Transtorno de stress pós-traumático - Sintomas, tratamento, causas e diagnóstico
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Transtorno de estresse pós-traumático

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

O transtorno de estresse pós-traumático é também designado por “TSPT.” Pode ser uma doença mental transitória ou contínua.

Poderá sofrer de SSPT caso tenha participado num evento traumático no passado. Esse acontecimento poderá tê-lo(a) feito sentir que poderia magoar-se gravemente ou morrer.

O transtorno de estresse pós-traumático pode provocar uma sensação enorme de desamparo ou de impotência.

Causas

Uma violação, a violência familiar, a guerra, o abuso de menores, uma morte ou um acidente são eventos traumáticos que poderão provocar a síndrome do stress pós-traumático.

Outras causas da TSPT poderão ser um desastre natural, como um furacão ou um tornado. Poderá ainda ter-se envolvido com algo que o(a) fez recear pela sua própria segurança.

Todas estas situações podem ter acontecido recentemente ou no passado. A forma como responde ao trauma tem por base a sua personalidade no período anterior ao evento e o tipo de apoio que terá recebido depois do evento.

Poderá estar mais susceptível a sofrer o evento:

  1. Tiver sido abusado(a) sexualmente enquanto criança ou se lhe tiver acontecido algo de bastante grave enquanto criança.
  2. Tiver sofrido problemas emocionais antes de ocorrer o evento traumático.
  3. Não tiver recebido aconselhamento suficiente após o evento traumático.
  4. Sentir que não tem ninguém que o (a) ajude.

Sinais e sintomas

  1. Poderá sofrer ataques de ansiedade, sensações de indiferença, de receio, agitação ou de retracção.
  2. Poderá ter memórias dolorosas do evento traumático. Essas memórias poderão parecer tão reais que poderá pensar estar a viver novamente o evento. Esta situação costuma ser designada como flashback. Por vezes estas memórias surgem integradas em pesadelos. Poderá sentir dificuldades em voltar a adormecer e em dormir.
  3. Poderá sentir-se culpado(a) por ter sobrevivido a um evento onde tenham ocorrido outras mortes.
  4. Poderá sentir dores de cabeça ou dores de estômago. Estes sintomas poderão piorar sempre que algo o(a) fizer recordar-se do evento traumático. Por exemplo, alguém que tenha sobrevivido a um acidente de avião poderá não ser capaz de voltar a entrar num aeroporto por causa das dores de cabeça.
  5. Poderá reagir de uma forma excessiva a pequenos problemas que não tenham nada a ver com o trauma. Poderá passar por uma ou várias das situações seguintes.
  6. Tornar-se demasiado sensível.
  7. Ter sensações súbitas de tristeza, de medo ou de revolta.
  8. Maior grau de nervosismo, de “sobressalto”, de pânico ou de irritabilidade.
  9. Sentir dificuldade em prestar atenção ou em executar tarefas.
  10. Abusar do álcool e das drogas para esquecer os maus momentos.
  11. Sensação de entorpecimento ou de que não tem sentimentos.
  12. Dificuldade em conviver com os amigos e com a família.
  13. Menor interesse pelas actividades de lazer.

Tratamento do transtorno de estresse pós-traumático

A síndrome de stress pós-traumático não desaparecerá a menos que seja tratada. Poderá ser tratado(a) num consultório médico ou numa clínica.

O médico falará consigo sobre os seus temores e preocupações. O médico fará algumas perguntas sobre os sintomas e sobre outros eventos ocorridos na sua vida.

O médico pretenderá que a sua família esteja presente nestas consultas. Estas consultas poderão ajudá-lo(a) e à sua família a compreender melhor a síndrome de stress pós-traumático.

Para evitar que os sintomas adquiram um caracter contínuo, fale com amigos e com membros da família em relação a tudo porque está a passar.

Poderão ser utilizados medicamentos para o(a) acalmar e para o(a) ajudar a adormecer. Poderá ser necessário ficar internado(a) num hospital para receber mais tratamentos.

Lidar com a situação: Informe-se a si próprio(a) e às outras pessoas sobre a síndroma de stress pós-traumático. Poderá ser difícil aceitar que se sofre de TSPT.

Poderá, assim como os que lhe são próximos, sentir-se revoltado(a), triste ou assustado(a). São sentimentos normais. Fale com os médicos, com familiares ou com amigos, em relação aos seus sentimentos.

Poderá ainda sentir vontade de aderir a um grupo de apoio. Um grupo de apoio é constituído por pessoas que também sofrem de TSPT.

Contacte ou escreva a uma dessas organizações -para obter mais informações sobre a síndrome de stress pós-traumático.

Transtorno de estresse pós-traumático nas Crianças

A criança poderá sofrer de SSPT caso tenha participado num evento traumático no passado.

O evento traumático poderá provocar um medo terrível, impotência ou horror. O evento poderá ter feito com que a criança sinta receio de se magoar ou de morrer.

O síndrome de estresse pós-traumático afecta crianças de todas as idades. Sem o recurso a tratamento a SSPT poderá provocar problemas emocionais quando a criança chegar à adolescência e posteriormente quando se tornar um adulto.

Causas:

A violência familiar, uma violação, um rapto, o abuso de menores, a guerra, a morte ou um acidente são todos eventos traumáticos que poderão provocar a síndroma de stress pós-traumático.

A criança poderá ter sobrevivido a um desastre natural, como um furacão ou um tornado. Ou a criança poderá ter estado envolvida numa situação que a fez recear pela sua própria segurança.

Estas situações poderão ter acontecido recentemente ou no passado.

Sinais e sintomas:

A criança poderá ser incapaz de deixar de pensar ou de sonhar com o evento traumático. A criança poderá perder o interesse por coisas das quais costumava gostar.

A criança poderá viver num estado permanente de ansiedade e sentir dificuldades em dormir. Descrevem-se abaixo outros sinais e sintomas da síndroma de stress pós-traumático.

  1. Abuso de álcool ou de drogas de rua.
  2. Comportamentos agressivos.
  3. Comportamentos agitados.
  4. Incapacidade de descrever os sentimentos.
  5. Tonturas.
  6. Pesadelos.
  7. Incapacidade de prestar atenção.
  8. Falta de vontade em ir à escola.
  9. Desorganização.
  10. Falta de apetência social.
  11. Ver-se a si própria como uma pessoa sem futuro nem esperança.
  12. Retracção.
  13. Angústia.

Tratamentos:

O transtorno de stress pós-traumático não desaparecerá a menos que seja tratado. A criança poderá ir a reuniões de aconselhamento no consultório do médico ou em clínicas. O médico pretenderá que a família da criança esteja presente nestas consultas.

O médico falará com a criança sobre os seus temores e as suas preocupações. Os médicos colocarão questões à criança e aos membros da família. Poderão ser colocadas questões relacionadas com o comportamento da criança e sobre o seu passado.

Estas reuniões poderão ajudar a família a compreender melhor o transtorno de estresse pós-traumático. Os pais, os membros da família e os amigos deverão estar preparados para dar à criança todo o apoio de forma a evitar problemas mais graves relacionados com a síndroma de stress pós-traumático.

Ajude a criança a falar sobre os seus medos e assegure-lhe que ela se encontra protegida. Poderão ser utilizados medicamentos para acalmar a criança e para a ajudar a dormir.

A criança poderá ter de ser hospitalizada caso comece a pensar em magoar-se a si própria ou em magoar outras pessoas.

Lidar com a situação:

É difícil aceitar que a criança sofre de síndroma de stress pós-traumático. As pessoas mais próximas da criança poderão sentir-se revoltadas, tristes ou assustadas.

São sentimentos normais. Fale com o médico da criança, com os membros da família e com amigos sobre os seus sentimentos.

Anote quaisquer questões que possa ter sobre a síndroma do stress pós-traumático e sobre as formas possíveis de tratamento. Dessa forma não se esquecerá de as colocar ao médico durante a consulta seguinte da criança.

Contacte ou escreva para uma das organizações seguintes para obter mais informações sobre a síndroma de stress pós-traumático.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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