Síndrome do Edifício Doente

O síndrome do edifício doente refere-se a um conjunto variado de sintomas por vezes experimentado pelas pessoas que trabalham nos edifícios modernos. Sucede com mais frequência nos edifícios novos que são concebidos para minimizar as perdas de calor com janelas que não abrem e com condutores de calor e ar refrigerado provenientes de uma fonte vulgar. Incluem-se uma diversidade de situações causadas pela exposição a várias substâncias desagradáveis ou tóxicas.

Causas do síndrome do edifício doente:

Não há um número determinado de possíveis sintomas. Nestes incluem-se:

  1. Fadiga
  2. Dor de cabeça
  3. Secura e comichão nos olhos
  4. Garganta inflamada
  5. Secura do nariz

Os sintomas podem ser amplamente mais extensos do que estes dependendo da especificidade da causa. As pessoas afectadas também podem ficar ansiosas, sofrer de hiperventilação e podem ter espasmos nas mãos e pés (tetania) e dificuldades de respiração graves.

Cuidados a ter:

Entre as fontes possíveis de problemas incluem-se:

  1. Químicos do papel de fax
  2. Ozono produzido pelos fotocopiadores
  3. Aumento dos níveis de dióxido de carbono por entrada insuficiente de ar puro ou recirculação do ar existente, deficiente iluminação,
  4. Concepção deficiente da ergonomia do escritório,
  5. Inalação passiva de fumo
  6. Ingestão excessiva de café
  7. Factores psicológicos, tais como conflitos entre pessoal nos escritórios das empresas

Riscos e Complicações:

Os estados clínicos mais específicos e susceptíveis de serem identificados são:

Pulmão do ar condicionado

Causado pelas mesmas bactérias que estão na origem do pulmão dos agricultores (Thermoactinomyces vulgaris, Micropolyspora faeni). Estas bactérias amantes do calor podem contaminar os humidificadores e tubos dos condutores de ar condicionado. Nesse caso, o ar condicionado ventila ar frio, que contém esporos, por todo o edifício. Os sintomas do pulmão de ar condicionado são os mesmos que os do pulmão de agricultor com febre, resfriados, tosse e dificuldade em respirar na sua forma mais grave. Por vezes, é acompanhado de perda de apetite, náuseas e vómitos. Podem suceder-se problemas respiratórios a longo prazo, especialmente com exposições repetidas.

Febre por humidificação

Habitualmente, desenvolve-se no primeiro dia de trabalho da semana, normalmente numa segunda-feira. O paciente experimenta febre, dores musculares e dificuldades de respiração moderadas. As amebas, fungos e endotoxinas produzidos pelas bactérias, bem como as bactérias propriamente ditas podem causar diferentes espécies de febre por humidificação.

Intoxicação por monóxido de carbono

Os camiões ou outros veículos de laboração mecânica próximo das entradas de ar dos edifícios podem causar grave exposição ao monóxido de carbono e aos fumos emanados pelo diesel que também contêm óxidos de nitrogénio, diversos aldeídos e outros tóxicos.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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