Sildenafil - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Sildenafil

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

O sildenafil foi provavelmente o avanço mais importante no tratamento da disfunção erétil nos últimos anos deu-se em março de 1998, quando o FDA (Food and Drug Administration – EUA) aprovou o uso de uma nova forma de terapia oral, o citrato de sildenafil, um inibidor da fosfodiesterase tipo V, agindo portanto com bastante especificidade no músculo liso dos corpos cavernosos

A ação do sildenafil consiste na inibição da isoenzima-5 da fosfodiesterase, a enzima que degrada o GMPc (Guanosina Monofosfato cíclico) no interior dos corpos cavernosos. O sistema GMPc/óxido nítrico é um potente relaxador da musculatura lisa, facilitando, portanto, a ereção. O estímulo sexual provoca a liberação de oxido nítrico nas terminações nervosas e nas células endoteliais do corpo cavernoso. Este óxido nítrico estimula a enzima guanilato-ciclase a transformar o GTP (Guanosina Trifosfato) em GMPc que, por sua vez, promove o relaxamento muscular.

A fosfodiesterase tipo 5, predominante no corpo cavernoso, age na hidrólise do GMPc , convertendo-o em GMP, sua forma inativa. Pela inibição da fosfodiesterase, o sildenafil prolonga a atividade do GMPc, promovendo relaxamento da musculatura lisa cavernosa, melhorando a função erétil.

O sildenafil é administrado oralmente, geralmente na dose de 50mg, uma hora antes da atividade sexual desejada, sendo que a droga não causa efeito caso não ocorra estímulo sexual ou seja, não induz a ereção, apenas a facilita. A dosagem pode ser aumentada para 100mg ou diminuída para 25mg dependendo da eficácia e tolerância da droga. Sua atividade é mantida por 4 a 6 horas após sua tomada e a administração máxima recomendada é de uma dose diária.

Efeitos colaterais do medicamento sildenafil

Os seus efeitos colaterais são na maioria leves e transitórios, na maioria das vezes não causando a descontinuação do tratamento, sendo os mais frequentes: rubor facial (10%), cefaléia (16%), distúrbios gastro-intestinais (7%), congestão nasal (4%) e distúrbios visuais (3%). Priapismo não foi ainda descrito.18 Os efeitos adversos decorrem da ação do sildenafil sobre outras fosfodiesterases no organismo. Por exemplo os efeitos visuais (visão borrada, não distinção do verde e do azul) ocorrem por inibição da ação da fosfodiesterase VI, bastante frequente na retina.

As únicas contra-indicações do sildenafil são o uso concomitante com nitratos e na rara doença visual retinite pigmentosa. A utilização conjunta de sildenafil e nitratos, inclusive o nitroprussiato de sódio, pode produzir importante vasodilatação e hipotensão grave e talvez fatal, em pacientes coronariopatas. Seu uso concomitante a drogas anti-hipertensivas (betabloqueadores, alfa-bloquadores, inibidores da enzima conversora, diuréticos e bloquadores do canal de cálcio) não se acompanhou de efeitos colaterais importantes.

Vários estudos clínicos foram realizados de 1994 a 1997, que mostraram um bom resultado da droga em 70 a 90% dos pacientes. A maior parte dos estudos iniciais foram realizados em pacientes com disfunção erétil de origem psicogênica, mas estudos subsequentes em pacientes com impotência orgânica também mostram bons resultados.

O uso do sildenafil em larga escala iniciou-se nos EUA em abril de 1998, e a experiência clínica inicial tem sido similar aos estudos clínicos, com eficácia em 50-90% dos pacientes, independendo das causas e grau da disfunção erétil.

Goldstein et al obteve em seu estudo com 532 homens resultados satisfatórios em 72%, 80% e 85% dos pacientes que receberam, respectivamente, 25mg, 50mg e 100 mg de sildenafil. Foram estudados vários subgrupos de pacientes em que o sildenafil teve boa eficácia. Em diabéticos houve melhora das ereções em 48 a 57% dos pacientes. Em pacientes com etiologia psicogênica para a disfunção erétil a eficácia da droga é de até 93% dos pacientes.

Em 65-80% dos pacientes com lesão medular, o sildenafil tem resultados favoráveis. Em pacientes impotentes após prostatectomia radical, parece haver uma melhor resposta positiva ao sildenafil quando os dois feixes vasculo-nervosos são preservados e também em relação à idade do paciente, com melhora da função sexual em cerca de 80% dos pacientes jovens em quem os dois feixes são preservados.

Portanto, pode-se concluir, pelas evidências e resultados obtidos até o momento, que o sildenafil é um tratamento eficaz, seguro, sem efeitos adversos significantes, de conveniente administração oral e baixos índices de descontinuidade pelo paciente, sendo um importante agente para o tratamento da disfunção erétil, porém necessita passar pelo julgamento do tempo para a derradeira e definitiva comprovação de sua eficácia e segurança.

FUTURO: Diversos medicamentos vem sendo testados no tratamento da disfunção erétil para futuro lançamento no mercado.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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