Sistema Solar - A Formação do Sistema Solar
Fotos Antes e Depois

Sistema Solar – A Formação do Sistema Solar

O SISTEMA SOLAR É UM CONJUNTO DE ASTROS CONSTITUÍDO PELO SOL E PELOS PLANETAS MERCÚRIO, VÉNUS, TERRA, MARTE, JÚPITER, SATURNO, URANO E NEPTUNO, ORDENADOS ASSIM EM FUNÇÃO DA DISTÂNCIA A QUE SE ENCONTRAM DO SOL. DURANTE MUITOS ANOS, PLUTÃO FOI CONSIDERADO UM PLANETA PRINCIPAL MAS EM 2006 A UNIÃO ASTRONÓMICA INTERNACIONAL DECIDIU, COM BASE EM ESTUDOS E DESCOBERTAS RECENTES, CLASSIFICÁ-LO COMO PLANETA ANÃO. PARA QUE UM CORPO CELESTIAL SEJA CONSIDERADO PLANETA PRINCIPAL TEM QUE CUMPRIR AS SEGUINTES CONDIÇÕES: ORBITAR EM TORNO DE UMA ESTRELA, TER MASSA SUFICIENTE PARA TER GRAVIDADE PRÓPRIA E ASSUMIR UMA FORMA ARREDONDADA E SER DOMINANTE NA ÓRBITA. 

Representação esquemática do Sistema Solar.

Ora o facto de a órbita de Plutão se cruzar com a de Neptuno, fazendo com que Plutão não seja dominante na órbita, determinou a sua desclassificação. Existe uma cintura constituída por milhares de corpos celestes, designados de asteróides, entre as órbitas de Marte e Júpiter. Os planetas que se encontram até à cintura são chamados de telúricos e os restantes gigantes, com excepção de Plutão. Existe ainda uma outra cintura de asteróides, a cintura externa, constituída por rochas geladas com diâmetros variáveis entre grãos de poeira e uma centena de quilómetros.

Ao longo de vários séculos de estudos chegou-se às Leis da Mecânica Celeste, definidas por Kepler e desenvolvidas e quantificadas por Newton. Às quais se acrescenta ainda a Lei de Titius-Bode, a última da listagem:

•Os planetas giram em torno do Sol em órbitas elípticas mas que na prática se reduzem a círculos.
•Estas órbitas situam-se todas num plano formando um disco perpendicular ao eixo de rotação da Terra
•Os planetas movem-se nas suas órbitas acelerando quando se aproximam do Sol e abrandando quando se afastam dele.
•Os períodos de rotação dos planetas dependem do seu distanciamento ao Sol, quanto mais longe estiverem mais lentamente giram.
•As revoluções (termo usado para definir o movimento dos planetas nas suas órbitas) fazem-se todas no mesmo sentido que é o sentido de rotação do Sol. É também o sentido de rotação dos planetas sobre si mesmos, exceptuando Vénus e Marte.
•Cada planeta está duas vezes mais afastado do Sol que o seu vizinho mais próximo, com a excepção que entre Marte e Júpiter não existe um planeta mas uma enorme quantidade de asteróides.

Os oito planetas do Sistema Solar.

A revolução extremamente ordenada dos planetas em torno do plano equatorial do Sol, conduziu os astrónomos à conclusão de que os planetas se formaram praticamente ao mesmo tempo que o Sol e a partir do mesmo material primitivo. A hipótese da nebulosa sugere que todos os corpos do Sistema Solar se formaram a partir de uma nebulosa de poeiras e gases composta por cerca de 80% de hidrogénio, 15% de hélio e uma percentagem de cerca de 5% de todos os outros elementos pesados conhecidos: sílica, alumina, ferro e cálcio, elementos comuns constituintes das rochas e outros elementos oxigénio, carbono e azoto.

Dimensão relativa dos planetas do Sistema Solar e de várias outras estrelas conhecidas.

Há cerca de 5 000 milhões de anos e por razões não inteiramente esclarecidas, a nebulosa constituída por fragmentos de rocha e gases começou a contrair-se sob sua própria influência gravítica. Nesta altura houve formação e desaparecimento de vários turbilhões secundários embora o conjunto principal se deslocasse num certo espaço. O centro do turbilhão, mais denso e escuro que o resto da massa contraindo-se mais rapidamente, era o Protosol. Sob forças de atracção e forças centrífugas a nebulosa achatou-se para ganhar a forma de um disco, no seio deste, continuavam a aparecer redemoinhos locais, alguns deles separaram-se em consequência de colisões,
arrastados pela crescente força gravitacional do Protosol.

Representação do sistema solar.

Cada um destes turbilhões secundários, como que numa batalha cósmica, lutava para manter a sua coesão tentando adquirir massa suficiente para criar o seu próprio centro de gravidade, apropriando-se de matéria que outros perdiam. Até que uma série de discos gigantes girando sobre si mesmos se desenvolveu à volta do Protosol – eram os proto-planetas, capazes de manter a sua coesão pelo seu
tamanho que provocava o seu próprio campo de atracção e que iam incorporando materiais não agregados da nebulosa. No entanto a maior concentração de material foi graviticamente arrastada para o centro do disco, o Protosol, à medida que isso acontecia, a temperatura da massa central ia aumentando, atingindo várias centenas de graus centígrados e estava na forma de vapor.

As órbitas dos planetas do Sistema Solar.

À distancia da órbita de Marte as temperaturas rondavam os -200ºC o que fazia com que os fragmentos de poeiras estivessem cobertos de gelo, água e dióxido de carbono, amónia e metano. O disco da nebulosa continha ainda provavelmente quantidades apreciáveis de gases mais leves como hidrogénio e hélio. Logo após a formação do Protosol, a temperatura do núcleo da nebulosa começou a baixar, iniciando assim a condensação dos materiais de mais alto ponto de fusão. Solidificaram o ferro e o níquel e em seguida formaramse os minerais constituintes da rochas, começando pelos de mais alto ponto de fusão (óxidos metálicos, olivinas, piroxenas, etc.).

A colisão destes fragmentos fez com que tomassem a forma e tamanho de asteróides, e em algumas dezenas de milhões de anos, se acrecionassem para constituírem os Planetas Terrestres: Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. Os componentes leves da nebulosa que estes planetas não acumularam pelo seu baixo campo gravítico, são eles o hidrogénio, amónia, metano e água foram expulsos para zonas mais externas do sistema solar pelos ventos T-Tauri, ventos de partículas muito violentos.

Após a formação dos planetas terrestres, os elementos radioactivos encerrados nos seus interiores começaram a libertar calor pelo seu decaimento que, juntamente com a energia resultante da colisão de partículas, fizeram com que se iniciasse fusão parcial. Foi então que ocorreu a diferenciação dos materiais, os metais pesados como o ferro e o níquel decantaram e os mais leves como os minerais silicatados flutuaram. A partir de então as rochas fundidas começaram a irromper na superfície através de fissuras, fazendo com que os materiais gasosos fossem expulsos do interior dos planetas como que em fenómenos de vulcanismo, criando as atmosferas.

Mercúrio, o mais quente e segundo menor não conseguiu reter mesmo os gases mais pesados. Marte maior e mais frio que Mercúrio reteve uma fina camada de dióxido de carbono e água sob a forma de gelo, Vénus e Terra conseguiram reter quantidades consideráveis de gases mais pesados pois eram os maiores dos planetas terrestres e tinham campos gravíticos elevados. Nos chamados Planetas Jovianos, mais distantes do Sol, as baixas temperaturas fizeram com que as partículas que os formaram estivessem cobertas de gelo – água, dióxido de carbono, amónia e metano.

Tabela resumida

Quando Júpiter e Saturno atingiram um determinado tamanho, o campo gravítico era suficientemente forte para reter os gases mais leves como o hidrogénio e o hélio, dispersos na nebulosa. Atingindo massas muito maiores que Urano e Neptuno que contêm muito menos quantidade de hidrogénio e hélio, fazendo deles menores.

Susana Andrade

One Comment

Participe no Forum. Deixe a Sua Dúvida ou Comentário

Campos de Preenchimento Obrigatório marcados com *


  1. adoro o sistema solar
    gosto do planeta
    saturno

Participe no Forum. Deixe a Sua Dúvida ou Comentário

Campos de Preenchimento Obrigatório marcados com *



Seguir fotosantesedepois.com

Siga-nos na rede social Facebook e receba dicas sobre os temas de saúde mais atuais.

Facebook Fotos Antes e Depois
Receber Dicas de Saúde?

Se está interessado/a em receber no seu Email, dicas de saúde, remédios caseiros..., subscreva a nossa newsletter.

Contacte-nos

© 2018 Fotos Antes e Depois | Politica de Privacidade