Sedação consciente

A sedação consciente

Os níveis de ansiedade e medo fazem com que seja quase impossível tratar os dentes de certas crianças. Nessas alturas, os pais, desesperados, pedem uma anestesia geral. Há alternativas mais saudáveis. O medo é para muitas pessoas, uma das principais razões pelas quais não tratam os dentes. Nas crianças e em pessoas com problemas mentais, este medo é ainda mais irracional e difícil de transpor. Por vezes, o recurso a um bloco operatório e à anestesia geral é uma necessidade, no entanto, muitas situações de stress e traumatismo psicológico poderiam ser evitadas com o uso de sedações conscientes.

A lei em Portugal exige que este tipo de anestesia deva ser administrada por um anestesista qualificado. Contactámos alguns anestesistas para lhes pedir uma opinião do uso do protóxido de azoto, o produto usado para a sedação consciente e todos afirmaram que teriam de se informar mais sobre essa técnica. É que este tipo de sedação, muito comum nos EUA e Inglaterra, é pouco ou quase nada usada em Portugal. Sabe-se, no entanto, que existem alguns especialistas a usarem-na.

Aqui ficam algumas das questões mais frequentes que surgem quando falamos de sedação consciente.

O que é?

A sedação consciente é uma técnica de anestesia que permite à criança ou adulto cooperar com o médico dentista, pois o medo e a ansiedade estão muito reduzidos. O paciente nunca perde a consciência.

Usa-se em quem?

Normalmente é uma técnica usada em crianças com problemas comportamentais na consulta e que necessitam urgentemente de tratamento dentário. Adultos com fobia a tratamentos dentários e crianças especiais são também bons candidatos a esta técnica.

Porquê o uso de uma sedação consciente?

O risco é menor que uma anestesia geral e como a criança está consciente, ela consegue colaborar com o médico dentista, reduzindo assim o número de acidentes derivados de um tratamento com um paciente inconsciente.

Que medicação é usada?

Difere de médico para médico e de anestesista para anestesista. Normalmente é o protóxido de azoto.

É um método seguro?

À partida os estudos consultados consideram o método seguro quando praticado por médicos dentistas com formação na área e com apoio de um anestesista.

E a seguir à consulta, há cuidados especiais a tomar?

Como este tratamento não tira o medo à criança, apenas permite executar os tratamentos, está indicado que a seguir à consulta não se fale muito sobre o que passou. Em caso da criança estar doente aquando do tratamento deve contactar o médico dentista para saber se o tratamento deve ser adiado. Alguns especialistas afirmam que não se deve avançar com os tratamentos com crianças constipadas ou com problemas do foro respiratório. É fundamental seguir todas as indicações dadas pelo seu médico dentista sobre o que se deve fazer antes das consultas com sedação.

E depois das consultas?

A criança só sairá do consultório quando se tem a certeza que tudo está bem. Deve passar o resto do dia em casa sob a supervisão de um adulto. Serão dadas instruções pelo médico dentista sobre a dieta e a actividade física permitida.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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