Terapia da Asma - alguns problemas terapêuticos - Fotos Antes e Depois
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Terapia da Asma – alguns problemas terapêuticos

Terapia da Asma – alguns problemas terapêuticos:

A asma é hoje uma das mais frequentes doenças do foro respiratório, atingindo em Portugal mais de 10 por cento dos jovens até aos 14 anos e entre 5 e 6 por cento da população adulta.

Daí a imperiosa necessidade de uma terapêutica adequada, “feita à medida”; este será, aliás, um dos aspectos mais importantes a considerar na hora de instituir um tratamento, já que cada caso é um caso!

A asma é uma doença heterogénea e dinâmica; implicando que o tratamento da doença possa variar – e varia – de doente para doente e no mesmo doente, de acordo com a frequência e intensidade dos sintomas; é importante que o médico, o doente e os seus familiares compreendam isso mesmo, adaptando cada esquema terapêutico às necessidades de cada momento.

Na realidade, hoje é estabelecido de acordo com o grau de gravidade da asma; por isso, se compreende que alguns doentes com asma ligeira só ocasionalmente façam uso de medicação e outros tenham que recorrer diariamente a vários tipos de medicação para ter qualidade de vida aceitável.

É possível, também, que cada doente atravesse ao longo da sua vida períodos de diferente gravidade, condicionados por vários factores inerentes ao doente ou externos, facilmente evidenciáveis ou não.bomba para pessoas com asmaNo tratamento da asma, procura-se que o doente não tenha sintomas diurnos ou nocturnos, exerça as suas actividades sem limitações, tenha uma função pulmonar normal, não tenha exacerbações e use a terapêutica broncodilatadora em SOS menos que duas vezes por semana.

O objectivo do tratamento da asma consiste basicamente em alcançar e manter o controle clínico da doença; na abordagem inicial do doente, tentar-se-á avaliar o seu nível de controle e tratamento com o intuito de o enquadrar num dos degraus que constituem a base da abordagem terapêutica destes doentes.

Esses degraus correspondem a diferentes estágios da doença, das formas mais ligeiras às mais graves; procura-se que o doente não tenha sintomas diurnos ou nocturnos, exerça as suas actividades sem limitações, tenha uma função pulmonar normal, não tenha exacerbações e use a terapêutica broncodilatadora em SOS menos que duas vezes por semana.

O doente que preencha estes critérios considera-se controlado; está parcialmente controlado desde que, numa dada semana, tenha sintomas diurnos mais de duas vezes, tenha qualquer sintoma nocturno ou limitação das suas actividades, use o seu broncodilatador de alívio mais de duas vezes ou tenha uma ou mais exacerbações por ano ou ainda se a sua função respiratória está diminuída.

Nestes casos deverá intensificar a sua terapêutica no sentido de se tentar o controle total; o doente não controlado é o que exibe três ou mais dos referidos aspectos do doente parcialmente controlado.foto pulmãoOs asmáticos sintomáticos deverão fazer um reforço da sua terapêutica de forma a conseguir o seu controle e, idealmente, devem assim manter-se durante três meses antes de se proceder a uma diminuição das necessidades terapêuticas.

Os asmáticos sintomáticos deverão fazer um reforço da sua terapêutica de forma a conseguir o seu controle e, idealmente, devem assim manter-se durante três meses antes de se proceder a uma diminuição das necessidades terapêuticas.

Pretende-se que o doente se mantenha assintomático ou quase com o mínimo de medicação.

O grupo dos doentes que usa somente a terapêutica broncodilatadora de alívio é restrito e diz respeito aos que têm sintomas diurnos ocasionais – tosse, pieira ou falta de ar menos de duas vezes por semana – e de curta duração – algumas horas.

Nos intervalos, o doente deverá estar assintomático e com função respiratória normal.

Se os sintomas se tornam mais frequentes ou se agravam terão que se adicionar outras alternativas terapêuticas à terapêutica broncodilatadora, normalmente representada por um beta-agonista de curta ou longa duração.

Poderemos optar por corticosteróides inalados, modificadores dos leucotrienos, teofilinas de libertação prolongada e, nos casos mais graves, corticosteróides orais ou tratamento Anti-IgE, isoladamente ou em associação.

Os corticosteróides inalados são, hoje, sem ou com broncodilatador num mesmo aparelho, a opção terapêutica chave preferida e preferível para o tratamento dos casos de asma parcialmente controlada ou mais graves.

A dose do corticóide inalado é em função do estado do doente em cada momento: uma dose baixa é recomendada no controle inicial das formas parcialmente controladas, seja qual for a idade do paciente, dose que se aumentará se os sintomas aumentarem de frequência e gravidade.

Os modificadores dos leucotrienos são uma opção terapêutica para os doentes que, ainda assim, não conseguem a sua estabilidade, podendo juntar-se à terapêutica com broncodilatadores de longa duração de acção e corticóides inalados.

Também são opção para os doentes que não podem ou não querem fazer corticóides inalados e para os que preferem terapêutica oral, bem como para os que padecem de rinite alérgica ou asma de esforço.

As teofilinas de libertação prolongada são igualmente uma opção terapêutica, mas o seu uso é prejudicado pela sua menor eficácia e pelos efeitos secundários, o mesmo se passando em relação aos beta-agonistas orais e anticolinérgicos inalados.

A asma é hoje, por todos, entendida como uma doença inflamatória crónica que, por isso mesmo, implica tratamento prolongado ou até para sempre.

Na criança é mesmo a doença inflamatória crónica mais frequente!

Torna-se complicado passar esta mensagem aos doentes e aos pais; é preciso lembrar-lhes que não é por o doente estar assintomático que está curado e fazê-los acreditar em tal!

O processo de educação, de primordial importância nesta doença, inicia-se na primeira consulta e prossegue ao longo da vida do doente.

A promoção de uma forte aderência ao tratamento proposto é fundamental e isso consegue-se mais facilmente se propusermos um esquema terapêutico simples, com o mínimo possível de medicamentos, que respeite as preferências e as possibilidades dos doentes.

A estes deve ser explicada a acção de cada um dos medicamentos que usa, pois só assim poderemos ter sucesso; na realidade, o doente tem absoluta necessidade de saber diferenciar, por exemplo, a acção de um broncodilatador da de um corticóide, até porque ele sente alívio com o broncodilatador e terá naturalmente tendência para abandonar o corticóide logo que se sinta menos sintomático, contrariando assim a natural importância do anti-inflamatório, que deverá ser a pedra fulcral do tratamento.

É fundamental que o médico também tenha absoluto conhecimento do que está a transmitir ao doente para ser convincente; continuamos a ver muitos doentes, e mesmo médicos, a ter medo das “bombas” de broncodilatadores e corticóides e, se necessário for, a efectuar terapêuticas com as mesmas substâncias por via oral, em muito maiores doses e, portanto, com muito maior probabilidade de reacções secundárias indesejáveis e uma eficácia muito mais duvidosa.

O problema torna-se mais complicado se pensarmos que, ainda hoje muitos doentes continuam a preferir a via oral à inalada, frequentemente “contaminados” por ideias erradas e por mitos.

A terapêutica inalada, que assegura um rápido início de acção, é hoje a melhor e mais segura forma de administrar medicação para o tratamento da asma, incluindo em crianças; para estas e para alguns doentes adultos com problemas de coordenação motora, o aparecimento de vários tipos alternativos de inaladores e de câmaras de expansão foi um grande passo em frente, na medida em que facilita a correcta administração dos produtos em aerossol.foto medicamentosA promoção de uma forte aderência ao tratamento proposto é fundamental e isso consegue-se mais facilmente se propusermos um esquema terapêutico simples, com o mínimo possível de medicamentos.

Estas são algumas das medidas que permitem um melhor controle do doente.

Deveremos sentir-nos satisfeitos quando o asmático fizer uma vida tão normal quanto possível, praticando os desportos da sua preferência, se for caso disso, procuraremos que tenha o mínimo de sintomas possível, use pouca medicação, recorra poucas vezes ao seu médico, para além das visitas programadas, não necessite de ir ao Serviço de Urgência e muito menos de ser internado.

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Atualizado em 30 dezembro 2017

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