São Francisco do Sul

Situado na América do Sul, o Brasil é o quinto maior país do mundo, tanto em tamanho (8,5 milhões de km2) quanto em população (177 milhões de habitantes). País-continente, possui 15.720 km de fronteiras com dez países. E uma costa litorânea que se estende por outros 9.200 km, com milhares de praias banhadas pelas águas cálidas do Atlântico Sul. São muitas as riquezas e belezas do Brasil. A diversidade de paisagens e de ecossistemas. As florestas, os rios, a terra boa que possibilita safras agrícolas sempre recordes, o subsolo rico em minérios…

Ilha de São Francisco do Sul

Mas o maior tesouro do Brasil é a sua gente, com uma grande diversidade de tipos humanos e variadas manifestações culturais. Uma gente bonita, forte, brava e resistente. Criativa, alegre, cordial e aberta. Sempre com um sorriso no rosto. O Brasil é um país urbano, com mais de 80% da população morando nas cidades – São Paulo já é o terceiro maior conglomerado urbano do mundo, com 17 milhões de habitantes. Política, institucional e economicamente maduro, o país está integrado no mundo global. O parque industrial é moderno e diversificado.

pão de açucar

O Brasil vende aviões e automóveis, é auto-suficiente em energia e combustível e detém a tecnologia mais avançada de extracção de petróleo em águas oceânicas profundas. Tem os melhores sistemas de automação bancária e apuração eleitoral do mundo. E a rede de telecomunicações atinge todo o território. São Chico, como o lugar é chamado pelos íntimos, é uma cidade portuária, com muitos atractivos naturais, que soube preservar o encanto histórico de uma pequena vila debruçada sobre o mar. Casarões centenários, dezenas deles, justapostos, coloridos, com imensos janelões e grandes portas.

Farol da Ilha da Paz

Trapiches que se alongam pelas águas da baía. Calçadas que terminam em muros de pedra, como um cais que envolve toda a vila. E, destacando-se contra o morro de mata nativa, as torres da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça. Esta é a visão – inesquecível – de quem chega por mar! E também possível para quem avança, mesmo a pé, até à ponta do trapiche central… O centro histórico de São Francisco do Sul – com mais de 150 prédios dos tempos coloniais – é um dos maiores conjuntos arquitectónicos do Brasil tombado pelo Património Histórico.

A antiga ponte sobre o canal do Linguado

A Ilha de São Francisco do Sul está localizada na região Nordeste de Santa Catarina, no encontro das águas da Baía da Babitonga com o Oceano Atlântico. O centro da cidade e o porto – um dos melhores atracadouros naturais do Sul do Brasil – ficam no lado Norte da ilha, voltados para a baía. Dezenas de praias espalhamse em volta da ilha. Parte do município de São Francisco do Sul estende-se pelo continente, até à Serra do Mar: a Vila da Glória, com praias virgens, rios piscosos, Mata Atlântica preservada, fica do outro lado da Baía da Babitonga.

Ruínas do antigo leprosário

São Francisco do Sul tem numa posição geográfica estratégica. O porto, uma das mais importantes vias de acesso para importação e exportação de Santa Catarina, está a menos de 2.000 km dos principais centros produtores e consumidores do Mercosul. Num raio de 200 km, concentram-se as maiores e mais importantes cidades catarinenses, além da capital do vizinho estado do Paraná. A BR-101, rodovia que corta o Brasil de Norte a Sul, fica a menos de 30 km, distância percorrida em outra rodovia federal, a BR 280.

Atual Museu Histórico de São Francisco do Sul

Do aeroporto de Joinville, a maior cidade catarinense, a 40 km, partem voos diários para as principais capitais brasileiras. Além dos encantos históricos e naturais e da sua ligação com o mar, São Chico também tem revelado uma forte vocação turística. São Francisco do Sul é a mais antiga povoação do estado de Santa Catarina, localizado na região Sul do Brasil. Santa Catarina é um lugar privilegiado, pela diversidade de suas belezas naturais e de seu mosaico étnico-cultural. Com apenas 95,4 km2 – equivalente a 1% do território brasileiro – o estado exibe uma surpreendente variedade de paisagens.

A Igreja Matriz atual

A costa litorânea tem mais de 560 km e praias paradisíacas. As montanhas, com altitudes próximas a 2.000 metros, são cobertas com grandes extensões de florestas preservadas, que alternam a exuberância da Mata Atlântica e a majestade das Araucárias. Há ainda rios, lagoas e dezenas de fontes de águas termominerais. Em muitas cidades, paisagens rurais e agrestes, algumas ainda virgens, coexistem em
harmonia perto de centros urbanos. O mosaico étnico catarinense é formado por muitos povos, que moldaram o rosto multifacetado da actual população de Santa Catarina – portugueses, alemães, italianos, espanhóis, negros, indígenas, polacos, austríacos, ucranianos, japoneses, franceses, russos, húngaros…

Prainha em São Francisco do Sul

Além da peculiar diversidade de paisagens, climas, culturas e tipos humanos, Santa Catarina possui elevados índices sociais, uma economia sofisticada e competitiva – os produtos made in SC são vendidos para 179 países –, uma completa infra-estrutura e um modelo de desenvolvimento baseado em pólos regionais equilibrados – nenhum município tem mais de 500 mil habitantes. Em 1504, o navegador francês Binot Palmier de Gonneville aportou na região, marcando o início da primeira povoação catarinense e a terceira mais antiga do país.

O veleiro L’Espoir, comandado por Binot de Gonneville, lançou âncoras nas águas tranquilas da baía da Babitonga, em 5 de Janeiro de 1504. Tinha partido do porto de Honfleur, na França, levado pela mesma saga que trouxe inúmeros outros aventureiros para este lado do Atlântico, a busca das “riquezas das Índias”. Com os mastros e o casco avariados por fortes tempestades, busca abrigo para efetuar os reparos necessários. Aqui, os marinheiros franceses não apenas são bem recebidos pelos índios carijós, chefiados pelo cacique Arosca, como também encontram madeira de lei nos matos próximos, além de água potável e víveres para o reabastecimento.

Praia Grande

Permanecem no lugar até 3 de Julho de 1504, quando retornam para a França. No cume do mais alto morro deixam uma cruz de madeira, marcando sua passagem por estas terras. Ao partirem, levam junto o índio Içá-Mirim, filho do cacique Arosca, com a promessa de devolvê-lo após 20 luas, depois de ensinarlhe a arte da artilharia. O índio nunca mais retornou à sua terra natal e acabou casando com uma sobrinha de Binot de Gonneville. A vinda de Manoel Lourenço de Andrade, em 1658, marcou o efectivo povoamento da região.

Ele chegou acompanhado de toda a sua família, de numerosos escravos, e trazendo animais e equipamentos necessários ao desenvolvimento da agricultura e pastoreio do gado. Em 1660 a povoação foi elevada à categoria de Vila e em 1665 tornou-se oficialmente Paróquia. Nas décadas seguintes, a região foi fortemente influenciada pela iniciativa de outros empreendedores, com destaque para Gabriel de Lara, Domingos Francisco Francisques e Rafael Pires Pardinho.

Hoje, a herança cultural da aventura desses pioneiros pode ser conferida nas festas típicas, nos costumes, na culinária, e, principalmente, na arquitetura… Numa volta pelo centro da cidade, é possível admirar casarões, igrejas e monumentos – bem conservados ou restaurados – que preservam a memória dos tempos antigos.

Origem dos Nomes
No tempo do seu descobrimento, os índios carijós davam à ilha o nome de Babitonga, cuja tradução significa “terra em forma de morcego”. Hoje, esta denominação identifica a grande baía de águas almas que avança para Oeste, até ao Rio Cachoeira, em Joinville. Já o actual nome da cidade deve-se ao navegador espanhol Juan Dias de Sólis, que passou pela região em 3 de Janeiro de 1515, dia de São Francisco Xavier. Em 1660, quando elevada à condição de Vila, passou a chamar-se Vila de Nossa Senhora da Graça do São Francisco. Na década de 1940, tornou-se conhecida como “São Francisco do Sul” sem que existam registos históricos para explicar o acréscimo.

Falanstério do Saí – Vila da Glória
Os franceses também estão inseridos noutro capítulo da colonização de São Francisco do Sul. No final de 1841, sob os auspícios de D. Pedro II e com patrocínio oficial, os franceses viabilizam a construção de um “falanstério”, na localidade de Barra do Saí, na Vila da Glória. Esta experiência, que tinha como objectivo um sistema social ideal, sem propriedades particulares, estava alicerçada no pensamento do francês Charles Fourier (1772- 1837), um dos predecessores do socialismo moderno. Ao todo, vieram mais de 400 imigrantes, dos quais apenas 105 eram agricultores.

O empreendimento acabou falindo, mas diversas famílias permaneceram na região. Para conhecer e visitar A vila que se tornou património histórico nacional, com mais de 150 prédios tombados, compõe o cenário ideal para um passeio a pé, com as suas calçadas de pedras irregulares, vielas estreitas, casarões seculares. Não se pode deixar de ver…

*Os conjuntos de casario colonial, na rua Babitonga, com dezenas de construções perfiladas lado a lado.
*A Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, que começou a ser construída em 1699, com argamassa de cal, areia, conchas e óleo de baleia.
*O Museu Nacional do Mar, com 7.000 m2 de área, reúne no seu acervo dezenas de embarcações de diversos estados brasileiros.
*O Museu Histórico de São Francisco do Sul.
*O Mercado Público e o Cine Teatro, em fase de restauração.
*Os casarões dos Görressen, da Família Rhinow, e o da Família Marcantoni.
*Os engenhos da Vila da Glória.
*O folclore francisquense: boi de mamão, pau de fita, terno de reis, pastorinhas, dança do vilão.

Em São Francisco do Sul, o espectáculo da natureza explode em vida no mar, na baía, nas ilhas, nas montanhas do continente, na Mata Atlântica, nas praias… Do alto do Morro do Pão do Açúcar – o mesmo em que os franceses, há 500 anos, plantaram uma cruz de madeira –, a 150 metros de altitude, descortina-se toda a Ilha de São Francisco do Sul, a Baía da Babitonga e a Vila da Glória, alongando seus domínios até ao sopé da Serra do Mar. Indiscutivelmente, o espectáculo é de uma beleza única, espetacular!

A baía e as ilhas
A Babitonga é a maior baía navegável do estado de Santa Catarina. Estendendo-se no sentido Leste / Oeste, é abrigada do vento Sul, tornando as suas águas democráticas; pode-se navegar pela baía em potentes lanchas, em silenciosos veleiros e em pequenas canoas. O porto e o centro da cidade, com o seu casario histórico, ficam logo na entrada, depois de ultrapassada a barra. Ao fundo da baía – depois de passar por 24 ilhas –, chega-se à Lagoa de Saguaçu e ao Rio Cachoeira, caminho percorrido pelos imigrantes que fundaram Joinville.

Vila da Glória e Mata Atlântica
A Vila da Glória faz parte do Distrito do Saí, na parte continental do município, no lado Norte da Baía da Babitonga. A Capela de Nossa Senhora da Glória, no centro da vila, integra o conjunto de monumentos históricos; a construção da primeira aconteceu em 1855. Nas proximidades, também podem ser encontrados vestígios do Falanstério do Saí. Camarões “grados”, mariscos servidos em porções generosas, files de peixe recém pescado fizeram a fama de diversos restaurantes, espalhados ao longo da costa continental. Mas a principal riqueza do lugar é mesmo a natureza pródiga da Mata Atlântica, quase intocada, com cachoeiras e bromélias, que se estende do mar até às encostas da Serra do Mar. O transporte até à Vila da Glória é eito em barcos-lotação que partem do trapiche central de São Chico.

Praias
Como um colar, as muitas praias rodeiam a ilha. E há ainda praias na Vila da Glória e nas dezenas de ilhas da Baía da Babitonga. Bem perto do centro, a Praia de Paulas, na verdade uma sequência de pequenas e tranquilas praias – Inglês, Figueira, Salão e Calixto – seduz os nativos e as famílias. A Praia do Forte e Capri, está também ancoradouro de veleiros, mesmo afastadas do centro, apresentam águas igualmente calmas. Enseada, Ubatuba e Itaguaçu formam o núcleo cosmopolita e moderno do Verão na ilha, com movimento intenso e permanente, vida nocturna agitada, hotéis, restaurantes e comércio variado, além de uma generosa faixa de areia e águas cálidas disputadas por centenas de verameantes. A Prainha é “point” dos surfistas. A Praia Grande e a Praia do Ervino, voltadas para o Atlântico, atraem particularmente os solitários e os praticantes da pesca de arremesso.

Para fazer, conhecer e visitar
*Navegar pela Baía da Babitonga, conhecendo dezenas de ilhas, a bordo de uma escuna, a partir do trapiche central.
*Conhecer a Vila da Glória. Passear pela Rota das Cachoeiras.
Almoçar no Restaurante Zinho Batista.
*Admirar o pôr-do-sol no trapiche central, ou no bar do Museu do Mar.
*Escalada ao topo do Morro do Pão do Açúcar para apreciar a paisagem, numa vista em 360º.
*Surf na Prainha.
*Aproveitar as muitas e variadas praias da região.
*Para quem gosta, “brincar” no Carnaval da cidade, um dos mais animados do estado.

Mapa de são francisco do sul


Ver mapa maior

Informações que lhe podem ser Úteis:

Última atualização da página em 02/06/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

Esta matéria tem 1 Comentário
  1. ylla santos Reply

    Nossa!!! adorei… minha proxima viagem será pra são francisco do sul… sc.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Última atualização da página: 2/06/2018 às 11:58 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)