentos graves poderá igualmente representar uma razão suficiente para mergulharem neste sofrimento.

Todavia, a realidade é bem mais complexa.

Não existe um perfil-padrão do depressivo, nem circunstâncias precisas que permitam prever o aparecimento desta perturbação.

“Efectivamente, ninguém está ao abrigo da depressão”, recorda o Prof. Edouard Zarifian.

E as suas origens continuam a ser misteriosas. Para além da explicação bioquímica, que se inspira directamente no mecanismo de funcionamento dos medicamentos antidepressivos, exploram-se outras vias de investigação.

• Pista genética: em certas famílias, o número de depressivos é significativamente muito importante.

Daí a teoria de uma “fragilidade” geneticamente determinada, que só se exprimiria em função das circunstâncias.

Assim, face aos mesmos acontecimentos – um luto ou a perda de um trabalho – há pessoas que, após um período de tristeza, conseguem ir para a frente, enquanto outras, cujo limite de tolerância é menos elevado, caem na depressão.

• Via cronobiológica: alguns estudos permitiram constatar uma alteração dos ritmos circadianos nas pessoas deprimidas, as sequências de vigília-sono que ritmam não só a vida quotidiana, mas também o funcionamento orgânico ou as secreções hormonais.

Explicar-se-ia assim porque é que as diferentes terapias que visam regularizar os ritmos, como a exposição à luz, a privação do sono e, em casos mais agudos, a sismoterapia (choques eléctricos), dão resultados positivos.

Tratamento personalizado

Actualmente, os especialistas têm apenas uma certeza: os factores biológicos e psíquicos parecem ligados.

Daí a importância de propor tratamentos que abranjam sistematicamente os dois aspectos.

Adaptando-os, contudo, à personalidade de cada indivíduo e à intensidade da depressão, sob pena da condenação ao insucesso e à recaída.

• Medicamentos para depressão: a medicação não é necessária no caso de um estado depressivo, mas uma depressão caracterizada justifica a prescrição de antidepressivos para aliviar rapidamente o sofrimento psíquico e permitir que o doente recupere um sistema de pensamento normal.

Estatisticamente, observa-se a atenuação ou mesmo o desaparecimento dos sintomas ao fim de quinze dias a três semanas.

Mas um tratamento de três a seis meses é indispensável, já que a interrupção precoce do tratamento é uma das causas principais de recaída.

• Psicoterapia: os antidepressivos tratam apenas a parte sintomática da depressão e não as causas psíquicas. A psicoterapia continua a ser o elemento motor da verdadeira cura porque permite formular uma angústia difícil de exteriorizar.

Em 90 por cento dos casos, a ajuda moral centra-se na vida presente da pessoa. O psiquiatra ajuda a desembaraçar a meada dos pensamentos, a analisar os acontecimentos dolorosos.

Fora desta psicoterapia, “do aqui e do agora”, segundo a expressão do Prof. Zarifian, propõe-se uma terapia psicanalítica, quando a personalidade de um depressivo leva a suspeitar uma recaída.

Mais longa (três anos, no mínimo), trabalha directamente o inconsciente e permite tomar consciência do que não está bem, aprender a conhecer-se, para não repetir os mesmos erros.

Pílulas da felicidade

Os antidepressivos têm todos o mesmo objectivo: agir sobre os neurotransmissores, que permitem a comunicação entre os neurónios e reequilibrar o sistema nervoso central.

Conheça Algumas Alternativas Naturais aos Antidepressivos

Os mais recentes são os preferidos pelos médicos, porque, na falta de novas soluções bioquímicas contra a depressão, os laboratórios empenham-se agora em minimizar os efeitos secundá-rios ligados a estes medicamentos (excesso de peso, secura da boca, prisão de ventre).

Eis as diferentes categorias de anti-depressivos actualmente no mercado.

• Os ISRS (inibidores selectivos da recaptação da seratonina): A última geração, actualmente muito na moda, parece especialmente bem tolerada (Prozac, Zoloft).

Não dispensa, porém, um controlo médico atento, porque não se sabe se, a longo prazo, estas diferentes moléculas não criam um fenómeno de dependência ou, pior ainda, se não seriam susceptíveis de modificar a personalidade dos utilizadores.

• Os inibidores da monoaminoxidase: Impedem a destruição da noradrenalina. Muito eficazes, apresentam, no entanto, efeitos secundários importantes (Aurorix).

• Os tricíclicos: pouco recomendados pelos especialistas, impedem a destruição da serotonina e da noradrenalina (Anafranil, Ludiomil, Tolvon).

3 perguntas a Prof. Guimarães Lopes, Médico Psiquiatra

Que tipo de problema pode esconder uma depressão?

A tristeza é a tonalidade afectiva de algo que em nós falhou ou faltou.

Quando a tristeza polariza persistentemente em si sem a afectividade, não permitindo outras emoções, então fala-se de depressão.

Juntamente com a tristeza pode então sobrevir insónia; perda de apetite, de concentração, de prazer, cansaço, indecisão, culpa, abatimento moral.

Este estado pode ser originado por continuado stress, perdas significativas, doenças graves ou incapacitantes e predisposição hereditária.

Que fazer para acabar com ela ou sair de uma depressão?

A depressão é doença curável. Mas sem ajuda médica, psicológica ou psiquiátrica, dificilmente é superada. Ao lidar com deprimidos há que ter cuidado em dizer que “isso passa”, “eu também passei pelo mesmo”, “reage”.

Não somos todos iguais.

Temos o nosso modo próprio de sentir as situações e de reagir.

No tratamento da depressão combinam-se medicamentos (antidepressivos) com técnicas psicoterapêuticas, como a terapia cognitiva.

Os antidepressivos não causam dependência (pergunta muito frequente).

Como estabelecer um diagnóstico da depressão?

O diagnóstico baseia-se na constatação de tristeza corporalizada, de falta de gosto em anteriores actividades, no aborrecimento da vida e mesmo irritação ao mínimo estímulo, na exaustão psíquica, nas alterações de ritmos biológicos (apetite, sono, trânsito intestinal, sexualidade), na diminuição das funções cognitivas (atenção, concentração, memória, raciocínio), na insegurança e nas ideias de menos-valia e de morte.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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