SAÚDE E LONGEVIDADE - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

SAÚDE E LONGEVIDADE

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

SAÚDE E LONGEVIDADE

É natural, no homem, o desejo de viver longos anos e chegar ao extremo da velhice com os órgãos funcionando regularmente. É o que se poderia chamar de “perpétua juventude”. Bernard Shaw, escritor irlandês, que viveu até aos 94 anos, trabaIhando lucidamente, sem apresentar sintomas de senilidade, deve
despertar nossa atenção. Se são poucos os que hoje alcançam essa idade, é porque, como afirmou Sêneca, “o homem não morre, mata-se ‘. Bernard Shaw era abstêmio. Certa vez declarou a um repórter:

“O segredo da minha saúde, em tão avançada idade, consiste apenas nisto: não bebo, não fumo, não como carne e… não consulto médico.”

Há também pessoas que fumam, bebem, comem carne, passam noitadas em claro, e, não obstante, atingem, não raro, os cem anos. Desse fato não podemos tirar argumentos em favor do uso e abuso das coisas prejudiciais à saúde. Há também os que suportam trabaIhar, com saúde, nas minas de carvão, até aos oitenta ou oitenta e cinco anos de idade, mas quem tirará daí a conclusão de que esse ambiente e esse trabalho são higiênicos e em nada prejudicam a saúde?

Os organismos variam muito. Há os mais resistentes e há os menos resistentes. Ora, tanto estes como aqueles podem prolongar seus dias, e conservar a saúde até o fim, contanto que vivam em harmonia
com as leis da natureza, evitando toda espécie de abuso. Os paladinos da longevidade, baseados na observação e nos métodos já incorporados à ciência, afirmam que o homem tem a capacidade para viver muito além da média hoje alcançada. O homem não foi feito para viver apenas cinquenta, sessenta, setenta ou oitenta anos, mas para viver no mínimo o dobro.

Afirma o Dr. Henrique Roxo:

“O alcoolismo e o abuso da carne são os motivos pelos quais o homem não chega a viver até 140 ou 150 anos, como deveria suceder pelo cotejo com a vida dos animais que, em geral, duram sete ou oito
vezes o tempo de sua completa ossificação.”

Inúmeras experiências levadas a cabo – entre as quais as do Dr Alexis Carrel, do Prof. Elias Metchnikoff, do Prof. )acques Loeb, de Horace Fletcher, de Sanford Benett e do Dr. ). H. Peebles – mostram que a vida pode ser prolongada indefinidamente, contanto que as células sejam conservadas puras e bem nutridas, conforme os desígnios da Providência. ‘

Vamos citar aqui alguns dados curiosos sobre a longevidade:

No livro do Dr. A. Bogomolets, “Como Prolongar’a Vida”, encontramos interessante relação de exemplos de longevidade humana:

Kentingern (S. Mungo), fundador do Episcopado de Glasgow, viveu 185 anos.
P. Ktzarten, da Áustria, morreu em 1724, com 185 anos de idade.
Tomás Parr, rude fazendeiro, viveu 152 anos, na Inglaterra.
G.enkins, de Yorkshire, faleceu aos 169 anos.
J. Gurrington, de Norway, terminou seus dias com 160 anos, quando seu filho mais velho tinha 103 anos e o mais novo 9.
J. Roven, húngaro, morreu com 172 anos e sua mulher, Sara aos 164.
Drakenberg, dinamarquês, viveu 156 anos. Aos 90 ainda trabalhava como marinheiro. Casou-se quando tinha 111 anos. Ao morrer sua esposa, quis casar-se outra vez, mas seu pedido foi recusado.
O Dr. P. Defournel, autor do livro “A Natureza Desmascarada”, morreu com 190 anos.
Gueriot, membro da Academia Francesa de Medicina, que nos deixou o livro “Para Viver Cem Anos”, e que viveu, ele mesmo, até à idade dos 103, relata um caso deveras curioso: A 31/7/1554, o cardeal d’Armognac, andando por uma rua, deparou com um octogenário que estava chorando à porta de sua própria casa. Interrogado, o ancião explicou que seu pai o havia castigado. O cardeal ficou muito surpreso e quis ver o pai daquele ancião. Entrou e conversou com um velho robusto, de mais de 100 anos. Explicou o velho que batera no filho porque este havia faltado ao respeito devido ao avô, por quem tinha passado sem o saudar.

Mais curioso ainda, o cardeal desejou conhecer o avô: Era um velho de 143 anos.
Nem precisamos retroceder tantos anos para buscar exemplos de longevidade: Encontramo-los também em nossos dias. Hajam vista os que a seguir transcrevemos:

Vegetarianos macróbios

“Uma mulher, com a idade de 163 anos, vive atualmente em Moscou. É Valentinovna Poujak, nascida em 1803, na Ucrânia, antiga superiora de um convento moscovita e que se recorda dos exércitos napoleônicos que ela viu, com a idade de 9 anos, em Liow, assim como da abolição da servidão e da primeira ferrovia construída na Rússia. A anciã não sofre de nenhuma doença, conserva toda a sua lucidez, os cabelos nem mesmo embranqueceram e consegue enfiar uma agulha fina sem usar óculos. Declarou ela aos jornalistas que a entrevistaram que a longevidade não constitui exceção em sua família: seus três irmãos têm 129, 121, e 120 anos de idade.

“Perguntou um dos repórteres: A senhora pode dizer-nos qual é seu principal alimento? A anciã respondeu: Eu e meus irmãos somos todos vegetarianos.” – Gazeta do Povo (de Curitiba), 30 de janeiro
de 1966.

Morreu o homem mais velho do mundo

“Faleceu em Rabat o homem mais velho do mundo – pelo menos de que se têm notícias. Trata-se do marroquino Hady Mohamed Ben Bark, que assegurava ter 165 anos. O macróbio deixa 250 descendentes, entre filhos e netos. O filho mais velho dos seus cinco casamentos afirma ter 110 anos. O extinto sempre atribuiu sua longevidade a uma saudável dieta vegetariana e produtos lácteos.” – Gazeta do Povo (de Curitiba), 18 de janeiro de 1966.

“É verdáde: esse homem tem 160 anos”

“Uma equipe de médicos soviéticos controla o estado de saúde de Chirali Musslimov, por ocasião de seu 160.o aniversário. Musslimov é um fenômeno vivo. Há alguns anos puseram em dúvida sua idade, mas pesquisas feitas no lugar onde nasceu e uma série de exames médicos muito meticulosos confirmaram-Ihe a idade. Diz ele que deve a sua avançada idade ao trabalho, aos muitos filhos e ao seu
bom caráter. Goza de ótima saúde, é analfabeto, não fuma, não bebe álcool, come muita fruta e muitos legumes. É verdade que vive num clima de montanha, Barzava, limite da URSS com o Irã, onde o ar é puríssimo. Sua mulher, a terceira, está com 90 anos e o número de seus descendentes é tão grande que ele não sabe quantos são.”-Folha de São Paulo, 30/9/66.

Que o homem foi feito para viver mais de um século, isso vemos até nos casos de terceira dentição, depois dos oitenta. Mary Horn exemplo aduzido por Graves – teve dentes, pela terceira vez, aos 110 anos; Peter Bryan, aos 117 anos. Há também casos de macróbios cujos cabelos, na extrema velhice, de brartcos voltam a ser negros. E não é raro o fenômeno da completa recuperação da vista em idade
bem avançada.

O coeficiente de letalidade de uma nação pode bem dar significativa mostra do nível de saúde de sua população. As mulheres sempre tiveram índice de vida maior que o do homem. A razão dessa disparidade está, não há dúvida, no modo de vida do homem, que usa álcool e fumo, e comete outras extravagâncias, abreviando a vida mediante um suicídio ora mais ora menos lento. Entre os representantes do sexo feminino, o tabagismo e o alcoolismo estão aumentando, e, proporcionalmente, está diminuindo cada vez mais a diferença de letalidade entre os dois sexos.

Ao passo que, por um lado, o coeficiente de mortalidade está diminuindo para a totalidade da população, está, por outro lado, aumentando para as pessoas de meia idade. Esse fato se explica através da diminuição das doenças e da mortalidade entre as crianças, especialmente entre as de menos de cinco anos, e através do aumento da morbidez entre os adultos que ultrapassaram a casa dos quarenta ou cinquenta.

Nos Estados Unidos, em 1938, o índice médio de vida foi de 63 anos, devido unicamente à diminuição de doenças entre crianças e jovens.

Entre 1890 e 1937, no Estado de Connecticut, por exemplo, a mortalidade entre as crianças de menos de um ano decresceu de 2540 para 907, embora a população se tenha duplicado nesse mesmo período. Entre crianças de um a cinco anos o coeficiente caiu de 1162 para 213. Todavia, entre as pessoas de 60 a 70 anos, o coeficiente de letalidade subiu mais do que o aumento da densidade demográfica.

Muito já fez a Medicina para reduzir a devastação causada pela febre tifóide, varíola, tuberculose, sífilis, diabete e outras doenças. Os Raios X têm contribuído grandemente para diagnósticos certos e oportunos. A cirurgia está, hoje, muito mais apta do que antigamente, para socorrer os pacientes.

Diante dessa série de fatores, era de esperar, pelo menos, que se prolongasse a vida das pessoas acima dos quarenta ou cinqüenta anos. Mas isso não acontece, mercê da proliferação de outras doenças como sejam a hipertensão arterial, o câncer, as moléstias renais, as cardiopatias, etc.

Embora a Medicina tome medidas contra as infecções, não controla os maus hábitos de vida que acarretam, como consequência, essas outras doenças. O que mais assusta é o rápido aumento dos casos de câncer e de moléstias do coração.

Estes fatos deitam, pois, uma pesada responsabilidade sobre os ombros dos que levam ao povo os ensinamentos básicos para a boa saúde.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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