Talassoterapia

Publicado por Equipe Editorial a 26 de dezembro de 2010 - Atualizado em 13 janeiro 2018

A talassoterapia é um tratamento com banhos de água do mar à temperatura corporal, cristais de sal não refinado e algas marinhas. A técnica surgiu na Grécia, no século XIX, e hoje é realizada em várias clínicas estéticas de todo o mundo, em banheiras especiais, que lançam a água em jatos.

Como o sal do mar dissolve-se em contato com a água morna, ele é excelente para realizar massagens suaves, eliminando as impurezas e promovendo a juventude da pele.

A utilização dos componentes marinhos com fins terapêuticos data, possivelmente, desde que o homem apareceu sobre a Terra. Os egípcios, os gregos e os romanos já os utilizavam e Hipócrates, que viveu no século IV a.c. e é considerado o pai da medicina, já aconselhava o seu uso interno e externo. A talassoterapia, é uma palavra de origem grega que significa terapêutica do mar.

O termo foi usado pela primeira vez em 1867 por Bonnardiere mas continua actual nos dias de hoje. De uma forma geral, a talassoterapia significa o recurso ao meio marinho, quer para a manutenção, quer para a recuperação e tratamento da forma física e psíquica das pessoas que recorrem a este tipo de terapia.

A água do mar não é um meio indiferenciado. É um meio vivo, rico em seres vivos microscópicos que vivem em suspensão, que contém cerca de 94 tipos de sais minerais diferentes, que, por sua vez, a permitem classificar como uma água cloretada sódica e sulfatada magnesiana, de acordo com a abundância em sódio, cloro, magnésio e enxofre.

A sua densidade elevada, o seu poder antibiótico, bem como a capacidade dos seus iões para penetrarem no nosso organismo, confere-lhe muitas das suas propriedades regeneradoras. Aliás, curiosamente, pode dizer-se que trazemos dentro de nós, no nosso sangue e no interior de cada uma das nossas células, um mar em miniatura, já que a composição mineralógica da água do mar e do nosso plasma sanguíneo são bastante semelhantes.

Os tratamentos em talassoterapia envolvendo a utilização da água são semelhantes aos já referidos para a hidroterapia nas termas (ver caderno Vidas de 13.06.98), com a diferença da origem da água empregue. Enquanto que nestas últimas a água provém do interior da Terra, nasce do subsolo, na talassoterapia, a água utilizada provém do mar, razão pela qual os centros de tratamento (também apelidados de termas marinhas) se situam junto à costa.

Entre os tratamentos mais comuns encontram-se os banhos simples, com ou sem adição de algas e/ou lamas, banhos borbulhantes de fraca intensidade (relaxantes) ou com pressão forte (tonificantes), duches, banhos de mãos e pés (manilúvios e pedilúvios), gargarejos, aerossóis e irrigações vaginais. Em qualquer dos casos, a água pode ser utilizada a várias temperaturas, normalmente morna ou quente, podendo os tratamentos ser administrados em qualquer altura do ano e representar uma boa alternativa à época balnear que, no nosso país, se resume a cerca de 3 meses por ano.

Na talassoterapia, para além da água do mar propriamente dita, utilizam-se ainda algas marinhas e lamas. As algas são seres do reino vegetal que, para além de concentrarem em si os minerais presentes na água do mar são igualmente ricas em vitaminas e proteínas. Existem em muitas variedades, (cor, forma e tamanho), sendo as mais utilizadas as de cor escura, originárias de zonas mais profundas e menos sujeitas aos malefícios da poluição.

Quanto às lamas marinhas, ou lodos, são as suas propriedades de plasticidade (capacidade de serem moldadas), de retenção de água e calor, bem como a sua composição em sais mineraís, vitaminas e oligoelementos que lhe conferem propriedades terapêuticas.

Tanto as algas (reduzidas a uma forma de papa) como as lamas são utilizadas em aplicações locais, tanto em camadas finas como em cataplasmas.

São muitas as situações para as quais o recurso à talassoterapia pode ser adequado. Desde os casos mais simples, ansiedade, stress, recuperação pós-parto ou apenas férias, até aos mais complicados. Neste último caso encontram-se as afecções reumatológicas (osteoporose, artroses, certas alterações da coluna vertebral), traumatismos vários, incluindo os desportivos, sequelas de acidentes neurovasculares, problemas circulatórios, asma, rinites e outras afecções respíratórias crónicas, etc.

Outro campo em que a talassoterapia tem vindo a ser muito utilizada é o da estética, através de diversos tratamentos para o rosto, celulite, remodelação e revitalização do corpo em geral.

No entanto, nada melhor do que experimentar. Poderá, por exemplo em Portugal, recorrer ao centro de talassoterapia da Costa da Caparica ou ao de Vila Lara no Algarve. O centro de talassoterapia em Espinho tambem é uma boa opção. Proporcione-se o prazer de reviver esse meio que nos é tão fundamental e (re)encontre-se com o mar …em terra.