Serei boa mãe? O Bebe Nascerá saudável?

Serei boa mãe? Nascerá saudável?

Esperar um filho é algo maravilhoso. Mas, como tudo é desconhecido, vem acompanhado de uma carga de mistério em que só se vislumbra uma certeza: que a nossa vida vai mudar de forma radical. Até que chegue o bebé resta um longo caminho de 9 meses em que tanto o corpo como a mente da mulher se encontram a trabalhar em pleno rendimento para se adaptarem à nova situação.

Dias de ilusão, dias de medo
Sobretudo para as multíparas, o medo do desconhecido e o assumir a grande responsabilidade de ser mãe pode ser um inquietante companheiro de jornada. Sem dúvida, não há motivos para alarme, já que estes temores são absolutamente normais. A grande maioria das mães pode ter passado por eles, e conseguiram superá-los.

Segundo os médicos, o que mais preocupa as gestantes é a saúde do seu bebé.E a pergunta que fazem depois do nascimento é se o bebé está bem. Até aí as dúvidas foram múltiplas e inquietantes. Durante o primeiro trimestre as alterações corporais externas são mínimas, mas a futura mamã começa a imaginar que vai finalmente ser mãe e tudo isso ela suporta.

«Esta é uma etapa de ambivalências e conflitos – assegura a Dr.ª Madalena Barata, médica obstetra do Hospital de Santa Maria em Lisboa – onde, uma parte da futura mamã se sente entusiasmada e a outra, pode sentir-se assustada pela chegada do seu bebé. Todos os medos podem derivar da forma como foi recebida a notícia e a aceitação do papel de mãe, que, de certa forma, é o culminar da feminidade no ponto de vista psicossocial e biológico. O conflito resolver-se-á mais ou menos facilmente segundo a aceitação inconsciente, da mãe, da sua própria feminidade».

O engravidar e dar à luz um filho requer maturidade; nesta nova fase a mulher vai deixar de ser filha para se converter em mãe. É a altura em que se avalia como foi a sua própria mãe e surgem as perguntas típicas: « Será que na realidade vou ser capaz de me responsabilizar por uma criança? Poderei fazê-lo tão bem como a minha mãe?».

Beatriz, uma jovem empresária, tinha assiduamente um sonho que reflectia a sua própria insegurança. «Estava na piscina e tinha que atravessar umas redes por umas aberturas muito pequenas. Ficava aflita a pensar: “Meu Deus, é impossível! Não consigo fazê-lo!”. Nesse momento aparecia a minha mãe, colocava uma touca de banho e atirava-se para a piscina, atravessando todas as aberturas sem dificuldade. Eu, seguia o seu exemplo e conseguia passá-los também. Era tão fácil!», conta.

A insegurança não é mais que um processo normal de adaptação psicológica a tudo o que está para vir.

Quando este conflito interior é forte, pode provocar manifestações psicossomáticas com os famosos vómitos, que em muitos casos, não são mais que uma grande vaga de grandes emoções que se estão desenvolvendo no seu interior.

Passados três meses entra-se na etapa mais feliz da gravidez. Já passaram as moléstias iniciais, assumiu-se o papel de mãe e o estado hormonal favorece uma sensação de plenitude. As alterações no corpo, começam a ser notáveis a partir do quinto mês, e notar os seus primeiros pontapés constitui uma sensação única, um privilégio da natureza. Sem dúvida que as inquietações desapareceram, e agora toda a mãe se concentra mais no estado de saúde e bem estar do seu feto.

Estará o meu bebé bem formado?
«O medo que a criança nasça com alterações, é sem dúvida, muito comum entre as grávidas, afirma a nossa assessora. Começa-se a esboçar no primeiro trimestre e só abandona a mamã quando ela vê e toca o seu bebé, mas durante todos os meses foi-se acentuando. É normal que a grávida comece a recordar o pequeno copo de whisky ou o medicamento que tomou quando ainda não sabia que estava grávida».

Para garantir que tudo vai bem e procurar tranquilizar a mãe, o mais indicado é colocar ao seu médico assistente todas as dúvidas, pois é ele quem deve seguir o bom desenvolvimento da gravidez e prescrever os exames oportunos. «obcecar-se com exames médicos não é bom. A amniocentese, por exemplo, é um exame que comporta alguns riscos e só se deve realizar no caso de indicação e prescrição do médico assistente. Caso o médico não ache este exame necessário. O melhor é tranquilizar-se».

À medida que avança a gestação e se vão acentuando as alterações no corpo da mulher, aparecem outro tipo de temores concentrados na relação do casal: trata-se do medo de não ser atractiva para o seu companheiro. «Como vai gostar de mim, se estou como uma botija?». «Nem sei se depois do parto volto a manter a minha figura original», são pensamentos frequentes.

Segundo a Dr.ª. Madalena Barata, a atitude perante a transformação – não deformação – do corpo, reflecte a forma como a futura mãe aceitou a ideia da sua gravidez, se se mentalizou ou se continua receosa. Assim, muitas futuras mães sentem-se entusiasmadas enquanto a barriga cresce enquanto que para outras, as deprime e as cansa. Também convém recordar que a maioria dos homens afirma sentir-se muito atraído pela sua companheira e com muito orgulho na sua barriguinha. A realidade é que nenhum homem normal acha feia a mulher que ama enquanto está grávida de um filho de ambos.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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