Taquicardia Supraventricular Paroxistica - Tratamento, Causas, Sintomas e Diagnostico
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Taquicardia Supraventricular Paroxistica

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

A taquicardia paroxística supraventricular, ou TPSV, é uma doença associada a um batimento cardíaco muito rápido caracterizado por um ritmo regular.

Durante a crise de TPSV, o seu coração pode bater entre 150 a 250 pulsações por minuto.

Um coração normal bate cerca de 70 a 80 pulsações por minuto. Poderá viver uma vida normal se a sua TPSV for devidamente tratada.

O coração possui 4 cavidades ou câmaras. As câmaras superiores são designadas por aurículas (direita e esquerda) e as câmaras inferiores por ventrículos (direito e esquerdo).

Quando o coração “bate”, as aurículas passam o sangue para os ventrículos, que depois o ejectam para fora do coração. Existem válvulas entre cada uma destas cavidades.

Estas válvulas funcionam como portas que regulam o fluxo sanguíneo que se processa através do coração.

O seu coração possui um sistema especial de condução que organiza e envia impulsos eléctricos através do mesmo. Determinadas células localizadas em locais especiais no interior do coração enviam impulsos para os músculos cardíacos obrigando o coração a bater.

Estas células são designadas por células pacemaker. No caso de uma taquicardia paroxística supraventricular, as células não desempenham eficazmente a sua função, o que origina uma aceleração dos batimentos cardíacos.

Causas da taquicardia paroxística supraventricular

taquicardia paroxística supraventricular é, frequentemente, provocada pela existência de circuitos eléctricos extra no coração.

Também pode resultar de uma doença valvular ou de obstrução nas artérias coronárias. A doença da tiróide ou a insuficiência cardíaca também podem originar este problema.

Outras causas podem incluir a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, o tabagismo ou a ingestão excessiva de cafeína através do café ou de determinados refrigerantes, por exemplo.

O uso excessivo de medicamentos para a constipação também pode provocar uma TPSV. O stress, por seu turno, pode desencadear uma crise de TPSV.

Sinais e sintomas

Durante uma crise de TPSV sentirá, provavelmente, o seu coração a bater de forma muito rápida. É possível que também sinta palpitações no peito, atordoamento ou sensação de desmaio.

Se sofrer de uma outra doença cardíaca, pode durante a crise de TPSV sentir dificuldade respiratória ou dores no peito.

Diagnóstico

O diagnóstico da arritmia cardíaca baseia-se no registo em electrocardiograma convencional (ECG), em electrocardiograma de 24 horas (Holter) ou ainda em registadores intermitentes automáticos ou activados pelo paciente que podem vigiar o ritmo durante semanas.

Em casos seleccionados pode ser necessário o registo da actividade do seu coração directamente através de um exame chamado estudo electrofisiológico (EEF).

Igualmente importante é o diagnóstico da causa subjacente à taquicardia, podendo ser úteis análises clínicas, a ecocardiografia ou outros exames.

Cuidados a ter

Se a sua taquicardia for desencadeada por actividade física, bebidas alcoólicas, cafeína entre outros evite-os. Mantenha a medicação regular prescrita como aconselhado pelo seu médico.

Riscos e Complicações

A TPSV raramente se complica. Em casos excepcionais pode associar-se a enfarte do miocárdio, perda de consciência ou muito raramente paragem cardíaca.

Tratamento da taquicardia paroxística supraventricular

Poderá ter de se deslocar ao hospital para a realização de exames e tratamentos. É possível que o médico comece por tentar abrandar a sua frequência cardíaca sem recorrer à medicação.

Se tal não funcionar, poderá dar-lhe medicamentos para reduzir o ritmo cardíaco.

Se a medicação não for eficaz no abrandamento da frequência cardíaca, poderá necessitar de uma cardioversão, ou seja, da administração de um choque eléctrico ao coração.

Uma vez diagnosticado o seu tipo de TPSV é possível na grande maioria dos casos o uso um procedimento planeado, chamado estudo electrofisiológico, em que a estrutura cardíaca extra responsável pela arritmia é eliminada pela aplicação intracardíaca de calor, curando a arritmia.

Informação para profissionais de saúde e estudantes de medicina

Taquicardia paroxística supraventricular

. Grupo de arritmias, incluindo taquicardia reentrante supraventricular (mais de 90% dos casos), taquicardia atrial automática e taquicardia juncional
. Em geral, os ataques começam e terminam abruptamente, com duração de segundos a horas
. Os pacientes com frequência são assintomáticos durante episódios transitórios, mas queixam-se de palpitações, dispnéia leve ou dor torácica em episódios mais longos
. O eletrocardiograma entre os ataques é normal, a menos que o paciente tenha síndrome de Wolff-parkinson-White ou intervalo PR muito curto
. A menos que ocorra condução aberrante, os complexos QRS são regulares e estreitos; a localização da onda P ajuda a determinar a origem da TSVP.
. O estudo eletrofisiológico define o diagnóstico correto.

Diagnóstico diferencial

Ausência de P:
. Taquicardia de reentrada no nó atrioventricular

Intervalo RP curto:
. Taquicardia reentrante atrioventricular
. Taquicardia de reentrada intra-atrial

Intervalo RP longo:
. Taquicardia atrial
. Alguns casos de taquicardia de reentrada no nó atrioventricular
. Taquicardia de vaivém juncional permanente.

Tratamento

. Muitos episódios sofrem regressão espontânea; se isso não ocorrer, tentar inicialmente manobras vagais, como massagem do seio carotídeo, ou adenosina para bloquear transitoriamente o nó AV e romper o circuito de reentrada.
. A prevenção de episódios frequentes pode ser obtida com digoxina, bloqueadores dos canais de cálcio, betabloqueadores ou antiarrítmicos, como procainamida ou sotalol
. O estudo eletrofisiológico e a ablação do foco ou circuito de reentrada anormal, quando disponíveis, constituem o tratamento de escolha (taxa de sucesso > 90% dos casos).

Dica
Nas leituras computadorizadas do infarto com ondas Q e intervalos PR curtos, procurar cuidadosamente uma onda delta; este pode ser seu diagnóstico.

Referência
Blomstrom-Lundvist C, Scheinman MM , Aliot EM, et al. ACC/AHA/ESC guidelines for the management of patients with supraventricular anhythmias.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

35 Comentários no Fórum

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  1. TSV como ritmo peri paragem ??

  2. MUITO BOM A FORMA COMO FOI EXPLICADO. DE FACIL ENTENDIMENTO.
    ESTOU COM ESSE PROBLEMA TOMANDO O MEDICAMENTO VERAPAMIL 80 CONFORME ORIENTAÇÃO MEDICA.
    ESPERO FICAR MELHOR.

  3. OI BOM DIA, TENHO 25 ANOS E HÁ 7 TENHO TPSV.
    FAÇO USO DE ATENOLOL E TENHO MUITAS CRISES QUE SÓ PARAM COM ADENOSINA, MEUS BATIMENTOS CHEGAM A 205 FÁCIL E NO OUTRO DIA FICO MUITO CANSADA, JÁ FIZ VÁRIOS ELETRO E ECO MAIS NÃO ENCONTRAM NADA.

    • olá, no meu caso o problema foi uma alteração do hormônio da tireoide, hipotiroidismo, então só resolveu quando tratei a causa, que era a tireoide, e não o coração, o TPSV foi apenas um sintoma.

    • Oi alíne venho passando por isso alguns anos agora , vou fazer uma ablação para resolver vai ser dia 23 6 2027 no total cor meu médico garantiu que vou ficar curada. Converse com seu médico

  4. Oi, pessoal meu nome é: Shayane, tenho 13 anos. Tive um taquicardia no dia 09/04/2014 foi coisa inexplicável meu coração bateu mais de 200 no momento pensei que ia morrer mais os médicos é medicas me socorrerão e graças a Deus estou bem 😀

  5. Oi gente , eu descobri que tinha TPSV com 23 anos, logo apos o nascimento do meu filho, foi horrivel, meu coraçao ja chegou a 200 batimentos,logo depois fui encaminhada para o INCOR SP, onde realizei a ABLAÇAO- Estudo eletrofisiologico envasivo, onde me curei 70% do problema, tomo Atenolo 50 mg, e vivo uma vida normal, as vzs tenho crises leves e passageiras, mas o que mais me doi, e eu nao me sentir segura para ter outro filho…indico a ABLAÇAO pq melhora muito a Taquicardia supra-ventricular…. se cuidem, e vivam a vida sem medo, essa doença è benigna, nao mata, e muito raro, se cuidem.

  6. Tenho prolapso na valvula mitral e sofro de taquicardia paroxístoca suoraventricular, meu batimentos chegam à 180. Isso tem tratamento, tenho 23 anos. Corro algum risco com batimentos tão acelerados???

  7. Por favor administradora me responda :tenho taquicardia supraventricular ja ffaz 6 mmmmeses tendo crise sem tomar remédios e não tomando isso pode me matar
    ps: crise de 200 batimentos

  8. Oi tenho 22 anos e tenho arritimia ja a uns 7 anos … gostaria de saber se o exame ecocardiograma transtoracico que a pessoa fica inconciente tem secuelas e ha exito no resultado pois meu medico indicou de cara esse exame …pois em 2010 tive um ataquecardiaco? pensei que iria morrer! obrigada

  9. Olá denise, bem vinda,

    As aurículas (português europeu) ou átrios (português brasileiro) são ambas a mesma coisa. São duas cavidades do coração, localizadas uma em cada lado acima dos ventrículos, dos quais são separadas por válvulas cardíacas.

    Bons estudos 🙂

  10. no coração possuímos 2 ÁTRIOS (esquerdo e direito) E 2 VENTRÍCULOS (esquerdo e direito) e não aurículas isso ta errado!

  11. olha tenho taquicardia supra ventricular não paroxista ,o médico disse que a minha pode matar é vdd me ajudem

  12. Tenho Taquicardia Supraventricular Paroxística. Já tive várias crises e meu ritmo cardíaco já chegou a 250 bpm. Além de extremamente assustador, é angustiante tal situação! Gostaria de saber se, sendo este tipo de taquicardia perigoso, é necessário tomar um antiarrítmico ou calmante constantemente e se a Ablação deve ser considerada? Há alguma chance deste transtorno desaparecer espontaneamente ou, dificilmente, isto acontece?
    Obrigado,
    Fernando

  13. Fiz uma ablaçao dia 14 de março e sintoma como se fosse me dar novamente arritimia fico comedo aí meu corpo e cabeça começa a entrar em pânico o que devo fazer me ajudem não quero ter mais crises por causa do medo

  14. Olá, tenho 41 anos de idade. Faz 5 anos e alguns meses que tenho arritmia. As crises antes aconteciam em espaços de tempo maiores. Depois ficaram mais frequentes. Fui obrigada a tomar rémedio para tentar controlar os episódios. Tomo Dilacoron 80mg 2x ao dia. Fiquei dois meses e meio sem ter crises após o inicio da medicação. Só que mesmo com a medicação entrei em crise recentemente. Estou muito preocupada que o remédio não fará mais efeito. Vou voltar a fazer uma consulta e relatar o ocorrido. O remédio parecia ter resolvido o problema , mesmo sabendo que terei que tomá-lo por longo período ou a vida inteira, e agora com essa crise volto a me desanimar. Morro de medo de fazer a ablação. Queria que o remédio desse certo. Alguém sabe se mesmo com o remédio as crises acontecem e com qual frequencia????

  15. Fui diagnosticada com taquicardia paroxistica com 4 anos, não pudia ser medicada e tinha vários ataques por dia, por um milagre a doença sumiu e hoje tenho 18 anos e comecei a sentir alguns sintomas como falta de ar, dor de cabeça, dor no peito e aumento dos batimentos cardíacos do nada, porém regular. Tomo muito café, oq antes não podia, mas mesmo assim não tive mais ataques longos e fortes como antes. Meus batimentos normalmente ficam em 95 por minuto, isso é normal?? Alguém poderia me ajudar com informações, a doença pode ter voltado?

  16. Eu tenho taquicardia ventricular paroxística, síndrome de Wolf Parkinson White, meu coração dispara do nada, principalmente durante atividades físicas. Fiz dois estudos eletrofisiológicos com tentativa de ablação, sem sucesso. Estava tomando ritmonorme e atenolol e continuava a sentir-me mal….por conta própria parei de tomar os remédios, já que o próprio médico disse q nenhum medicamento iria bloquear os sintomas definitivamente. Conclusão: estou a um bom tempo sem sentir nada!!!! aleluia!!!

  17. Tenho Taquicardia Supraventricular desde criança, aos 42 anos me submeti a ablação, o procedimento é tranquilo com sedação, você não vê nada, resolveu 70% do problema, pois ainda sinto algumas palpitações em determinadas situações, sei muito bem a agonia de quem tem esse problema porque os exames mostram tudo normal, fui diagnosticada quando a crise se prolongou por horas, só então os médicos diagnosticaram o problema. Não tomo nenhuma medicação.

  18. Meu filho tem 16 anos e foi diagnosticado taquicardia supraventricular,ele ira fazer o estudo eletrofisiologico no dia 10/10
    Tenho dúvidas quando ele tem as crises, faço que ele deite e respire calmamente, ele fica muito nervoso, ele faz uso de puram e propranolol , estes medicamentos não fazem mal se usados juntos?

  19. Meu filho tem 16 anos e vai se submeter ao exame eletrofisiológico.
    Os exames anteriores comprovaram taquicardia supraventricular,
    tenho receio de fazer, A médica que nos atendeu me passou muita confiança.

    Não sei o que fazer quando ele tem as crises ele fica muito nervoso, ele faz uso de puram e propranolol , estes medicamentos não fazem mal se usados juntos? tento acalma-lo faço que deite e respire calmamente, será que é o correto?

  20. Meu marido tem taquicardia de início e remissão abruptos (FC: 230bpm) com sintomas de falta de ar, eminencia de desmaio, vertigem e mal estar. Todos exames normais (Holter24hrs, ECO e exames lab). Conselho a nós dado: rodar eletrocardiograma em qualquer PS no momento da taquicardia. O diagnostico só foi feito no ECG na crise: taquicardia supra ventricular paroxistica. Conduta: Ablaçao atraves de EEF (cateter intracardiaco com ablaçao de via anomala por radiofreuqencia). Assuta? Claro que sim.. mas nas maos de profissionais de excelencia tudo fica mais tranquilo. Indico: Incor, Equipe do Prof e Dr Eduardo Sosa (chefe da unidade de arritmia).

  21. Tenho 42 anos, e sempre tenho crise meu coracao bate 300 batidas. tomo atenolol todos os dias. fiz todos os exames e os medicos nao me falam a causa nos exames nao dao nada. tenho medo pq a ultima crise nao conseguia respirar. so que depois me da vomito ai tudo volta ao normal.

  22. eu me submeti a uma ablação , mas nao houve sucesso, ainda continuo com falta de ar e dor no peito, alguem pode me informar qual o proximo passo, pois ainda vou retornar a consulta

  23. catherine,temos o mesmo problema,estou sendo tratado com atenolol também,me encaminharam a um cardiologista,pois minhas dores persistem =/

  24. HOLA SOY CATHERINE DE PARAGUAY Y SUFRO DE TAQUICARDIA PAROXISTICA Y ME TRATO CON ATENOLOL MI ECO CARDIOGRAMA SALIO BIEN NO ENTIENDO POR QUE TENGO ESO Y ES UN SUFRIMIENTO PARA MI

  25. Boa tarde! Tive 2 crises de arritmia (supraventricular) e o médico indicou ablação. Gostaria de saber se o tratamento medicamentoso é eficaz e, caso tenha q fazer ablação, se este não pode ser feito com sedação, pois me apavora saber q estarei acordada durante o procedimento.
    Obrigada.

  26. oi alguem me pode dizer pf como começa esta taquicardia e como acaba, ou seja ha algum motivo p aparecer ou pode acontecer de forma normal sem motivos aparentes? e quais os sintomas q sentem? obrigado

  27. BOA NOITE ! IREI FAZER ABLAÇÃO PARA RETIRADA DE TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR DE REENTRADA NODAL. É POSSIVEL SER FEITA COM SEDAÇÃO ? TENHO MEDO DE FICAR ACORDADA E SOFRER.AGRADEÇO PELA ATENÇÃO. MARIA LETICIA GAROZZI DOS REIS.

  28. Tenho que fazer ablação cardíaca pois tenho taquicardia paroxística supraventricular por reentrada nodal.
    poderá ser feita sob anestesia ou sedação ? estou com medo do procedimento, há algum perigo.Agradeço
    se for respondido para meu e-mail. Grata, mª letcia dos reis.
    PORTO ALEGRE, 12/11/2010.

  29. Tenho crises de taquicardia supraventricular, e tive 3 paradas cardíacas, isso é normal?
    O q faço para não ter mais essas crises?

    Obrigaada.

  30. Olá Andreia Correia, a ablação tem uma taxa de sucesso de 90% como mencionado no artigo, e nestes casos é quase sempre o tratamento de escolha.
    Eu sei que é bastante complicado esperar mais 8 anos para que tudo se resolva, mas tem de confiar no seu medico.

    Muita saude para o seu filho e que tudo corra pelo melhor.

    Cumprimentos
    Sonia C

  31. Foi diagnosticada uma taquicardia supraventricular paroxistica de via oclusa ao meu filho às 28 semanas de gravidez. Tem agora 2 anos e após tratamento medicamentoso (digoxina e flecainida) os médicos dizem que ele está estável e que poderá ser submetido a uma ablação mas só por volta dos 10 anos. Vivo sempre em sobressalto com as febres e por causa de problemas respiratórios frequentes que podem causar crises. Não poderá este problema ter solução mais imediata?

  32. Olá joana, o mais que posso fazer é dizer-lhe para imprimir esta pagina e mostra-la ao seu medico, pode ser que ajude no diagnostico da doença .

    Boa sorte para a sua fiha.
    Cumprimentos
    Sonia C

  33. eu tenho a minha filha com suspeita de uma taquicardia supraventricular paroxistica. nao sei o que faça os sintomas dela sao os meus desta doenca mas os medicos dizem que aparentemente eeg e a eco estam bem
    aogra vai fazer o holter de 24h

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