Síndrome de Reye - Aspirina, sintomas, tratamento, causas e diagnóstico
Fotos Antes e Depois

Síndrome de Reye

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

O síndrome de Reye é uma doença infantil. Não é uma doença comum e afecta crianças com idades entre os 4 e os 12 anos. A doença poderá envolver o cérebro, o fígado e outros órgãos. Pode ser uma doença bastante grave. Muitas crianças conseguem melhorar após serem submetidas a tratamento.

Causas da síndrome de Reye:

Não se conhece o que provoca o síndroma de Reye. A doença pode surgir entre 5 a 7 dias após uma infecção viral, tal como uma constipação, uma gripe ou a varicela. É possível que o síndroma de Reye possa ser provocado pelo facto da criança utilizar aspirina durante a infecção viral.

Sinais e sintomas da síndrome de Reye:

Vómitos ininterruptos, confusão ou irritação são sinais do síndroma de Reye. A criança poderá ficar fraca, sonolenta ou ficar menos activa. A criança poderá sentir dificuldade em se expressar de forma clara e poderá agir de forma diferente.

Tratamento da síndrome de Reye:

Poderá ser necessário hospitalizar a criança para que seja cuidadosamente observada. Serão efectuados testes enquanto a criança estiver em descanso, a ingerir líquidos e a ser medicada.

Apoio emocional: Poderá permanecer junto da criança para lhe dar algum conforto e apoio. A criança poderá sentir-se mais segura no hospital tendo os pais junto dela.

Sinais vitais: Inclui a medição da temperatura, da pressão arterial, do pulso (contagem dos batimentos cardíacos), e dos ciclos respiratórios (contagem das respirações) da criança. Para medir a pressão arterial, da criança, é colocada uma braçadeira no braço, a qual é apertada. A braçadeira está ligada a uma máquina que indicará a pressão arterial da criança. Os médicos poderão auscultar o coração e os pulmões da criança utilizando um estetoscópio. Os sinais vitais da criança são medidos para que os médicos vejam em que condições se encontra. A medição dos sinais vitais não tem associado nenhum tipo de dor.

Oxímetro de pulso: Esta é uma máquina que lhe especifica a quantidade de oxigénio presente no sangue da criança. Um cordão com uma pinça ou uma faixa adesiva é colocado no seu ouvido, dedo da mão ou dedo do pé. A outra extremidade do cabo é ligada a uma máquina.

Análises sanguíneas: Poderá ser necessário tirar sangue para serem realizados testes. O sangue pode ser retirado de uma veia na mão ou da dobra do cotovelo. O sangue da criança é testado para verificar de que modo o seu corpo está a lidar com a doença. A criança poderá ter de tirar sangue mais do que uma vez.

Transfusão de sangue: A criança poderá necessitar de receber uma transfusão de sangue se a contagem de sangue for baixa. Chama-se a isto anemia. Em alternativa, a criança também poderá receber uma transfusão de sangue por ter perdido demasiado sangue. Muitas pessoas preocupam-se com facto de poderem ficar infectadas com o vírus da SIDA ou com hepatite devido a uma transfusão de sangue. A probabilidade de tal acontecer é de cerca de 1 num milhão. Habitualmente o risco de não conseguir arranjar sangue compatível é superior ao risco de poder contrair o vírus da SIDA ou uma hepatite. Se o corpo da criança não tiver sangue suficiente, ela poderá morrer.

IV: Um IV é uma sonda colocada na veia da criança para administrar medicamentos ou líquidos. Esta sonda tem uma tampa na extremidade ou encontra-se ligada a tubos e líquidos.

Sinais neurológicos: Os médicos observam os olhos da criança, a sua memória e a sua facilidade em levantar-se. Também poderá ser verificada a força e o equilíbrio da mão. Estes sinais podem indicar aos médicos de que forma o cérebro da criança está a funcionar após uma lesão ou doença.

Monitor cardíaco: Também designado por ECG ou electrocardiograma. É um teste indolor para verificar se o coração está a funcionar bem. São colocados eléctrodos aderentes (3 ou 5) em partes diferentes do corpo. Cada eléctrodo possui um fio que se encontra ligado a um monitor ou a uma caixa portátil (unidade de telemetria). Este monitor ou unidade de telemetria mostram um traçado de cada batimento cardíaco. Os médicos observam continuamente este traçado para se certificarem que o coração da criança está em boas condições.

EEG: Este teste também é designado por electroencefalograma. São colocados inúmeros eléctrodos aderentes na cabeça. Cada eléctrodo está ligado a uma máquina. Esta máquina imprime um traçado da actividade das ondas cerebrais, a partir de diversos pontos do cérebro. Os médicos observam este traçado para verificarem se o cérebro da criança está a funcionar correctamente.

Punção Lombar: Este procedimento também é designado por extracção espinal. Poderá ser extraído fluído da espinha da criança, o qual será enviado para laboratórios para ser submetido a testes. Este procedimento poderá ser efectuado para haver a certeza de que a criança não possui uma infecção em redor da medula espinhal. Os médicos poderão ainda descobrir se há alguma hemorragia no cérebro da criança. Poderá, por vezes, ser administrado medicamento por esta via de forma a tratar a sua doença.

Tomografia axial computorizada: Este teste também é designado por TAC. Uma máquina especial de raios-x utiliza um computador para tirar imagens do cérebro. Os médicos observam as imagens para verificarem se há algum problema com o cérebro. Antes de lhe serem tiradas as imagens poderá ser-lhe administrado corante por via intravenosa. O corante ajuda a visualizar melhor o cérebro nas imagens. Pessoas com alergia a mariscos (lagosta, caranguejo ou camarão) poderão ser alérgicos a este corante. No caso de ser alérgico a qualquer um dos alimentas anteriormente mencionados comunique ao médico.

Biópsia ao fígado: É a extracção de uma pequena porção de tecido do fígado, a qual é enviada para um laboratório para ser submetida a testes. Começa por se proceder à limpeza da pele. Os médicos administrarão anestesia a nível cutâneo de forma a que não sinta dores. É depois introduzida uma agulha através da parede abdominal (barriga) ou entre as costelas. A agulha é introduzida no fígado para se obter uma amostra de tecido. É colocada uma ligadura no local da biópsia depois de ser obtida a amostra de tecido.

Medicamentos:

Antibióticos: Estes medicamentos poderão ser administrados para ajudar a combater a infecção provocada por germes designado por bactérias. Os antibióticos poderão ser administrados por via intravenosa, por de injecção intramuscular ou por via oral.

Anti-coagulantes: Estes medicamentos evitam a formação de coágulos no sangue. Os coágulos podem provocar ataques cardíacos e mesmo a morte. Os anti-coagulantes poderão começar por ser administrados à criança por via intravenosa. Posteriormente poderão ser administrados por via oral ou através de injecção intramuscular. Os anti-coagulantes poderão facilitar o aparecimento de hemorragias ou contusões. A criança deverá utilizar uma escova de dentes macia para lavar os dentes. Evitará assim a ocorrência de hemorragias a nível cutâneo e das gengivas.

Edema cerebral: Poderão ser fornecidos medicamentos à criança para evitar que ocorra um edema a nível do cérebro. Estes medicamentos também são fornecidos para fazer desaparecer o edema cerebral. Costumam ser administrados por via intravenosa mas também podem ser administrados sob a forma de injecção intramuscular.

Cateter de Foley: É um tubo que poderá ser inserido na bexiga da criança para drenar a urina. A bexiga é o órgão de retenção da urina. O cateter poderá provocar à criança a sensação de querer urinar. A criança deverá relaxar pois o cateter drenará a urina por si. Quando o cateter for retirado, a criança poderá urinar por si própria. Não retire o cateter já que tal poderá magoar a criança ou provocar uma hemorragia. Não dobre o cateter porque poderá impedir a drenagem da urina. Não eleve o saco de urina acima do cateter. Se a criança o fizer, a urina voltará a entrar na bexiga. Poderá provocar uma infecção.

Entrada/Saída restrita: Os médicos poderão necessitar de saber a quantidade de líquidos que a criança está a ingerir. Poderão também querer saber com que regularidade está a urinar. Chama-se a isso “Entrada & Saída.” Quando tal lhe for permitido, a criança deverá beber entre 6 a 8 copos (tamanho normal) de água por dia. Ou siga o conselho do médico se a criança tiver de limitar a quantidade de líquidos a beber. Se a criança estiver a seguir um tratamento do tipo referido na alínea anterior, indique ao médico a quantidade de líquidos que ela ingere. Pergunte ao médico se não há problema em descarregar o autoclismo e deitar a urina da criança pela sanita abaixo.

Ventilador: É uma máquina especial que consegue respirar pela criança. Esta poderá ter um tubo endotraqueal (tubo ET) inserido na boca ou nariz. Em alternativa, poderá ser introduzido um tubo através de uma incisão feita na parte frontal do pescoço. O tubo ET é ligado a um ventilador. O oxigénio pode ser fornecido à criança através do ventilador.

Verificou-se uma redução progressiva da doença desde 1980, facto este explicado pela contra-indicação do uso da aspirina para febre em crianças.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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